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Cometa 10P/Tempel fará maior aproximação da Terra em 3 de agosto, passará a cerca de 61 milhões de quilômetros e poderá alcançar magnitude 7,4, ficando ao alcance de binóculos sob céu escuro antes de enfraquecer novamente após passagem observada desde sua descoberta em 1873

Cometa 10P/Tempel fará maior aproximação da Terra em 3 de agosto, passará a cerca de 61 milhões de quilômetros e poderá alcançar magnitude 7,4, ficando ao alcance de binóculos sob céu escuro antes de enfraquecer novamente após passagem observada desde sua descoberta em 1873

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Cometa 10P/Tempel fará maior aproximação da Terra em 3 de agosto, passará a cerca de 61 milhões de quilômetros e poderá alcançar magnitude 7,4, ficando ao alcance de binóculos sob céu escuro antes de enfraquecer novamente após passagem observada desde sua descoberta em 1873

Escrito por Carla Teles

Publicado em 23/07/2026 às 10:45

Ciência e Tecnologia, Curiosidades

Cometa 10P/Tempel, ou Tempel 2, fará maior aproximação da Terra e poderá ser visto com binóculos no Hemisfério Sul.

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Visitante periódico conhecido como Tempel 2 chegará ao periélio em 2 de agosto e fará sua maior aproximação da Terra no dia seguinte, quando o cometa 10P/Tempel poderá atingir magnitude entre 7 e 10, tornando-se alvo de binóculos ou pequenos telescópios sob céu escuro no Hemisfério Sul em 2026.

O cometa 10P/Tempel fará sua maior aproximação da Terra em 3 de agosto de 2026, passando a aproximadamente 0,414 unidade astronômica, equivalente a cerca de 62 milhões de quilômetros. O visitante gelado poderá ser observado com binóculos ou pequenos telescópios, principalmente em áreas afastadas da poluição luminosa.

As informações foram publicadas pelo Daily Galaxy em 22 de julho de 2026, com base em dados atribuídos à NASA e a sistemas de acompanhamento astronômico. Efemérides baseadas no JPL Horizons colocam a maior aproximação na noite de 3 de agosto, enquanto as previsões de brilho variam aproximadamente entre as magnitudes 7 e 10.

Aproximação ocorrerá logo depois do periélio

Trajetória do cometa 10P/Tempel. Imagem: NASA/JPL.

O cometa 10P/Tempel chegará ao periélio em 2 de agosto, momento em que atingirá o ponto de sua órbita mais próximo do Sol. No dia seguinte, deverá alcançar a menor distância em relação à Terra durante esta passagem pelo Sistema Solar interno.

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A aproximação não representa risco de colisão com o planeta. Mesmo no ponto mais próximo, a distância será de aproximadamente 62 milhões de quilômetros, muito superior ao espaço que separa a Terra da Lua.

Brilho previsto varia conforme o modelo utilizado

A magnitude esperada para o cometa não aparece de forma idêntica em todas as projeções. Algumas estimativas indicam brilho próximo da magnitude 7 no começo de agosto, enquanto outras trabalham com uma faixa entre 8 e 10.

Essa diferença acontece porque o brilho dos cometas depende da quantidade de gelo e poeira liberada durante o aquecimento. Mesmo conhecendo sua órbita, os astrônomos não conseguem prever com precisão absoluta como o núcleo responderá à radiação solar.

Binóculos poderão ser necessários para localizar o objeto

O cometa 10P/Tempel não deverá produzir um espetáculo facilmente perceptível a olho nu. Para encontrá-lo, os observadores provavelmente precisarão de binóculos com boa abertura ou de um pequeno telescópio apontado para a região correta do céu.

A observação será favorecida por locais escuros, horizonte desobstruído e baixa umidade. Luzes urbanas, nuvens e a proximidade da Lua podem esconder completamente um objeto tão tênue, mesmo quando ele estiver em sua fase mais brilhante.

Hemisfério Sul terá condições mais favoráveis

As projeções indicam que o período entre o final de julho e o começo de agosto será especialmente interessante para observadores no Hemisfério Sul. O cometa deverá atravessar regiões próximas às constelações de Capricórnio e Peixe Austral durante sua passagem.

A posição exata mudará de uma noite para outra, exigindo o uso de mapas celestes ou aplicativos atualizados. Não basta olhar para uma constelação conhecida, pois o cometa aparecerá como uma pequena mancha difusa deslocando-se lentamente entre as estrelas.

Observação deve ser feita antes do amanhecer

O melhor horário tende a ocorrer nas horas anteriores ao nascer do Sol, quando o céu ainda está escuro e o cometa se encontra acima do horizonte. A janela disponível poderá variar conforme a latitude e as condições locais de visibilidade.

Quem pretende observar deve chegar ao local com antecedência para permitir que os olhos se adaptem à escuridão. O uso de telas muito brilhantes prejudica essa adaptação, por isso mapas e aplicativos devem ser consultados com luminosidade reduzida.

Objeto foi descoberto no século XIX

O cometa 10P/Tempel foi identificado em 1873 pelo astrônomo alemão Wilhelm Tempel durante observações realizadas no Observatório de Marselha, na França. Desde então, suas passagens são acompanhadas por astrônomos profissionais e amadores.

Também conhecido como Tempel 2, o objeto pertence à família de cometas de Júpiter e completa uma volta ao redor do Sol em aproximadamente 5,36 anos. Sua órbita relativamente curta permite que diferentes gerações registrem mudanças no mesmo corpo celeste.

Passagens repetidas modificam sua superfície

Quando o cometa se aproxima do Sol, parte do material congelado abaixo de sua superfície transforma-se diretamente em gás. Esse processo libera poeira e forma a coma, a nuvem difusa que envolve o núcleo.

A repetição desse aquecimento ao longo das órbitas pode alterar a aparência, a atividade e até a rotação do objeto. Estudos realizados durante diferentes passagens identificaram mudanças graduais no período de rotação do Tempel 2.

Núcleo preserva material antigo do Sistema Solar

Cometas são considerados remanescentes do período inicial de formação do Sistema Solar. Seus núcleos reúnem gelo, poeira e compostos que permaneceram preservados por bilhões de anos em regiões frias e distantes do Sol.

Por isso, cada retorno oferece uma oportunidade científica de medir composição, atividade e comportamento orbital. O valor do cometa 10P/Tempel não depende apenas de seu brilho, mas das informações que ele pode revelar sobre a origem dos pequenos corpos planetários.

Atividade pode vir de uma região pequena do núcleo

Evolução do cometa 10P/Tempel durante o primeiro semestre de 2026. Imagem: Didac Mesa Romeu.

Pesquisas anteriores sugerem que grande parte da atividade do Tempel 2 pode estar concentrada em uma área relativamente pequena próxima a um dos polos do núcleo. Essa fonte localizada ajuda a explicar jatos observados em aparições passadas.

Os materiais liberados também podem modificar lentamente o movimento de rotação. Cada jato funciona como uma força muito pequena, mas seus efeitos acumulados ao longo de diversas passagens podem ser medidos pelos pesquisadores.

Brilho deverá diminuir depois da aproximação

Após passar pelo periélio e pela maior aproximação da Terra, o cometa começará a afastar-se gradualmente do planeta e do Sol. Com isso, deverá perder luminosidade e tornar-se cada vez mais difícil de localizar.

A fonte estima que o objeto poderá cair abaixo da magnitude 10 até meados de setembro. O começo de agosto representa, portanto, uma janela limitada, especialmente para quem pretende observá-lo sem equipamentos astronômicos de grande porte.

Passagem conecta observadores de diferentes épocas

O mesmo cometa visto por astrônomos no século XIX continua retornando ao Sistema Solar interno em uma trajetória previsível. Os instrumentos mudaram, mas o objeto permanece oferecendo oportunidades de comparação entre registros separados por décadas.

O cometa 10P/Tempel poderá não apresentar uma cauda espetacular, porém sua aproximação oferece uma experiência incomum para quem acompanha o céu. Você tentaria localizar esse visitante histórico com binóculos ou prefere esperar por um cometa mais brilhante? Compartilhe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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