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Com apenas 2 anos e 6 meses, menino que aprendeu o alfabeto antes do primeiro aniversário, contava até 50 e resolvia jogos criados para crianças cinco anos mais velhas alcançou QI 142, superou 99,7% da população e entrou para o seleto grupo dos cérebros mais brilhantes da Mensa de Singapura

Com apenas 2 anos e 6 meses, menino que aprendeu o alfabeto antes do primeiro aniversário, contava até 50 e resolvia jogos criados para crianças cinco anos mais velhas alcançou QI 142, superou 99,7% da população e entrou para o seleto grupo dos cérebros mais brilhantes da Mensa de Singapura

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Com apenas 2 anos e 6 meses, menino que aprendeu o alfabeto antes do primeiro aniversário, contava até 50 e resolvia jogos criados para crianças cinco anos mais velhas alcançou QI 142, superou 99,7% da população e entrou para o seleto grupo dos cérebros mais brilhantes da Mensa de Singapura

Escrito por Ana Alice

Publicado em 29/07/2026 às 14:19

Atualizado em 29/07/2026 às 14:20

Curiosidades

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Menino de 2 anos e 6 meses alcança QI 142, entra na Mensa de Singapura e chama atenção por habilidades muito acima da idade infantil. – Crédito: Mark Cheong/The Straits Times.

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A trajetória de uma criança com habilidades muito acima da média ajuda a entender como testes de inteligência, estímulos familiares e interesses infantis podem se cruzar nos primeiros anos de desenvolvimento.

Antes de completar três anos, Elijah Catalig já passava parte do tempo identificando padrões, lendo livros e resolvendo jogos de raciocínio destinados a crianças cinco anos mais velhas.

O desempenho levou seus pais a procurar uma avaliação psicológica em Singapura, onde a família vivia.

O teste indicou QI de 142, resultado situado no percentil 99,7.

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Em termos estatísticos, a pontuação significa que o desempenho registrado ficou acima do obtido por 99,7% das pessoas da mesma faixa de comparação usada pela avaliação.

Com 2 anos e 6 meses, Elijah foi aceito na Mensa Singapore e passou a ser o integrante mais jovem da entidade naquele momento.

O caso foi divulgado pelo jornal The Straits Times em 8 de maio de 2015.

A Mensa reúne pessoas que alcançam resultados entre os 2% mais altos da população em testes de inteligência reconhecidos e administrados sob supervisão.

Teste de QI avaliou diferentes habilidades cognitivas

Elijah realizou o Stanford-Binet, avaliação individual de capacidades cognitivas que pode ser aplicada a partir dos dois anos de idade.

O instrumento analisa diferentes áreas, em vez de depender de uma única pergunta ou de tarefas exclusivamente matemáticas.

Durante a avaliação, o menino recebeu atividades envolvendo lógica, sequências numéricas, matemática e quebra-cabeças com imagens.

O resultado geral foi 142, enquanto a maior pontuação apareceu no raciocínio quantitativo: 149 pontos.

Essa parte do teste observa como a pessoa utiliza números e relações matemáticas para compreender e resolver problemas.

Segundo o relatório citado pela família, Elijah também apresentou facilidade para reconhecer padrões visuais e aplicar raciocínio lógico a imagens.

A avaliação estimou que algumas de suas capacidades intelectuais correspondiam às observadas em crianças de quatro a cinco anos.

Isso não significava que todo o desenvolvimento de Elijah estivesse adiantado na mesma proporção, pois aspectos cognitivos, emocionais, motores e sociais não avançam obrigatoriamente no mesmo ritmo.

O resultado também não deve ser interpretado como uma medida completa de tudo o que uma criança sabe ou poderá realizar no futuro.

Testes de QI registram o desempenho em determinadas tarefas padronizadas, sob condições específicas, e servem como uma das ferramentas utilizadas em avaliações psicológicas.

Elijah Catalig, então com 2 anos e 6 meses – Crédito: Mark Cheong/The Straits Times.

Elijah aprendeu o alfabeto antes de completar um ano

Os sinais que chamaram a atenção dos pais apareceram cedo.

Segundo Laura Teo, mãe de Elijah, ele dominava as letras maiúsculas e minúsculas do alfabeto antes de completar um ano.

Por volta dos dois anos, já conseguia contar até 50 e fazer operações simples de adição e subtração com números de um dígito.

A rapidez com que memorizava as explicações levou a família a buscar uma avaliação profissional.

“Ele aprende rápido. Eu ensinava uma vez e ele se lembrava de tudo”, afirmou Laura ao jornal, em tradução livre.

O menino também resolvia jogos de inteligência indicados para crianças de aproximadamente sete anos.

Como estava com dois anos e meio, a diferença entre a idade recomendada para as atividades e sua idade cronológica chegava a cerca de cinco anos.

Os interesses não se limitavam aos números.

Elijah lia livros, identificava sequências e gostava de mostrar seus quebra-cabeças aos adultos.

Quando se interessava por uma atividade, conseguia permanecer concentrado por longos períodos.

“Ele pode continuar por horas quando gosta de alguma coisa, e nós ficamos mais cansados do que ele”, relatou a mãe.

Rotina infantil incluía livros, desenhos e dinossauros

Apesar dos resultados incomuns para a idade, parte do cotidiano de Elijah era semelhante ao de outras crianças pequenas.

Ele assistia ao desenho Peppa Pig, gostava de sorvete e se interessava por pinturas de animais.

Na época da reportagem, tubarões e dinossauros estavam entre seus assuntos preferidos.

Antes disso, o menino havia passado por fases de maior interesse por trens e carros.

Os livros ocupavam espaço importante na rotina familiar.

Laura contou que, em uma das noites, o filho pediu que ela lesse cerca de 200 páginas de histórias do escritor infantil Dr. Seuss.

“Fiquei com dor de garganta depois disso”, disse a mãe.

A declaração indicava a intensidade do interesse do menino, mas também mostrava uma atividade comum na infância: pedir que um adulto repita ou prolongue uma leitura de que a criança gosta.

Elijah frequentava havia cerca de sete meses um grupo infantil da rede de educação pré-escolar MindChamps.

Após o resultado da avaliação, a família planejava matriculá-lo em uma aula semanal de matemática no Gifted and Talented Education Centre.

Família evitava transformar inteligência em rótulo

Laura trabalhava no setor de conformidade de um banco, enquanto Anatoly Catalig, pai do menino, atuava por conta própria na área de desenvolvimento de negócios.

Segundo Anatoly, os pais procuravam limitar a exposição do filho a smartphones e tablets.

Em vez disso, incentivavam atividades como leitura, pintura e passeios com o cachorro da família.

A decisão não foi apresentada como uma regra geral para todas as crianças, mas como a forma escolhida pelo casal para organizar a rotina de Elijah.

O objetivo declarado era oferecer estímulos compatíveis com seus interesses sem fazer com que toda a infância girasse em torno da pontuação obtida.

“Não sou uma mãe-tigre. Deixo que ele faça aquilo em que está interessado. Meu desafio é oferecer um ambiente que o motive a aprender”, afirmou Laura.

A expressão “mãe-tigre” costuma ser usada para descrever uma educação marcada por cobranças intensas de desempenho.

Laura rejeitou essa abordagem e afirmou que a família evitava dizer repetidamente ao menino que ele era inteligente.

“Nunca dizemos a ele que é inteligente. Quando uma criança recebe elogios demais, pode não aprender tanto e permanecer em sua zona de conforto”, declarou.

A fala expressava a estratégia adotada pelos pais, e não uma orientação universal apresentada pela reportagem.

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Elijah era o membro mais jovem, mas não o recordista

Um detalhe da história pode causar confusão.

Quando Elijah foi apresentado como o integrante mais jovem da Mensa Singapore, os registros da entidade incluíam outro menino que havia sido aceito aos 2 anos e 2 meses.

Esse participante entrou na organização em novembro de 2014.

Em maio de 2015, quando Elijah foi admitido aos 2 anos e 6 meses, o antigo recordista já estava mais velho.

Por isso, Elijah era o membro de menor idade naquele momento, embora não tivesse sido a pessoa mais nova já aceita pelo núcleo de Singapura.

Nos quatro anos anteriores à reportagem, apenas sete crianças próximas daquela faixa etária haviam ingressado na unidade local da Mensa, segundo os dados publicados pelo The Straits Times.

A distinção também evita ampliar o feito para além do que foi documentado.

Elijah não foi apresentado como o membro mais jovem da Mensa em todo o mundo, mas como o integrante de menor idade da organização em Singapura naquele período.

Como funciona a admissão na Mensa

A Mensa não admite participantes apenas por apresentarem facilidade na escola, aprenderem a ler cedo ou serem descritos como superdotados pelos familiares.

Para ingressar, a pessoa precisa atingir resultado dentro dos 2% superiores da população em um teste aprovado, padronizado e aplicado sob supervisão adequada.

A entidade aceita diferentes avaliações, desde que elas cumpram seus critérios.

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No Stanford-Binet, a própria Mensa Internacional informa que uma pontuação a partir de 132 pode atender ao critério geral de entrada, embora a análise também dependa da versão do exame e da documentação apresentada.

Com 142 pontos, Elijah ultrapassou essa referência.

A pontuação média convencional de testes de QI é organizada em torno de 100.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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