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Com concreto, madeira e cálculos de engenharia, universitários constroem canoas de até 6,7 metros, levam quatro pessoas e provam na água que até um material pesado pode flutuar

Com concreto, madeira e cálculos de engenharia, universitários constroem canoas de até 6,7 metros, levam quatro pessoas e provam na água que até um material pesado pode flutuar

6 min de leitura

Com concreto, madeira e cálculos de engenharia, universitários constroem canoas de até 6,7 metros, levam quatro pessoas e provam na água que até um material pesado pode flutuar

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 24/07/2026 às 21:36

Construção, Indústria

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O trabalho combina concreto, madeira e cálculos de engenharia.

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Canoas de concreto leve unem modelos 3D, moldes de madeira, misturas especiais e aproximadamente sete meses de trabalho para transportar até quatro estudantes em corridas que avaliam projeto, resistência e desempenho na água

Se o concreto é pesado, por que uma canoa feita com esse material não afunda? A resposta está no formato do casco, no volume de água deslocado e no controle do peso. Com esses princípios, universitários de engenharia civil constroem canoas de concreto leve com até 6,7 metros e capacidade para transportar até quatro pessoas.

O trabalho combina concreto, madeira e cálculos de engenharia. Durante o ciclo universitário retratado em 2023, o processo levava aproximadamente sete meses, desde os primeiros estudos até a embarcação pronta para os testes e as corridas.

As informações foram divulgadas pela Universidade do Alabama, instituição de ensino superior dos Estados Unidos. A equipe produzia canoas de 20 a 22 pés, equivalentes a aproximadamente 6,1 a 6,7 metros, com peso entre 200 e 400 libras. Os modelos mais pesados chegavam a cerca de 181 quilos.

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O formato do casco explica por que a canoa de concreto flutua

Uma embarcação flutua quando desloca água suficiente para sustentar seu peso. Ao entrar no lago, o casco empurra parte da água e recebe uma força para cima. Essa força é chamada de empuxo.

Canoas de concreto leve unem modelos 3D

Por isso, o peso isolado do concreto não determina se a canoa vai afundar. O casco é oco, largo e cheio de ar, o que aumenta o volume total da embarcação sem acrescentar a mesma quantidade de massa.

A canoa permanece na superfície quando o peso da água deslocada consegue equilibrar o peso do casco, dos remadores e dos equipamentos. O princípio é parecido com o de um grande navio de aço, que também usa um material pesado, mas flutua por causa do formato e do volume.

Isso não significa que todo concreto tenha densidade menor do que a água. Algumas equipes conseguem produzir misturas muito leves, mas a flutuação depende principalmente do conjunto formado pelo casco, pelo peso e pelo volume de água deslocado.

Agregados leves ajudam a reduzir o peso da mistura

O concreto tradicional contém cimento, água e agregados, que são os pequenos grãos usados para dar volume e resistência à mistura. Em uma canoa de competição, parte desses materiais pode ser escolhida para diminuir a massa final.

Os agregados leves ocupam espaço dentro do concreto sem acrescentar tanto peso quanto materiais convencionais. Assim, os estudantes conseguem fabricar um casco mais fácil de transportar, colocar na água e movimentar durante a corrida.

A redução de peso não pode comprometer a resistência. A mistura precisa suportar o manuseio, o transporte, a entrada na água e os movimentos feitos por até quatro remadores.

Cada escolha altera o comportamento da embarcação. Uma mistura muito pesada prejudica a velocidade, enquanto uma mistura fraca pode apresentar trincas antes mesmo da competição.

Modelos 3D ajudam a encontrar o melhor formato para o casco

Antes da construção física, os estudantes usam modelos 3D e cálculos avançados para estudar diferentes formatos. O objetivo é criar uma canoa estável, resistente e capaz de avançar pela água sem exigir esforço excessivo dos remadores.

Modelos 3D ajudam a encontrar o melhor formato para o casco

O modelo digital permite analisar o comprimento, a largura, as curvas e o espaço disponível para a equipe. Também ajuda a estimar como o peso ficará distribuído quando os estudantes estiverem dentro da canoa.

Depois da definição do projeto, a equipe constrói um molde com madeira compensada. Essa estrutura funciona como uma forma em tamanho real e orienta o desenho do casco.

O formato é produzido manualmente sobre o molde. A mistura de concreto é aplicada com cuidado para acompanhar as curvas planejadas no computador e manter a embarcação dentro das medidas escolhidas.

Camadas finas e reforços equilibram resistência e baixo peso

O casco não recebe uma camada grossa como as encontradas em muitas obras. Os estudantes trabalham com camadas finas de concreto, pois cada quantidade adicional aumenta o peso que deverá ser sustentado pela água.

O desafio está em encontrar uma espessura capaz de resistir sem tornar a canoa pesada demais. Um casco muito fino pode quebrar. Um casco muito grosso pode perder velocidade e ficar difícil de controlar.

Os reforços ajudam o concreto a suportar forças que poderiam abrir trincas. Eles distribuem os esforços por uma área maior e reduzem o risco de danos durante o transporte, o manuseio e a corrida.

Camadas finas e reforços equilibram resistência e baixo peso

A aplicação manual também precisa manter a espessura regular. Uma parte mais pesada do que outra pode alterar o equilíbrio e fazer a canoa inclinar durante as remadas.

Avaliação começa no relatório e continua antes da corrida

A disputa não é decidida apenas pela velocidade na água. Antes das provas, os estudantes apresentam um relatório técnico com informações sobre projeto, construção, cálculos estruturais e sustentabilidade.

A equipe também precisa defender suas escolhas diante dos avaliadores. Durante a apresentação profissional, os participantes respondem perguntas e explicam por que escolheram determinado formato, mistura e processo de construção.

A Universidade do Alabama, instituição de ensino superior dos Estados Unidos, detalhou que a canoa também passa por avaliações de durabilidade, aparência e capacidade de recuperação após ficar totalmente submersa. Algumas embarcações podem trincar ou quebrar durante o transporte e os testes iniciais, sem chegar às corridas.

Quando o casco permanece inteiro, começam as provas com remadores. As competições incluem corridas com quatro participantes, revezamentos e percursos entre boias, nos quais a equipe precisa combinar força, ritmo e controle.

Projeto técnico, apresentação e corrida influenciam a pontuação

A colocação final reúne diferentes partes do trabalho. O desempenho da canoa na água importa, mas a qualidade do relatório, a apresentação dos estudantes e a avaliação do casco também entram na disputa.

Essa estrutura impede que uma equipe dependa apenas de remadores rápidos. Os participantes precisam demonstrar que sabem planejar, calcular, construir, explicar e testar a própria solução.

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O projeto funciona como uma obra de engenharia em escala menor. Antes de construir, é necessário analisar alternativas, escolher materiais e prever como a estrutura vai reagir durante o uso.

Depois da construção, os estudantes verificam se o resultado corresponde ao planejamento. Quando surge uma falha, a equipe precisa identificar a causa e entender qual decisão provocou o problema.

Canoas mostram como concretos especiais podem ser usados em obras reais

A experiência ensina que o concreto não é uma mistura igual para qualquer finalidade. Sua composição pode ser modificada para alcançar menor peso, maior resistência ou um formato específico.

Em obras reais, esse mesmo raciocínio aparece quando engenheiros precisam reduzir a carga sobre uma estrutura, construir peças mais finas ou adaptar o material a condições diferentes de uso.

O aprendizado também envolve controle de qualidade, segurança e trabalho em equipe. Uma pequena falha na mistura, no molde ou na aplicação pode comprometer meses de trabalho.

Ao transformar concreto em uma embarcação funcional, os universitários deixam a teoria da sala de aula e enfrentam um problema completo. Eles precisam fazer o projeto funcionar no computador, no molde de madeira e, finalmente, dentro da água.

As canoas com até 6,7 metros, aproximadamente 181 quilos e espaço para quatro estudantes mostram que materiais pesados podem flutuar quando o formato e a distribuição da massa são calculados corretamente.

O resultado não quebra as leis da física. Ele demonstra como engenharia, escolha de materiais e precisão na construção podem transformar concreto em um casco capaz de competir na água.

Você entraria em uma canoa de concreto depois de entender como ela flutua, ou o peso do material ainda faria você desconfiar? Conte sua opinião e compartilhe a publicação.

Fonte

Universidade do Alabama


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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