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Construtora brasileira com R$ 500 milhões em obras prepara entrada nos EUA, capta US$ 5 milhões para comprar terrenos e construir casas na Flórida de até US$ 3 milhões, transformando uma empresa de 41 anos, criada para erguer agências bancárias, em plataforma internacional de desenvolvimento imobiliário

Construtora brasileira com R$ 500 milhões em obras prepara entrada nos EUA, capta US$ 5 milhões para comprar terrenos e construir casas na Flórida de até US$ 3 milhões, transformando uma empresa de 41 anos, criada para erguer agências bancárias, em plataforma internacional de desenvolvimento imobiliário

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Construtora brasileira com R$ 500 milhões em obras prepara entrada nos EUA, capta US$ 5 milhões para comprar terrenos e construir casas na Flórida de até US$ 3 milhões, transformando uma empresa de 41 anos, criada para erguer agências bancárias, em plataforma internacional de desenvolvimento imobiliário

Escrito por Carla Teles

Publicado em 23/07/2026 às 10:43

Construção

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Casas na Flórida: Zait Engenharia cria Zait Global, leva construtora brasileira ao mercado americano e busca US$ 5 milhões. Imagem: Divulgação Zait Engenharia/Unsplash

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As casas na Flórida marcam a estreia internacional da Zait Engenharia, que pretende captar US$ 5 milhões, comprar terrenos em bairros consolidados, demolir imóveis antigos e construir residências modernas de US$ 1,5 milhão a US$ 3 milhões, voltadas ao público americano e integradas a uma nova estratégia de crescimento global.

As casas na Flórida fazem parte da primeira operação internacional da Zait Engenharia, construtora brasileira fundada em 1985 e hoje responsável por cerca de R$ 500 milhões em obras contratadas. A empresa pretende captar US$ 5 milhões para comprar terrenos ou imóveis antigos e desenvolver residências avaliadas entre US$ 1,5 milhão e US$ 3 milhões.

As informações foram publicadas pela Exame em 20 de julho de 2026. A reportagem detalha a criação da Zait Global, novo braço de desenvolvimento imobiliário da companhia, além das metas de faturamento, expansão da carteira de obras e entrada no mercado residencial americano.

Zait foi criada para construir agências bancárias

A Zait Engenharia nasceu em São Paulo há 41 anos, inicialmente voltada à construção de agências bancárias. Ao longo das décadas, ampliou a atuação para shopping centers, indústrias, residências e projetos corporativos.

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A maior parte do crescimento ocorreu como prestadora de serviços para terceiros. A empresa executava projetos concebidos por incorporadoras, investidores, companhias e proprietários, sem assumir necessariamente a escolha do terreno ou a venda final do imóvel.

Empresa administra R$ 500 milhões em obras

Atualmente, a companhia mantém aproximadamente R$ 500 milhões em contratos de construção. São 15 projetos em execução, com equipes que variam entre 150 e 250 trabalhadores conforme o estágio dos canteiros.

A meta é elevar a carteira para R$ 1,5 bilhão até o final de 2027. Esse objetivo inclui contratos prospectados no Brasil e não depende exclusivamente das futuras casas na Flórida.

Faturamento pode quase triplicar em 2026

A Zait registrou receita de R$ 140 milhões em 2025 e projeta alcançar R$ 400 milhões em 2026. O resultado esperado decorre de projetos negociados e analisados nos dois ou três anos anteriores.

A projeção não inclui a operação americana, que ainda está sendo estruturada. Dessa forma, as primeiras receitas nos Estados Unidos não são tratadas como parte garantida do desempenho previsto para o ano.

Zait Global muda o modelo de atuação

Para iniciar a internacionalização, a empresa criou a Zait Global. O novo braço pretende participar de todas as etapas do desenvolvimento, desde a compra do terreno até a construção e a venda das residências.

No Brasil, a remuneração da Zait vem principalmente da execução das obras. Nos Estados Unidos, a proposta é assumir maior exposição ao resultado do empreendimento e participar da valorização do ativo imobiliário.

Casas na Flórida serão destinadas a americanos

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A estratégia não foi desenhada para brasileiros interessados em manter um imóvel no exterior. O comprador final pretendido pela empresa é o público americano de bairros consolidados da região central da Flórida.

As casas na Flórida deverão custar entre US$ 1,5 milhão e US$ 3 milhões. A faixa posiciona os projetos no segmento premium, mas a fonte não informa cidades, endereços ou padrões arquitetônicos já definidos.

Captação inicial será de US$ 5 milhões

A Zait Global está captando US$ 5 milhões para financiar os primeiros projetos. A expectativa é que o capital inicial seja fornecido por investidores brasileiros.

O dinheiro deverá ser usado na aquisição e no desenvolvimento dos primeiros ativos. Como a captação ainda está em andamento, a reportagem não confirma que o valor total já tenha sido recebido pela empresa.

Primeiras compras estão previstas para setembro

A companhia pretende iniciar as aquisições de terrenos em setembro de 2026. A busca está concentrada em bairros que já possuem infraestrutura, serviços e mercado residencial estabelecido.

A fonte não informa quantos lotes serão comprados nessa primeira etapa. Também não detalha o prazo entre aquisição, aprovação dos projetos, construção e comercialização das residências.

Imóveis antigos poderão ser demolidos

A estratégia prevê comprar terrenos vazios ou propriedades com construções antigas. Quando necessário, os imóveis existentes poderão ser demolidos e substituídos por casas modernas.

O modelo procura capturar valor em áreas consolidadas sem depender da abertura de novos bairros. A viabilidade dependerá do preço de compra, dos custos de demolição, das regras locais e do valor de venda possível após a construção.

Ferramenta própria analisa oportunidades

A empresa desenvolveu uma ferramenta para avaliar terrenos, imóveis e oportunidades imobiliárias na Flórida. O sistema deve auxiliar a seleção de ativos compatíveis com o modelo de negócio.

A reportagem não explica quais dados ou critérios alimentam a ferramenta. Não é possível afirmar, portanto, se ela utiliza inteligência artificial, modelos preditivos ou apenas bancos de dados estruturados.

Terracotta Ventures ajudou na estruturação

Depois de estudar diferentes alternativas de internacionalização, a Zait contratou a Terracotta Ventures para ajudar a estruturar a tese de entrada no mercado americano.

A decisão pelas casas na Flórida surgiu após uma análise de modelos possíveis. A empresa escolheu começar com residências individuais antes de avaliar formatos maiores ou cidades adicionais.

Experiência nas Bahamas iniciou a discussão

A ideia de operar fora do Brasil ganhou força depois que a construtora realizou a pré-engenharia de uma residência nas Bahamas. A casa ainda não havia sido construída na data da reportagem.

Mesmo sem a execução concluída, o trabalho levou os executivos a avaliar se a experiência técnica acumulada poderia ser aplicada em outros mercados. A Flórida foi escolhida depois de uma primeira viagem aos Estados Unidos e de estudos posteriores.

Segmento premium exige maior personalização

Para a Zait, o alto padrão não depende apenas do preço final. A classificação também considera materiais, complexidade arquitetônica, personalização e quantidade de engenharia necessária.

Essa experiência começou a ganhar espaço na empresa há cerca de três anos, com o empreendimento Brisas de Avaré. Desde então, a companhia passou a atuar mais cedo nos projetos, contribuindo com viabilidade, orçamento, planejamento e soluções construtivas.

Operação brasileira continua diversificada

A maior obra atual da companhia é um shopping center de aproximadamente 50 mil metros quadrados na região do Brás, em São Paulo. A Zait também trabalha em uma escola, um hospital, uma concessionária e um projeto do Sesc em Paraty.

Na área residencial, a empresa mantém 16 casas de alto padrão em construção. A carteira inclui ainda um edifício de madeira próximo ao Parque Ibirapuera e projetos em empreendimentos como Fazenda Boa Vista e Brisas de Avaré.

Empresa acumula mais de 1 milhão de metros quadrados

Ao longo de sua história, a construtora afirma ter executado mais de 1 milhão de metros quadrados. O volume inclui projetos residenciais, comerciais, corporativos, hoteleiros e de uso misto.

Essa experiência é um dos ativos usados para sustentar a entrada no mercado americano. Ainda assim, construir casas na Flórida exigirá adaptação a normas, fornecedores, licenças e características comerciais diferentes das encontradas no Brasil.

Meta internacional prevê US$ 100 milhões em vendas

A Zait Global trabalha com a perspectiva de atingir aproximadamente US$ 100 milhões em Valor Geral de Vendas nos próximos anos. O VGV representa a soma potencial dos preços de comercialização dos imóveis.

Esse número não equivale a faturamento já contratado ou lucro garantido. O desempenho dependerá da quantidade de projetos, do custo dos terrenos, da velocidade das vendas e das condições do mercado residencial americano.

Mercado de luxo ficou mais seletivo

Em 2025, os preços residenciais de luxo subiram, em média, 3,2% entre cem mercados acompanhados pela Knight Frank. A América do Norte, entretanto, apresentou desempenho negativo no levantamento citado.

Em Miami, os preços recuaram ligeiramente depois da valorização registrada desde 2021. Ao mesmo tempo, imóveis novos, prontos e que não exijam reformas permanecem escassos, segmento que a Zait pretende explorar.

Casas prontas podem ocupar espaço no mercado

A tese da empresa considera que compradores de maior renda podem valorizar imóveis novos em bairros já estabelecidos. Esse público evitaria custos, atrasos e incertezas associados a reformas extensas.

A estratégia, porém, dependerá da capacidade de adquirir propriedades por preços que permitam demolição, construção e venda com margem. Um imóvel valorizado não garante automaticamente a rentabilidade do desenvolvimento.

Segunda geração lidera reposicionamento

Henrique Oliveira, atual CEO, é filho do fundador da Zait. Formado em Engenharia Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, começou como estagiário na companhia e depois trabalhou oito anos em outra empresa do setor.

Ele retornou em 2015 e, nos últimos três anos, conduziu uma revisão da marca, da estrutura e dos mercados atendidos. Daniel Bertolucci, diretor de operações e sócio da Zait Global, participa da estratégia americana.

Grupo organiza negócios complementares

Além da construtora e da Zait Global, o grupo passou a estruturar iniciativas ligadas a mobiliário, montagem de hotéis e residências de alto padrão e sistemas industrializados.

Entre os negócios está o Hub Multiconstrutivo, que reúne fornecedores de soluções industrializadas para construção. A empresa também prepara um produto de casas com arquitetura assinada, componentes industrializados, prazo menor e custo previamente definido.

Internacionalização amplia os riscos da empresa

Ao atuar apenas como construtora contratada, a companhia recebe pela execução dos serviços e assume riscos principalmente ligados ao orçamento, ao prazo e à qualidade da obra.

Nas casas na Flórida, a Zait Global deverá assumir também riscos de aquisição, licenciamento, demanda, comercialização e variação dos preços imobiliários. A possibilidade de participar de toda a cadeia aumenta o retorno potencial, mas também amplia a exposição financeira.

Expansão depende da validação dos primeiros projetos

A empresa pretende começar com casas individuais e usar os primeiros resultados para avaliar novos mercados e formatos. A expansão para outras cidades ainda não possui cronograma divulgado.

Antes disso, será necessário concluir a captação, comprar os primeiros terrenos, aprovar projetos e vender as residências ao público americano. A transformação em plataforma internacional dependerá do desempenho real dessas etapas.

Estratégia abre debate sobre expansão internacional

A entrada nos Estados Unidos representa uma mudança importante para uma empresa que passou quatro décadas executando projetos de terceiros. A Zait agora pretende escolher ativos, desenvolver produtos e participar diretamente das vendas.

Na sua opinião, construtoras brasileiras conseguem competir no mercado residencial americano usando experiência adquirida no Brasil? Compartilhe nos comentários se a entrada por casas na Flórida parece uma estratégia segura ou uma exposição elevada para uma empresa em transformação.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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