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Casal abriu um depósito comprado sem inspeção e encontrou o Lotus de James Bond com hélices no lugar das rodas, cabine feita para um mergulhador e valor final da relíquia ficou em £ 616 mil

Casal abriu um depósito comprado sem inspeção e encontrou o Lotus de James Bond com hélices no lugar das rodas, cabine feita para um mergulhador e valor final da relíquia ficou em £ 616 mil

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Casal abriu um depósito comprado sem inspeção e encontrou o Lotus de James Bond com hélices no lugar das rodas, cabine feita para um mergulhador e valor final da relíquia ficou em £ 616 mil

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 27/07/2026 às 22:33

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Lotus submarino de James Bond ficou escondido por dez anos em Long Island

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O Lotus submarino de James Bond ficou escondido por dez anos em Long Island, reapareceu numa compra às cegas e revelou motores, hélices e controles para mergulho antes de alcançar £ 616 mil em leilão, transformando o conteúdo desconhecido de um depósito numa descoberta histórica do cinema

A porta do depósito foi levantada, as cobertas foram retiradas e surgiu uma carroceria branca que lembrava um Lotus Esprit, mas tinha hélices e equipamentos para navegar debaixo d’água. O casal havia comprado o conteúdo do espaço sem inspeção e não sabia que encontraria o Lotus submarino de James Bond.

O veículo era o Wet Nellie, usado nas cenas subaquáticas do filme 007, O Espião que Me Amava, lançado em 1977. RM Sotheby’s, casa internacional de leilões de veículos colecionáveis, registrou a trajetória do equipamento, desde as filmagens até sua venda por £ 616 mil.

Apesar da aparência, o exemplar não era um automóvel capaz de circular pela rua e depois mergulhar. Tratava se de um submarino funcional construído dentro de uma carroceria, com espaço para um mergulhador operar os comandos enquanto o interior permanecia cheio de água.

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Como o Lotus submarino acabou esquecido dentro de um depósito

Após o lançamento do filme em 1977, o Wet Nellie participou de exposições nos Estados Unidos. Mais tarde, o veículo foi levado para um depósito em Holbrook, na região de Long Island, em Nova York.

A porta do depósito foi levantada, as cobertas foram retiradas e surgiu uma carroceria branca que lembrava um Lotus Esprit

O aluguel do espaço havia sido pago antecipadamente por dez anos. Quando o período terminou e os pagamentos deixaram de ser feitos, o depósito entrou em atraso e seu conteúdo foi colocado em leilão público em 1989.

A venda foi realizada às cegas. Isso significa que os interessados fizeram suas ofertas sem entrar no depósito e sem conhecer os objetos guardados no local.

Um casal da região apresentou a proposta vencedora. Quando as cobertas foram retiradas, os compradores encontraram o Lotus branco com equipamentos subaquáticos, ainda quase inteiro, embora o teto apresentasse danos.

O Lotus de James Bond não podia circular normalmente pelas ruas

A famosa cena do filme mostra o Lotus deixando a estrada, entrando no mar e assumindo a forma de um submarino. O efeito criava a impressão de que o mesmo veículo podia ser dirigido tanto em terra quanto na água.

Na realidade, o Wet Nellie não tinha um interior comum de automóvel. Não havia painel, volante, bancos para passageiros ou motor preparado para movimentar o veículo pelas ruas.

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Dentro da carroceria estavam motores elétricos, baterias, alavancas e controles de navegação. Havia apenas uma pequena plataforma para a pessoa responsável por conduzir o equipamento durante as gravações.

Por esse motivo, o Lotus encontrado no depósito era muito mais próximo de um pequeno submarino do que de um carro anfíbio. A carroceria do Esprit servia para criar a aparência vista pelo público.

Hélices e tanques controlavam o movimento debaixo d’água

A carroceria preparada para as cenas foi enviada para a Perry Oceanographics, empresa especializada em engenharia marítima. O trabalho transformou a estrutura do Lotus em um submarino do tipo molhado.

Esse nome indica que o interior ficava cheio de água durante o mergulho. O operador precisava usar equipamento de mergulho, pois não existia uma cabine seca e fechada como nos submarinos tradicionais.

O movimento era produzido por quatro hélices ligadas a motores elétricos. As baterias permaneciam dentro de um compartimento protegido contra a entrada de água.

Pequenas aletas móveis ajudavam a alterar a direção. Já os tanques de lastro controlavam a subida e a descida. Esses tanques armazenam água ou ar para mudar a posição do veículo durante o mergulho.

Um mergulhador controlava o Lotus dentro da carroceria inundada

Don Griffin, técnico e piloto de testes da Perry Oceanographics, conduziu o Wet Nellie durante as cenas. Ele ficava dentro da carroceria usando roupa de mergulho e uma reserva auxiliar de oxigênio.

Hélices e tanques controlavam o movimento debaixo d’água

As mudanças de direção eram feitas por meio de alavancas mecânicas ligadas às aletas externas. O operador também controlava a profundidade e o movimento das hélices.

As gravações subaquáticas ocorreram nas Bahamas. O público enxergava o esportivo de James Bond navegando pelo mar, enquanto Griffin realizava o trabalho escondido dentro da estrutura inundada.

O sistema não oferecia o conforto de um carro ou de um submarino convencional. Sua função era executar movimentos controlados diante das câmeras e criar uma das cenas mais lembradas da franquia.

Dois carros completos e sete carrocerias participaram da produção

O Wet Nellie não foi o único Lotus Esprit envolvido no filme. RM Sotheby’s, casa internacional de leilões de veículos colecionáveis, detalhou o uso de dois carros completos e sete carrocerias durante a produção.

Os dois automóveis completos apareceram nas sequências realizadas em terra. As demais estruturas foram modificadas para produzir efeitos diferentes, como o recolhimento das rodas, o surgimento das aletas e o lançamento do veículo no mar.

Uma das carrocerias chegou a ser dividida para permitir a gravação dos atores dentro do suposto automóvel. Outras foram usadas em momentos específicos da transformação mostrada na tela.

Somente uma carroceria foi completamente fechada e convertida no submarino funcional. Foi esse exemplar, conduzido por um mergulhador, que acabou guardado no depósito e reapareceu muitos anos depois.

Da compra sem inspeção ao leilão de £ 616 mil

Depois da descoberta, especialistas confirmaram a ligação do veículo com a produção de James Bond. O Wet Nellie passou por uma restauração visual, processo que recuperou sua aparência sem transformar o equipamento em um carro comum.

A relíquia também recebeu uma estrutura especial para transporte e exposição. Durante alguns períodos, foi apresentada ao público, mas permaneceu grande parte do tempo longe das exibições.

Em 2013, o Lotus submarino foi oferecido em um leilão realizado em Londres. O valor final chegou a £ 616 mil, resultado ligado à combinação entre raridade, funcionamento subaquático e participação direta no filme de 1977.

O comprador não levou apenas uma carroceria utilizada como decoração. O lote preservava motores, hélices, baterias, alavancas e outros componentes empregados nas gravações.

A descoberta revelou uma peça funcional da história do cinema

A compra do depósito começou sem garantia sobre o que existia atrás da porta. O casal poderia ter encontrado móveis velhos, caixas vazias ou objetos sem valor, mas acabou diante de uma das criações mais conhecidas dos filmes de James Bond.

O Lotus submarino de James Bond também mostra como efeitos especiais eram produzidos antes do uso intenso de imagens digitais. Para criar poucos minutos de ação, especialistas construíram um equipamento real capaz de se mover debaixo d’água.

O Wet Nellie passou de veículo cinematográfico a objeto esquecido, ficou escondido por dez anos, reapareceu numa venda feita às cegas e terminou negociado por £ 616 mil.

A história também esclarece um detalhe importante: o Lotus não se transformava de verdade. A produção usou carros e carrocerias diferentes, enquanto apenas uma unidade funcionava como submarino tripulado.

Se você abrisse um depósito sem documentos e encontrasse o Wet Nellie, perceberia que estava diante de uma peça histórica ou pensaria ser apenas uma carroceria abandonada? Comente e compartilhe.

Fonte

RM Sotheby’s


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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