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Arqueólogos restauram o Portão de Shamash em Nínive e encontram estela assíria de 2 metros esculpida em mármore há cerca de 2.600 anos, com relevo do rei Assurbanípal e inscrições cuneiformes, descoberta rara que ajuda a revelar obras realizadas nas últimas décadas do Império Neoassírio no atual Iraque

Arqueólogos restauram o Portão de Shamash em Nínive e encontram estela assíria de 2 metros esculpida em mármore há cerca de 2.600 anos, com relevo do rei Assurbanípal e inscrições cuneiformes, descoberta rara que ajuda a revelar obras realizadas nas últimas décadas do Império Neoassírio no atual Iraque

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Arqueólogos restauram o Portão de Shamash em Nínive e encontram estela assíria de 2 metros esculpida em mármore há cerca de 2.600 anos, com relevo do rei Assurbanípal e inscrições cuneiformes, descoberta rara que ajuda a revelar obras realizadas nas últimas décadas do Império Neoassírio no atual Iraque

Escrito por Carla Teles

Publicado em 24/07/2026 às 16:48

Ciência e Tecnologia, Curiosidades

Estela assíria no Portão de Shamash, em Nínive, traz relevo de Assurbanípal e inscrições cuneiformes sobre o Império Neoassírio.

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Monumento de mármore de Mosul foi descoberto por equipe iraquiana-americana durante trabalhos de conservação na entrada oriental da antiga capital assíria, preservando imagem do rei, relevos menores e texto ainda parcialmente decifrado sobre projetos de construção realizados no século VII a.C. em Nínive e outras regiões do Império Neoassírio tardio.

Uma equipe conjunta de arqueólogos iraquianos e norte-americanos encontrou uma estela assíria monumental durante trabalhos de restauração realizados nas proximidades do Portão de Shamash, em Nínive, no atual Iraque. A peça, datada do século VII a.C., possui cerca de 2 metros de altura e apresenta um grande relevo associado ao rei Assurbanípal.

As informações foram publicadas pelo HeritageDaily em 22 de julho de 2026. A descoberta ocorreu durante ações de conservação conduzidas no sítio histórico de Mosul e poderá ampliar o conhecimento sobre projetos de construção realizados durante as últimas décadas do Império Neoassírio.

Monumento surgiu durante restauração em Nínive

Imagem: Autoridade Geral para Antiguidades e Patrimônio.

A estela foi localizada perto de uma das principais entradas da antiga capital assíria, conhecida como Portão do Sol, Portão de Shamash ou Bab Shamash. Situada no lado oriental de Nínive, essa passagem integrava o sistema defensivo que circundava a cidade.

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A descoberta não ocorreu em uma escavação isolada, mas dentro de um programa de recuperação patrimonial. Os trabalhos no portão eram realizados em parceria com o Instituto para o Estudo de Culturas Antigas da Universidade de Chicago quando o monumento foi identificado.

Estela assíria foi talhada em mármore local

O monumento foi produzido a partir de um único bloco de mármore de Mosul, material extraído na própria região. A peça mede aproximadamente 2 metros de altura por 1,55 metro de largura.

Sua estrutura combina um corpo retangular com uma parte superior semicircular. As dimensões e a qualidade do material diferenciam a estela assíria de inscrições menores, indicando que ela foi concebida para ocupar um lugar de destaque.

Relevo central representa o rei Assurbanípal

A face frontal é dominada por uma imagem de grandes proporções atribuída a Assurbanípal. O governante aparece usando um capacete característico, identificado pelos pesquisadores como uma peça de bronze.

Assurbanípal governou o Império Neoassírio entre 668 e 627 a.C. A presença do rei no centro do monumento reforça seu caráter oficial, ligado à autoridade política e às realizações promovidas durante seu reinado.

Verso preserva outras duas figuras reais

Além do relevo principal, a estela apresenta duas imagens menores em sua parte posterior. As interpretações iniciais indicam que essas figuras também podem representar monarcas assírios.

A identificação ainda depende de estudos mais detalhados. A combinação entre diferentes representações reais poderá ajudar os especialistas a compreender a finalidade política e comemorativa do monumento.

Inscrições cuneiformes ainda estão sendo decifradas

Uma extensa inscrição cuneiforme acompanha os relevos preservados. O texto ainda não foi traduzido integralmente, o que impede uma interpretação definitiva sobre todas as informações registradas na superfície.

As leituras preliminares sugerem referências a obras executadas em Nínive e em outras partes do império. O conteúdo poderá revelar como a administração de Assurbanípal registrava e apresentava seus programas de construção.

Projetos podem ter transformado a capital assíria

Nínive foi uma das cidades mais importantes do mundo antigo e exerceu a função de capital do Império Neoassírio. Durante o reinado de Assurbanípal, construções e reformas contribuíram para ampliar sua importância política e monumental.

A estela assíria pode documentar parte dessas intervenções. Caso as traduções preliminares sejam confirmadas, o monumento fornecerá um registro direto de obras encomendadas pelo rei durante o século VII a.C.

Localização junto ao portão pode ser significativa

Video: Reprodução/@visitmosulofficial.

O Portão de Shamash era uma entrada estratégica nas muralhas defensivas de Nínive. A posição permitia controlar o acesso à cidade e projetava uma imagem de poder para quem se aproximava da capital.

Ainda não está definido se a estela ocupava originalmente aquele mesmo ponto. No entanto, a proximidade com uma passagem monumental pode indicar uma relação entre a peça, as obras defensivas e a comunicação pública da autoridade real.

Portão continua integrado à cidade atual

Embora pertença a uma estrutura antiga, a área do Portão do Sol permanece inserida na dinâmica urbana de Mosul. Segundo as informações divulgadas, a passagem ainda é utilizada como rota para veículos.

Essa continuidade aumenta a complexidade dos trabalhos arqueológicos e de restauração. Os pesquisadores precisam conciliar a preservação das estruturas históricas com a circulação existente no entorno.

Nínive sofreu destruição durante ocupação de Mosul

O patrimônio de Nínive foi severamente atingido durante o período em que o grupo Estado Islâmico controlou Mosul, entre 2014 e 2017. Muralhas, áreas arqueológicas e instituições culturais sofreram danos ou destruição.

O Museu de Mosul também esteve entre os locais afetados. A recuperação da cidade antiga passou a exigir não apenas pesquisas arqueológicas, mas reconstrução, documentação e conservação de estruturas fragmentadas.

Trabalhos foram retomados após libertação da cidade

Com o fim da ocupação, projetos de preservação voltaram a ser desenvolvidos em diferentes pontos de Mosul e Nínive. O trabalho no Portão de Shamash integra esse esforço de recuperação do patrimônio assírio.

A descoberta da estela mostra que as intervenções também podem revelar elementos desconhecidos. Enquanto restauram estruturas danificadas, as equipes encontram novas evidências sobre a história da antiga capital.

Tamanho torna o achado excepcional

Especialistas consideram o monumento especialmente importante por suas dimensões, pelo estado dos relevos e pela extensão do texto cuneiforme. Esses elementos reunidos em uma única peça são incomuns.

A estela assíria é apontada como um dos registros reais mais relevantes encontrados nas últimas décadas. Essa avaliação decorre tanto de sua escala física quanto das informações históricas que ainda poderão ser extraídas.

Mármore conserva marcas de um programa oficial

A escolha de um bloco de mármore local exigiu extração, transporte, preparação e trabalho especializado. Escultores precisaram planejar a disposição das figuras e das inscrições sobre uma superfície de grandes proporções.

Essas características indicam uma encomenda organizada, provavelmente ligada à administração real. O monumento não era apenas decorativo: ele comunicava poder, memória e realização política.

Destino permanente ainda não foi definido

As autoridades ainda avaliam onde a peça será apresentada após os estudos e procedimentos de conservação. Uma possibilidade é mantê-la próxima ao Portão de Shamash restaurado.

Outra alternativa seria transferi-la para o futuro Museu da Civilização de Mosul. A decisão deverá considerar segurança, preservação, contexto arqueológico e acesso do público ao monumento.

Pesquisa poderá esclarecer as últimas décadas do império

O estudo completo das inscrições pode fornecer detalhes sobre obras realizadas pouco antes do fim do Império Neoassírio. Esse período é importante para compreender como o Estado administrava sua capital e mantinha seus grandes projetos.

A análise também poderá indicar nomes de edifícios, localidades ou autoridades envolvidas. Cada trecho decifrado pode acrescentar informações que não sobreviveram em outros registros conhecidos.

Descoberta une restauração e investigação histórica

O achado demonstra como projetos de conservação podem produzir conhecimento novo. A recuperação do Portão de Shamash não apenas protege uma entrada monumental de Nínive, mas também abriu caminho para a identificação de um documento esculpido há cerca de 2.600 anos.

A estela assíria permanece em estudo, e suas inscrições ainda podem alterar a compreensão sobre as obras de Assurbanípal. Você acredita que o monumento deve permanecer próximo ao local onde foi encontrado ou ser levado para um museu em Mosul? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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