Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Com 770 quilos e 4,2 metros, o maior tubarão-branco já monitorado no Atlântico Norte voltou a emitir sinal e pode estar seguindo para uma famosa área turística, enquanto cientistas acompanham cada novo registro para entender sua migração

Com 770 quilos e 4,2 metros, o maior tubarão-branco já monitorado no Atlântico Norte voltou a emitir sinal e pode estar seguindo para uma famosa área turística, enquanto cientistas acompanham cada novo registro para entender sua migração

5 min de leitura

Com 770 quilos e 4,2 metros, o maior tubarão-branco já monitorado no Atlântico Norte voltou a emitir sinal e pode estar seguindo para uma famosa área turística, enquanto cientistas acompanham cada novo registro para entender sua migração

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 30/07/2026 às 00:18

Curiosidades

Assista o vídeo
Contender, o maior tubarão-branco macho monitorado no Atlântico Norte, voltou a emitir sinal durante sua migração sazonal.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Entenda por que o maior tubarão-branco já monitorado no Atlântico Norte voltou a chamar a atenção dos pesquisadores, como funciona a tecnologia de rastreamento por satélite e por que sua possível aproximação de uma famosa área turística ainda não representa um risco confirmado aos visitantes.

O maior tubarão-branco macho já monitorado no Atlântico Norte voltou a despertar a atenção da comunidade científica após um novo sinal emitido por seu transmissor em julho de 2026. O predador marinho, conhecido como Contender, possui impressionantes 4,2 metros de comprimento e pesa entre 750 e 770 quilos, características que o transformaram em uma das principais referências para estudos sobre migração da espécie.

Segundo informações divulgadas pela OCEARCH, organização norte-americana especializada na pesquisa e no monitoramento de tubarões por satélite, o maior tubarão-branco macho já registrado pelo programa voltou a emitir um novo sinal em julho de 2026. Os dados da plataforma de rastreamento indicam que o animal, conhecido como Contender, mantém seu padrão migratório em direção ao norte do Atlântico, embora sua localização exata ainda não possa ser determinada.

A informação rapidamente despertou curiosidade entre turistas e amantes da vida marinha. No entanto, especialistas reforçam que os dados disponíveis não indicam que o tubarão esteja próximo de banhistas ou frequentando praias neste momento.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Quem é Contender e por que ele impressiona os cientistas?

Assista o vídeo

Contender entrou para a história da pesquisa marinha ao se tornar o maior macho da espécie Carcharodon carcharias já capturado, marcado, examinado e devolvido ao oceano pelo programa científico responsável pelo acompanhamento desses animais.

O tubarão foi identificado em 17 de janeiro de 2025, cerca de 72 quilômetros da costa, entre os estados da Flórida e da Geórgia, durante uma expedição científica.

Na ocasião, os pesquisadores instalaram um moderno transmissor na nadadeira dorsal e coletaram diferentes amostras biológicas, que ajudam a compreender aspectos relacionados ao crescimento, alimentação, reprodução e comportamento da espécie.

Os dados oficiais do animal incluem:

Essas informações transformam Contender em uma peça importante para entender como grandes tubarões utilizam diferentes regiões do Atlântico Norte ao longo do ano.

Como funciona o rastreamento do maior tubarão-branco do Atlântico?

Embora muitas pessoas imaginem que o rastreamento aconteça em tempo real, a tecnologia utilizada possui algumas limitações naturais.

O transmissor instalado em Contender só consegue enviar uma localização completa quando sua nadadeira dorsal permanece fora da água por tempo suficiente para estabelecer comunicação com os satélites.

Como os tubarões-brancos passam longos períodos mergulhados em grandes profundidades, é comum que semanas ou até meses transcorram sem qualquer atualização de posição. Isso não significa que o equipamento apresentou falha.

Em muitos casos, o dispositivo registra apenas um chamado sinal incompleto, indicando apenas que a nadadeira rompeu rapidamente a superfície antes de o animal voltar a mergulhar.

Para que uma posição seja considerada confiável, são necessários diversos registros consecutivos, permitindo aos pesquisadores reconstruir a trajetória do animal com muito mais precisão.

Entre as principais características desse sistema estão:

Foi justamente isso que aconteceu após o sinal emitido em 10 de julho de 2026. Apesar de confirmar que Contender voltou à superfície, o registro não foi suficiente para determinar exatamente onde ele estava.

A aproximação de uma área turística representa perigo?

Até o momento, não.

Os pesquisadores deixam claro que não existe qualquer confirmação de que Contender esteja nadando próximo de praias ou frequentando áreas utilizadas por banhistas.

A hipótese de que o tubarão esteja seguindo em direção a uma conhecida área turística surgiu porque esse deslocamento acompanha o padrão migratório observado em outros grandes tubarões-brancos durante o verão do Hemisfério Norte.

Nessa época do ano, esses animais costumam procurar regiões com maior disponibilidade de alimento, principalmente peixes e mamíferos marinhos, além de águas que oferecem condições ambientais favoráveis.

Em outras palavras, trata-se de uma projeção científica baseada no comportamento da espécie, e não de uma confirmação obtida por localização em tempo real.

O que os cientistas esperam descobrir com essa nova migração?

Cada novo sinal enviado por Contender representa uma oportunidade valiosa para ampliar o conhecimento sobre um dos maiores predadores dos oceanos.

Os pesquisadores pretendem compreender quanto tempo grandes machos permanecem em determinadas áreas de alimentação, quais rotas utilizam entre os Estados Unidos e o Canadá e quais regiões funcionam como habitats essenciais ao longo do ciclo de vida da espécie.

Outro objetivo importante é identificar possíveis áreas de reprodução, um dos aspectos ainda menos conhecidos sobre os tubarões-brancos.

Estudos anteriores já demonstraram que muitos indivíduos marcados no sudeste norte-americano realizam migrações anuais até o Canadá Atlântico durante o verão e o início do outono. Agora, a trajetória de Contender poderá fornecer novos detalhes sobre esse comportamento.

Além disso, cada transmissão ajuda os cientistas a entender como fatores como temperatura da água, disponibilidade de presas e ciclos reprodutivos influenciam os deslocamentos desses gigantes do Atlântico Norte.

Mesmo sem revelar sua posição exata, o novo sinal emitido em julho de 2026 mostra que Contender continua oferecendo informações valiosas para a ciência. A cada nova transmissão, os pesquisadores ampliam o mapa de migração da espécie e aprofundam o conhecimento sobre um dos animais mais emblemáticos e fascinantes dos oceanos.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

Sair da versão mobile