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“Beijo das aduelas”: Ponte Bioceânica chega ao momento histórico da ligação entre Brasil e Paraguai, obra atinge 90% de execução e corredor estratégico avança rumo à integração da América do Sul

“Beijo das aduelas”: Ponte Bioceânica chega ao momento histórico da ligação entre Brasil e Paraguai, obra atinge 90% de execução e corredor estratégico avança rumo à integração da América do Sul

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“Beijo das aduelas”: Ponte Bioceânica chega ao momento histórico da ligação entre Brasil e Paraguai, obra atinge 90% de execução e corredor estratégico avança rumo à integração da América do Sul

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 23/07/2026 às 19:51

Construção

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A Ponte Bioceânica alcançou a ligação definitiva entre Brasil e Paraguai e entrou na fase final de construção, marco do Corredor Bioceânico. Créditos: Imagem ilustrativa criada por IA – uso editorial.

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A ligação física entre Brasil e Paraguai foi concluída com o chamado “beijo da ponte”, marco que simboliza a união definitiva da estrutura da Ponte Bioceânica. A obra, considerada um dos maiores projetos logísticos da América do Sul, já alcançou cerca de 90% de execução e representa um passo decisivo para a consolidação do Corredor Bioceânico, que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico.

A Ponte Bioceânica alcançou nesta quinta-feira (23) um dos momentos mais emblemáticos de sua construção. Mesmo com o cancelamento da cerimônia oficial devido às condições climáticas, autoridades brasileiras e paraguaias acompanharam, em Porto Murtinho (MS), a união definitiva da estrutura principal da travessia sobre o Rio Paraguai, etapa conhecida na engenharia como “beijo da ponte”.

O encontro das duas extremidades marca o fim da principal fase estrutural da obra e simboliza, literalmente, a ligação física entre Brasil e Paraguai. O evento reuniu representantes dos governos, prefeitos, empresários, diplomatas e equipes técnicas responsáveis pela construção, reforçando a importância estratégica do empreendimento para toda a América do Sul.

Mais do que uma ponte, o projeto representa uma mudança no eixo logístico do continente. Há anos, Brasil, Paraguai, Argentina e Chile trabalham para transformar o Corredor Bioceânico em uma alternativa ao transporte tradicional pelos portos do Sudeste brasileiro, reduzindo distâncias e ampliando a competitividade das exportações.

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Cerimônia foi cancelada, mas avanço da obra manteve agenda técnica

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, era esperado para participar da cerimônia oficial, mas cancelou sua presença em razão do mau tempo.

Apesar disso, a programação técnica foi mantida normalmente.

Entre as autoridades presentes estava o prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra (PSDB), que destacou a transformação vivida pelo município desde o início das obras.

Segundo ele, a cidade, durante décadas considerada periférica nas grandes rotas econômicas do país, passou a ocupar posição estratégica dentro da integração continental.

“Vivíamos esquecidos e agora somos o centro das atenções. Essa ponte integra Brasil, Paraguai, Argentina e Chile e transforma Porto Murtinho em um ponto estratégico da América do Sul”, afirmou.

A declaração reflete um dos principais objetivos do projeto: criar uma nova rota terrestre para o comércio internacional, ligando o Centro-Oeste brasileiro aos portos do norte do Chile, no Oceano Pacífico.

Obra da Ponte Bioceânica alcança 90% e deve ser concluída em setembro

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Segundo informou o vice-ministro de Obras Públicas do Paraguai, Hugo Agustín Arce Palma, a construção da Ponte Bioceânica já atingiu aproximadamente 90% de execução.

A previsão é que toda a estrutura seja concluída em setembro.

No lado paraguaio, seguem em andamento cerca de 3,8 quilômetros de acessos pavimentados, que ligarão diretamente a ponte ao traçado principal da Rota Bioceânica.

Do lado brasileiro, também continuam as obras dos acessos terrestres, que somam aproximadamente 13 quilômetros.

A conclusão desses trechos é considerada essencial para garantir o funcionamento pleno da nova ligação internacional.

Embora o encontro da estrutura represente um marco visual importante, a infraestrutura viária associada ainda precisa ser finalizada para permitir a operação completa do corredor.

Corredor Bioceânico ainda depende de novas obras no Paraguai

Apesar do avanço da ponte, Hugo Arce Palma destacou que a consolidação do Corredor Bioceânico exige a conclusão de outros projetos estratégicos em território paraguaio.

Entre eles está a futura construção de uma nova ponte sobre o Rio Pilcomayo, na região de Pozo Hondo, próxima à fronteira com a Argentina.

Também está prevista a pavimentação de mais 103 quilômetros de rodovias.

Segundo o vice-ministro, essas intervenções deverão ser financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em um investimento estimado em US$ 200 milhões.

O cronograma dessas obras será determinante para que todo o corredor opere com sua capacidade logística planejada.

Esse é um aspecto frequentemente observado em grandes projetos de integração regional: a entrega de uma obra emblemática costuma atrair atenção pública, mas a eficiência do sistema depende da conclusão de toda a infraestrutura complementar que conecta estradas, pontes e áreas de apoio.

Nova rota promete reduzir custos logísticos entre Atlântico e Pacífico

Quando totalmente concluído, o Corredor Bioceânico permitirá uma nova ligação terrestre entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

A expectativa é reduzir significativamente o tempo de transporte de cargas destinadas aos mercados asiáticos, utilizando os portos chilenos no Oceano Pacífico.

Para estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e parte da Região Centro-Oeste, a nova rota poderá representar uma alternativa importante aos tradicionais corredores logísticos voltados para os portos do Sudeste e do Sul do Brasil.

Além dos ganhos para o agronegócio, especialistas apontam potencial de crescimento para setores industriais, comércio internacional, turismo e desenvolvimento das cidades localizadas ao longo do trajeto.

Com a ligação física da ponte concluída e a estrutura próxima da fase final de construção, a atenção agora se concentra na entrega dos acessos rodoviários e das obras complementares que permitirão a operação integral do Corredor Bioceânico nos próximos meses.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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