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Bancadas na Câmara travam votação de projeto que criminaliza misoginia

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Bancadas na Câmara travam votação de projeto que criminaliza misoginia

Lideranças governistas ainda tentam aprovar na Câmara dos Deputados, antes do recesso parlamentar, o projeto que criminaliza a misoginia. A votação, porém, enfrenta resistência de parlamentares da direita e das bancadas evangélica e católica, o que pode dificultar o avanço da proposta antes da pausa, prevista para começar em 18 de julho.

Nesta terça-feira (7/7), líderes partidários manifestaram contrariedade à votação do texto ainda nesta semana. Bancadas de partidos como PL e Novo, além de parlamentares ligados a grupos religiosos, avaliam que a proposta ainda precisa ser mais debatida.

A base do governo, que tem apoiado o avanço da proposta, segue, contudo, trabalhando para aprovar o projeto antes do recesso. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirma acreditar que será possível superar as divergências e avançar com a votação na próxima semana.

Segundo outras lideranças partidárias, a expectativa é que a inclusão da proposta na pauta volte a ser discutida nos próximos dias. Até lá, a relatora, Tabata Amaral (PSB-SP), precisará intensificar as conversas com as bancadas para tentar construir um consenso. O PL, por exemplo, afirma que ainda não teve oportunidade de discutir o texto com a deputada.

A principal resistência está entre integrantes das bancadas evangélica e católica, que temem que a proposta possa restringir a liberdade de culto e a liberdade de expressão de líderes religiosos.

Lideranças do chamado Centrão têm avaliado que será difícil construir um convencimento desses setores nos próximos dias, o que poderia empurrar a votação da proposta para depois do recesso.

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Mulheres fazem ato na Avenida Paulista em defesa do PL da Misoginia

Instagram/@levantemulheresvivas

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Hugo Motta em votação no fim da escala 6×1

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputado

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O presidente da Câmara, Hugo Motta

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

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Tabata Amaral

MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmelo

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MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmelo

O projeto foi aprovado pelo Senado e chegou à Câmara em março deste ano. Desde então, tem provocado divergências entre os deputados. Na tentativa de reduzir as resistências, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou um grupo de trabalho para discutir o texto antes de levá-lo ao plenário.

Motta chegou a ensaiar a votação da proposta em junho, mas recuou diante da falta de consenso. Na última semana, porém, a Câmara aprovou um requerimento de urgência, o que permite que o projeto seja analisado diretamente pelo plenário, sem passar pelas comissões.


O que diz a proposta


Na última semana, Motta afirmou, em uma rede social, que tem acompanhado “de perto” as negociações de Tabata. Segundo ele, garantir a “proteção, o respeito e a dignidade de todas as brasileiras é prioridade”.

“A Câmara dos Deputados reafirma seu compromisso no combate à misoginia e à violência contra as mulheres”, escreveu.

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