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Astrônomos encontram sinais de uma possível “lua gigante” com quase a massa de Júpiter orbitando uma anã marrom, e o curioso sistema pode mudar a definição de luas e planetas
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 22/07/2026 às 15:52
Curiosidades
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Possível exossatélite completa uma órbita em cerca de 170 dias, possui massa próxima à de Júpiter e desafia classificações tradicionais da astronomia.
Uma possível “lua gigante” localizada fora do Sistema Solar foi identificada por um grupo internacional de astrônomos, despertando grande interesse científico.
Os pesquisadores encontraram indícios de um corpo com massa próxima à de Júpiter orbitando a anã marrom CD-35 2722 B.
A descoberta foi apresentada em um estudo publicado em 22 de julho de 2026, na revista científica Nature.
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Esse possível exossatélite ainda não foi observado diretamente, mas pequenas oscilações gravitacionais reforçam a hipótese de sua existência.
De acordo com os cientistas, o objeto completa uma volta ao redor da anã marrom em aproximadamente 170 dias.
Investigação revela um sistema celeste incomum
A descoberta foi resultado de observações realizadas entre outubro de 2023 e fevereiro de 2026.
Durante esse período, os astrônomos utilizaram o Very Large Telescope, instalado no Chile.
Conforme os dados analisados, pequenas mudanças periódicas apareceram no movimento da anã marrom CD-35 2722 B.
Essas oscilações foram atribuídas à influência gravitacional de um corpo ainda invisível em órbita.
Segundo os pesquisadores, o padrão repetitivo observado fortalece a possibilidade de um exossatélite massivo naquele sistema.
A anã marrom possui aproximadamente 37 vezes a massa de Júpiter.
O possível objeto associado, por sua vez, apresenta massa comparável à do maior planeta do Sistema Solar.
Sistema reúne estrela, anã marrom e possível exossatélite
A estrutura identificada apresenta características muito diferentes das observadas no Sistema Solar.
Uma estrela com aproximadamente metade da massa do Sol ocupa a região central do sistema.
A anã marrom CD-35 2722 B gira ao redor dessa estrela.
O possível exossatélite, por sua vez, orbita a anã marrom em cerca de 170 dias.
Essa organização cria uma sequência formada por uma estrela, uma anã marrom e um possível corpo de massa planetária.
Segundo os astrônomos, essa configuração incomum amplia as dúvidas sobre como os corpos celestes devem ser classificados.
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Viviane Alves
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Oscilações gravitacionais indicam possível objeto
As principais evidências da descoberta foram obtidas por meio dos efeitos gravitacionais produzidos sobre a anã marrom.
Pequenos deslocamentos foram registrados durante as diferentes etapas da pesquisa.
Posteriormente, previsões feitas com base nas observações iniciais foram confirmadas pelos dados coletados.
Essa confirmação foi considerada um dos momentos mais importantes do estudo.
De acordo com Kevin Hoy, autor principal da pesquisa, os resultados posteriores reforçaram o modelo criado pela equipe.
Até o momento, porém, nenhuma imagem direta do objeto foi obtida.
Novas observações serão necessárias para confirmar definitivamente sua presença.
Descoberta desafia classificações tradicionais
No Sistema Solar, as luas geralmente orbitam planetas.
Os planetas, por outro lado, giram ao redor de estrelas.
Nesse novo sistema, o possível satélite estaria orbitando uma anã marrom.
A anã marrom ocupa uma posição intermediária entre um planeta gigante e uma estrela.
Essa característica torna a classificação do objeto mais complexa.
Por essa razão, os pesquisadores adotaram inicialmente o termo exossatélite.
A escolha evita definir imediatamente o corpo como uma lua ou um planeta.
Segundo Kevin Hoy, os termos criados para descrever o Sistema Solar nem sempre funcionam em sistemas muito diferentes.
Massa próxima à de Júpiter amplia o mistério
O possível exossatélite apresenta massa semelhante à de Júpiter.
Essa dimensão é muito superior à massa das luas conhecidas no Sistema Solar.
O comportamento orbital lembra o de um satélite natural.
A massa, entretanto, aproxima o objeto da categoria dos planetas gigantes.
Essa combinação desafia os critérios normalmente utilizados para separar luas, planetas e outros corpos celestes.
Os pesquisadores acreditam que a descoberta poderá estimular novas discussões na astronomia.
O debate deverá envolver conceitos como exoluas, exoplanetas, exossatélites e anãs marrons.
Novas medições podem confirmar a descoberta
Atualmente, os astrônomos planejam realizar novas observações da CD-35 2722 B.
As próximas análises deverão determinar com maior precisão a massa do possível exossatélite.
A equipe também pretende confirmar sua trajetória orbital.
Entre as estratégias previstas está a medição direta do deslocamento provocado sobre a anã marrom.
Essa técnica poderá fornecer evidências adicionais sobre a existência do corpo.
Os pesquisadores também consideram que o método poderá ser usado em outros sistemas distantes.
Técnica pode ajudar a encontrar novas exoluas
A metodologia aplicada no estudo poderá facilitar a identificação de outros exossatélites.
Corpos menores e mais parecidos com as luas do Sistema Solar poderão ser localizados no futuro.
O acompanhamento prolongado das oscilações gravitacionais deverá ter papel importante nessas buscas.
A análise cuidadosa dos movimentos de anãs marrons também poderá revelar sistemas ainda desconhecidos.
Essa possibilidade amplia o alcance das pesquisas sobre a formação de sistemas planetários.
O que a possível descoberta representa para a astronomia?
A confirmação do possível exossatélite poderá ampliar o conhecimento sobre sistemas localizados fora do Sistema Solar.
A descoberta também poderá mostrar que luas e planetas podem surgir em configurações muito diferentes das conhecidas.
A classificação do objeto dependerá, porém, de novas observações e medições mais precisas.
Enquanto isso, a massa próxima à de Júpiter mantém o mistério sobre sua verdadeira natureza.
Os astrônomos terão que equilibrar comportamento orbital, massa e formação para definir o objeto corretamente.
Você acredita que um corpo com massa próxima à de Júpiter deve ser chamado de lua por orbitar uma anã marrom ou de planeta por suas dimensões? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

