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Cirurgia por vídeo é realizada pela primeira vez no Brasil e reduz trauma no tratamento da malformação de Arnold-Chiari

Cirurgia por vídeo é realizada pela primeira vez no Brasil e reduz trauma no tratamento da malformação de Arnold-Chiari

4 min de leitura

Cirurgia por vídeo é realizada pela primeira vez no Brasil e reduz trauma no tratamento da malformação de Arnold-Chiari

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 22/07/2026 às 20:04

Ciência e Tecnologia

Procedimento minimamente invasivo utiliza sistema robótico e vídeo para reduzir o trauma cirúrgico no tratamento da malformação de Arnold-Chiari, técnica realizada pela primeira vez no Brasil.

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Procedimento minimamente invasivo foi realizado em uma paciente do Maranhão e busca diminuir vazamentos de líquor, dores e novas intervenções cirúrgicas.

Uma paciente do Maranhão tornou-se a primeira pessoa submetida no Brasil a uma técnica minimamente invasiva para tratar a malformação de Arnold-Chiari, condição rara localizada entre o crânio e a coluna cervical. O procedimento utiliza cirurgia por vídeo e pretende reduzir danos aos músculos, ligamentos e tecidos sensíveis do pescoço.

O resultado inicial chamou atenção pela velocidade da recuperação. Segundo o cirurgião Rafael Sugino, a paciente deixou a Unidade de Terapia Intensiva em menos de 24 horas, recebeu alta hospitalar após dois dias e apresentou pouca dor durante a recuperação.

Cirurgia inédita no Brasil busca reduzir o trauma causado pelo tratamento tradicional

A malformação de Arnold-Chiari pode comprimir estruturas do cérebro e dos nervos na região de transição entre o crânio e a coluna cervical. Nos casos mais graves, a cirurgia é necessária para aliviar essa pressão e evitar a progressão dos sintomas.

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Tradicionalmente, o tratamento exige uma incisão maior na região posterior do pescoço. Durante o procedimento, músculos e ligamentos cervicais precisam ser manipulados para que o cirurgião alcance a área afetada pela malformação.

A técnica convencional pode exigir a abertura da membrana que protege as estruturas neurológicas. Quando essa camada é aberta, existe risco de vazamento do líquor, líquido que envolve e protege o cérebro e a medula.

Vazamento de líquor pode obrigar paciente a passar por novas cirurgias

O vazamento do líquido através da abertura cirúrgica é chamado de fístula liquórica. Quando o líquor alcança a pele, o paciente pode precisar de novas intervenções para fechar o canal e impedir outras complicações.

Segundo as informações apresentadas, problemas desse tipo podem ocorrer em aproximadamente 30% dos casos. Por isso, reduzir o tamanho da abertura representa um dos principais objetivos da nova abordagem.

A cirurgia por vídeo utiliza um acesso menor e preserva uma quantidade maior de tecidos. Dessa forma, o procedimento diminui o canal pelo qual o líquor poderia escapar após a operação.

Técnica por vídeo já é utilizada na Alemanha, Turquia e Índia

Embora tenha sido realizada pela primeira vez em território brasileiro, a técnica minimamente invasiva já é aplicada em países como Alemanha, Turquia e Índia.

O método depende de equipamentos e estruturas de alto custo. Entretanto, Rafael Sugino explica que o tratamento pode ser mais econômico quando todo o processo de recuperação é considerado.

A redução das complicações pode diminuir o período de internação, o uso de medicamentos e a necessidade de novas cirurgias. Consequentemente, o custo final do tratamento pode ser menor para o paciente e para o sistema de saúde.

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Dores de cabeça, tonturas e desequilíbrio podem indicar a malformação

Aproximadamente 1% da população apresenta a malformação de Arnold-Chiari. Contudo, muitas pessoas convivem com a condição sem desenvolver qualquer sintoma.

Nos casos sintomáticos, os pacientes podem sentir dores de cabeça intensas, tonturas e desequilíbrio. Os desconfortos também podem piorar durante esforços físicos ou situações que aumentem a pressão dentro do crânio.

Os sintomas nem sempre aparecem durante a infância. Algumas pessoas levam uma vida normal e somente começam a apresentar dores ou alterações de equilíbrio aos 30 ou 40 anos.

Diante dessas manifestações, Rafael Sugino recomenda procurar atendimento médico. O tratamento depende da intensidade dos sintomas e do nível de compressão provocado pela malformação.

Maioria dos pacientes pode responder ao tratamento clínico

Nem todas as pessoas diagnosticadas com a condição precisam passar por cirurgia. Em quadros menos graves, o tratamento clínico pode controlar os sintomas e permitir o acompanhamento da evolução da doença.

Por outro lado, alguns pacientes necessitam de uma intervenção cirúrgica para aliviar a compressão das estruturas neurológicas. Nesses casos, a escolha da técnica depende da avaliação individual feita pela equipe médica.

A nova cirurgia surge justamente como uma alternativa para diminuir o impacto do procedimento nos pacientes que realmente precisam da operação.

Médicos avaliarão segurança antes de ampliar o procedimento no Brasil

Após o primeiro caso brasileiro, os especialistas pretendem analisar a segurança e a possibilidade de repetir a técnica com resultados semelhantes.

O objetivo é acumular casos bem-sucedidos antes de ensinar o método a outros cirurgiões. Esse processo deverá ocorrer de maneira controlada para evitar que a técnica seja difundida antes de sua consolidação.

Segundo Rafael Sugino, o Brasil apresenta condições favoráveis para desenvolver o procedimento. As regiões Norte e Nordeste concentram uma quantidade significativa de casos cirúrgicos da doença.

A experiência brasileira poderá, futuramente, ajudar na disseminação do método. Entretanto, o especialista ressalta que resultados consistentes serão decisivos para transformar a técnica em uma alternativa mais amplamente utilizada.

Você acredita que cirurgias menos invasivas poderão reduzir o tempo de recuperação e as complicações em tratamentos neurológicos?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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