Belo Horizonte – A equipe brasileira de busca e resgate encerrou, nesta sexta-feira (10/7), a missão humanitária na Venezuela após 14 dias de atuação em áreas atingidas por uma sequência de terremotos que provocou mais de 3.800 mortes e deixou um cenário de ampla devastação no país. O grupo embarcou pela manhã, na capital venezuelana, com previsão de chegada ao Brasil ainda nesta sexta-feira.
A força-tarefa foi composta por 71 bombeiros especialistas em desastres dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Do efetivo, 31 militares pertencem ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Durante a operação, foram realizadas 90 intervenções, que resultaram na localização e retirada de 23 vítimas dos escombros.
As equipes concentraram os trabalhos de busca e salvamento urbano nas localidades de Caraballeda e Punta Caraballeda, próximas a La Guaira. Além das ações de resgate, os bombeiros também participaram de atividades de ajuda humanitária.
A desmobilização teve início na noite de quinta-feira (9/7), quando as possibilidades de localização de sobreviventes diminuíram significativamente. O embarque ocorreu no início da tarde desta sexta (10/7), no aeroporto internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, a bordo de uma aeronave KC-30 da Força Aérea Brasileira (FAB).
O grupo desembarca inicialmente em Brasília e, posteriormente, segue para São Paulo. A equipe mineira fará uma nova conexão em aeronave da FAB com destino ao Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, ainda sem horário previsto para chegada devido à transferência de cargas entre as escalas.
Equipamentos utilizados na missão
Para enfrentar os desafios da missão, os militares levaram equipamentos específicos para operações em estruturas colapsadas.
- Ferramentas de corte e rompimento
- Sistemas de iluminação
- Materiais para escoramento
- Equipamentos de elevação de carga
- Detectores de vida
- Aparelhos de busca técnica
- Recursos para atendimento emergencial e suporte logístico.
Antes de cada resgate, as equipes realizavam uma criteriosa avaliação das estruturas para identificar riscos de novos desabamentos e garantir a segurança dos bombeiros durante a operação. Entre as técnicas empregadas estiveram o chamado e escuta, o uso de detectores de vida e sísmicos e a varredura com cães especializados na localização de pessoas vivas e mortas.
Os procedimentos eram executados de forma redundante e repetidos a cada troca de turno, permitindo a triangulação dos sinais para confirmar indícios de vítimas.
Dos 31 bombeiros mineiros mobilizados para a missão, 13 embarcaram no dia 26 de junho e outros 18 no dia 28 de junho. A equipe contou ainda com os cães de busca Logan e Áquila, que atuaram durante toda a operação de resposta ao desastre.

