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Construída para armazenar 250 mil litros de água na Bélgica, torre de 30 metros usada como posto de observação na Segunda Guerra vira casa vertical com sete níveis, elevador, chuveiro de 4,5 metros de altura e terraço panorâmico

Construída para armazenar 250 mil litros de água na Bélgica, torre de 30 metros usada como posto de observação na Segunda Guerra vira casa vertical com sete níveis, elevador, chuveiro de 4,5 metros de altura e terraço panorâmico

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Construída para armazenar 250 mil litros de água na Bélgica, torre de 30 metros usada como posto de observação na Segunda Guerra vira casa vertical com sete níveis, elevador, chuveiro de 4,5 metros de altura e terraço panorâmico

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 27/07/2026 às 19:27

Construção, Indústria

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A antiga torre de água transformada em casa preserva 250 mil litros de história industrial

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A antiga torre de água transformada em casa preserva 250 mil litros de história industrial, organiza os ambientes em sete alturas e oferece uma vista ampla da paisagem belga. A residência mantém concreto, escadas e tubulações originais. O projeto mostra como uma construção criada para abastecer uma vila ganhou uma função completamente diferente.

Uma torre de água de 30 metros construída para armazenar 250 mil litros na Bélgica deixou de servir apenas ao abastecimento público e passou a abrigar uma casa vertical com sete níveis. Garagem, escritório, quartos, banheiro, sala, cozinha e terraço foram distribuídos de baixo para cima dentro da estrutura cilíndrica.

A transformação foi apresentada por NCBHAM, escritório belga responsável pela transformação arquitetônica da torre. O edifício foi erguido entre 1938 e 1941 em Steenokkerzeel, permaneceu em serviço até o início dos anos 1990 e foi utilizado pelas forças alemãs como posto de observação durante a Segunda Guerra Mundial.

A altura equivale aproximadamente à de um prédio com dez andares. Dentro desse espaço estreito e elevado, o casal precisou trocar a lógica de uma casa comum por uma rotina organizada na vertical, com escadas, um bloco de elevador e cômodos empilhados.

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Torre de água de 30 metros atravessou diferentes períodos da história

A construção nasceu para guardar água acima da vila de Steenokkerzeel. A posição elevada ajudava o sistema de abastecimento, pois o reservatório ficava no alto de uma estrutura de concreto capaz de marcar a paisagem ao redor.

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Durante a Segunda Guerra Mundial, as forças alemãs aproveitaram a altura e usaram a torre como posto de observação, fazendo a instalação de abastecimento funcionar também como ponto de vigilância.

O serviço original terminou no início dos anos 1990. Em 2004, um procedimento para proteger e preservar o edifício foi aceito. A decisão reconheceu a necessidade de conservar a construção mesmo após o fim da função pública.

Reforma iniciada em 2007 recuperou a parte externa da torre

As obras para a reforma completa e a conversão em residência começaram em 2007. A parte externa foi recuperada para se aproximar da aparência inicial, enquanto o interior recebeu os espaços necessários para a vida diária.

Colunas de concreto danificadas foram reparadas e pintadas. As juntas entre os tijolos foram refeitas e as janelas do pavimento superior foram ampliadas.

A intervenção não tentou esconder que o imóvel havia sido uma torre de água. O projeto manteve a forma cilíndrica, a presença forte do concreto e diferentes partes do antigo sistema industrial.

Casa vertical distribui a rotina por sete níveis

A entrada principal e a garagem ocupam o nível mais baixo. Logo acima ficam a área técnica, o depósito e o espaço de serviço. O nível seguinte reúne um quarto de hóspedes com banheiro e um escritório.

Torre de água de 30 metros atravessou diferentes períodos da história

O banheiro principal aparece no nível seguinte. Acima dele está o quarto do casal, instalado em um ambiente circular com teto em forma de cúpula e uma escada giratória que conduz ao pavimento superior.

Sala, cozinha e área de refeições ocupam a parte alta da torre. No último nível fica o terraço panorâmico, que encerra o percurso vertical e oferece uma visão aberta da paisagem. Essa organização forma uma casa vertical com sete níveis, contados da entrada ao terraço.

Reservatório de 250 mil litros permaneceu dentro da casa

NCBHAM, escritório belga responsável pela transformação arquitetônica da torre, detalhou a preservação do reservatório de concreto com capacidade para 250 mil litros. Também permaneceram partes como a tubulação principal de água, os tetos, as escadas e outras superfícies de concreto.

Os elementos antigos visíveis receberam pintura em cinza escuro. A escolha cria uma diferença fácil de perceber entre a estrutura original e as partes acrescentadas durante a reforma, sem apagar a função que o edifício teve no passado.

O reservatório foi mantido como parte física e histórica da torre, sem perder sua forma original dentro da nova residência.

Chuveiro de 4,5 metros aproveita a altura incomum do banheiro

No centro do banheiro foi instalado um chuveiro de 4,5 metros de altura. A solução aproveita a dimensão vertical da torre e cria uma experiência de banho que dificilmente caberia em uma residência tradicional.

Chuveiro de 4,5 metros aproveita a altura incomum do banheiro

Paredes de vidro escurecido cercam a área do chuveiro e aumentam a privacidade. Tecidos também foram usados para equilibrar visualmente os materiais rígidos, como concreto, vidro e madeira.

O banheiro mostra como a reforma utilizou as proporções existentes em vez de tentar reduzir todos os espaços ao tamanho de cômodos comuns. A altura deixou de ser apenas uma dificuldade e passou a fazer parte da identidade da casa.

Elevador e escadas tornam possível a circulação diária

Em uma residência de 30 metros de altura, a ligação entre os cômodos precisava receber atenção especial. As escadas de concreto existentes foram preservadas, uma escada giratória foi colocada no quarto e um bloco de elevador foi integrado ao pavimento das áreas sociais.

O elevador divide espaço com outras funções, incluindo biblioteca, lavabo, guarda volumes e uma pequena área destinada ao gato dos moradores. Assim, um elemento necessário para a circulação também participa da organização interna.

A planta circular trouxe outro desafio. Paredes curvas, espaços empilhados e elementos de concreto já existentes limitaram a distribuição tradicional dos móveis, exigindo soluções ajustadas ao formato da torre.

Terraço panorâmico ocupa o ponto mais alto da residência

Uma passagem de aço instalada acima do móvel da cozinha conduz ao terraço panorâmico. O espaço recebeu piso elevado de madeira e também um chuveiro.

Terraço panorâmico ocupa o ponto mais alto da residência

A sala, a cozinha e a área de refeições ficam logo abaixo. A posição elevada permite observar a paisagem ao redor e aproveita o local que, no passado, dependia da altura para armazenar água e servir como ponto de observação.

A torre de Steenokkerzeel passou do abastecimento público ao uso militar e, décadas depois, foi transformada em residência. A reforma preservou o reservatório de 250 mil litros, as escadas, as tubulações e o concreto, ao mesmo tempo em que criou uma casa funcional em sete níveis.

O resultado não apaga o passado do edifício. A torre de água transformada em casa mantém visíveis as marcas de sua função original e mostra como uma estrutura industrial pode receber novos usos sem perder sua identidade.

Você moraria em uma casa onde cada atividade exige subir ou descer vários níveis, ou a vista panorâmica e a história preservada compensariam essa rotina? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a publicação.

Fonte

NCBHAM


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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