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China usa 42 mil toneladas de aço em arena de R$ 2,2 bilhões e faz algo único no mundo: estrutura gigante trançada que sustenta teto sem pilares sobre o campo e deixa a visão livre para mais de 90 mil pessoas
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 25/07/2026 às 09:33
Curiosidades
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Projetado para receber mais de 90 mil torcedores, o estádio de Pequim distribui o peso em uma estrutura externa de aço, cria vão livre de quase 300 metros e reforça a resistência a terremotos fortes
O estádio Ninho de Pássaro, em Pequim, foi projetado com uma rede externa de 42 mil toneladas de aço para sustentar a cobertura sem pilares sobre o campo. A solução criou um vão central de quase 300 metros e garantiu visão desimpedida para mais de 90 mil torcedores nas arquibancadas.
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Estádio Ninho de Pássaro transfere o peso para a estrutura externa
Coberturas esportivas de grandes dimensões normalmente dependem de apoios distribuídos pelo espaço interno.
No estádio de Pequim, porém, os projetistas buscaram uma alternativa que não colocasse vigas ou colunas diante dos assentos.
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A solução foi concentrar a sustentação em uma rede de aço construída ao redor de todo o edifício. As vigas entrelaçadas, que formam a aparência de um ninho, conduzem o peso da cobertura diretamente até as fundações.
Essa distribuição permitiu liberar a área central e formar um vão de quase 300 metros. Sem pilares sobre a pista ou o campo, o público consegue acompanhar as atividades sem obstáculos visuais provocados por elementos estruturais.
O sistema também integra arquitetura e engenharia. As linhas metálicas aparentes não funcionam apenas como recurso estético: elas são partes essenciais da sustentação e substituem os apoios que normalmente ocupariam áreas internas da arena.
Montagem exigiu soldas especiais e controle da dilatação
A estrutura reúne aproximadamente 42 mil toneladas de aço. As peças foram produzidas sob medida e montadas no próprio canteiro, com soldadores especializados trabalhando nas junções localizadas em diferentes alturas.
O alinhamento das vigas exigiu controle técnico durante toda a montagem. Segundo o material-base, as soldas duplas passaram por inspeções de ultrassom antes da liberação de cada trecho, procedimento usado para identificar possíveis falhas nas conexões.
A mudança de temperatura também precisou ser considerada. O aço se expande com o calor e se contrai em temperaturas mais baixas, movimento que poderia provocar danos caso toda a fachada funcionasse como um bloco completamente rígido.
Para absorver essas variações, a estrutura foi dividida em seções que atuam como juntas de expansão. Suportes móveis instalados próximos ao solo também ajudam a acomodar movimentos do terreno e reduzir a pressão sobre as vigas.
O material-base informa que o orçamento total chegou a R$ 2,2 bilhões. O investimento contemplou peças especiais de alta resistência, montagem em altura e sistemas destinados a preservar o comportamento estrutural do conjunto.
Separação entre aço e concreto reforça proteção contra terremotos
Outro ponto central do projeto foi a preparação para tremores. A estrutura interna de concreto, onde ficam as arquibancadas, foi separada da carcaça externa de aço responsável pela cobertura e pelo desenho característico da arena.
As duas partes podem se movimentar de maneiras diferentes durante um abalo. O concreto das arquibancadas não encosta diretamente na gaiola metálica, reduzindo o risco de transferência integral da energia de uma estrutura para a outra.
De acordo com as informações fornecidas, o edifício foi preparado para suportar um terremoto de magnitude oito sem apresentar trincas graves.
A independência entre os componentes protege especialmente as áreas de conexão, consideradas sensíveis durante movimentos do solo.
A estratégia permite que a estrutura externa absorva parte das forças enquanto o interior mantém seu próprio comportamento.
Dessa forma, o sistema de aço também funciona como uma camada de proteção ao redor do espaço ocupado pelo público.
Membrana entre as vigas controla chuva, luz e acústica
Os espaços existentes entre as barras de aço receberam um revestimento de membrana plástica. O material impede que a chuva forte atinja diretamente a plateia, mas permite a entrada de iluminação natural no interior do estádio.
A cobertura também foi projetada para evitar sombras intensas sobre o gramado. Placas acopladas ajudam a reduzir ruídos externos e melhorar a acústica das arquibancadas durante competições e outros eventos realizados na arena.
O sistema ainda reúne canais de drenagem destinados ao aproveitamento da água da chuva no abastecimento do edifício.
A membrana filtra parte dos raios solares, contribuindo para o controle da temperatura nos períodos mais quentes.
Além de sustentar o teto, as vigas formam o elemento visual que tornou o estádio reconhecido internacionalmente.
O desenho semelhante a um ninho transforma componentes estruturais pesados em uma fachada aberta, sem esconder o funcionamento da construção.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações presentes no material-base fornecido, com dados, números, medidas e características técnicas preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://midiamax.com.br/t
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

