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Centenas de silos abandonados podem virar baterias gigantes: Espanha e Portugal estudam armazenar energia renovável usando areia, pedras e calor

Centenas de silos abandonados podem virar baterias gigantes: Espanha e Portugal estudam armazenar energia renovável usando areia, pedras e calor

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Centenas de silos abandonados podem virar baterias gigantes: Espanha e Portugal estudam armazenar energia renovável usando areia, pedras e calor

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 30/07/2026 às 07:48

Energia Renovável

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Imagem: Ilustração

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Antigos depósitos de grãos de concreto podem armazenar calor produzido pelo excedente renovável, reduzindo novas obras, a dependência de baterias químicas e o desperdício de eletricidade na Espanha e em Portugal em horários de pico

As baterias térmicas em silos desativados surgem como uma proposta para armazenar o excedente produzido por parques solares e eólicos na Espanha e em Portugal. A solução reaproveita antigas estruturas agrícolas de concreto e utiliza materiais baratos, como areia, pedras ou sais fundidos, para conservar energia na forma de calor.

O projeto transfronteiriço THESILO, coordenado pela Fundación FUNDECYT-CIIAE e desenvolvido com instituições espanholas e portuguesas, avalia o reaproveitamento de antigos silos de grãos como baterias térmicas.

A iniciativa será realizada na região EUROACE entre 2026 e 2028, com um projeto-piloto previsto no silo de Torremocha, na Espanha.

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Como funcionam as baterias térmicas em silos

O sistema usa a eletricidade excedente de painéis solares e turbinas eólicas para aquecer materiais capazes de suportar temperaturas elevadas.

Em vez de armazenar diretamente a eletricidade, a instalação conserva essa energia na forma de calor.

Areia, pedras comuns e sais fundidos aparecem entre os materiais considerados para essa finalidade. Eles podem permanecer aquecidos por longos períodos sem depender de grandes quantidades de lítio ou de outros componentes empregados em baterias químicas.

Quando o consumo aumenta, o calor armazenado é utilizado para produzir vapor. Esse vapor movimenta geradores convencionais, permitindo que parte da energia acumulada retorne à rede elétrica nos horários de maior demanda.

Imagem: Reprodução

Estruturas antigas reduzem a necessidade de novas obras

A proposta considera o reaproveitamento de depósitos de grãos construídos durante a década de 1950 e atualmente sem utilização no interior da Espanha e de Portugal.

As paredes grossas de concreto armado ajudam a diminuir a perda de temperatura para o ambiente. A estrutura vertical também favorece a concentração dos materiais térmicos, transformando os antigos depósitos em reservatórios de calor.

Outro ponto é a localização. Parte dessas construções está em áreas rurais próximas de redes de transmissão, parques eólicos e instalações solares. Essa proximidade pode facilitar a conexão com a infraestrutura elétrica existente.

O reaproveitamento também reduz a necessidade de erguer instalações totalmente novas. Com isso, a proposta busca diminuir despesas relacionadas às obras, à implantação industrial e aos processos necessários para construir novos depósitos de energia.

Baterias em silos: Materiais baratos são a principal vantagem

O uso de areia e pedras torna as baterias térmicas em silos uma alternativa baseada em materiais abundantes e de baixo custo.

Esses componentes não apresentam a mesma degradação associada aos ciclos de carga e descarga das baterias químicas tradicionais.

A solução também evita reservatórios formados por grandes blocos de baterias de íon de lítio. Segundo o material-base, isso reduz a dependência da mineração e a geração de resíduos químicos ao final da vida útil dos equipamentos.

Reservatórios de areia aquecida também não apresentam o mesmo risco de incêndio ou vazamento de substâncias tóxicas atribuído aos sistemas químicos.

Armazenamento pode equilibrar a geração renovável

A principal finalidade das baterias térmicas em silos é compensar a variação natural das fontes renováveis. A energia seria armazenada quando há excesso de sol ou vento e recuperada quando a produção diminui ou o consumo aumenta.

Os próximos passos dependem dos testes operacionais e do possível envolvimento de governos e empresas do setor elétrico. Os resultados poderão indicar se o reaproveitamento desses depósitos pode ser ampliado para outras regiões agrícolas.

Esta matéria foi elaborada com base nas informações do material-base fornecido, com dados, números e descrições técnicas preservados conforme o conteúdo consultado.

Fonte

https://midiamax.com.br/t


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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