O senador Alan Rick (Republicanos) oficializou sua candidatura ao governo do Acre durante convenção realizada na noite deste sábado (25), em Rio Branco, e fez um discurso marcado por agradecimentos, críticas ao atual comando do Palácio Rio Branco e pela defesa de um projeto baseado na geração de emprego, desenvolvimento econômico e combate à corrupção.
A chapa encabeçada por Alan Rick com o empresário Ricardo Leite, da Uninorte, reúne sete partidos que vão desde o Republicanos, PSD, Novo, Democracia Cristã, Avante e o Democrata. A convenção também oficializou as candidaturas ao Senado de Mara Rocha (Republicanos), Sérgio Petecão (PSD) e Júnior Feitosa (Democracia Cristã), além das nominatas para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.
Ao subir ao palco, Alan iniciou a fala agradecendo aos apoiadores que participaram do evento e afirmou que muitos enfrentam dificuldades para estar presentes. “A minha palavra inicial é gratidão. Gratidão a vocês que são meus amigos, minhas amigas. A vocês que enfrentaram a tempestade. Muitos enfrentaram ligações intimidadoras para não estarem aqui, mas vieram de graça, vieram porque sonham com um Acre melhor”, afirmou.
O candidato também agradeceu a família e destacou a presença da esposa, da mãe, dos filhos e demais familiares. “A minha gratidão à minha família, à minha esposa, à minha mãe, minha irmã, meu filho, minhas irmãs. Eu quero louvar a Deus por todos vocês, pelas mulheres da minha vida, pelos dois homenzinhos da minha vida que estão aqui também”, destacou.
Durante o discurso, Alan Rick comentou que enfrentou uma semana de problemas de saúde antes da convenção. Segundo ele, uma virose chegou a preocupar pela proximidade com o evento. “Esta semana eu fui acometido por uma virose. Fiquei até um pouco preocupado, disse: meu Deus, que semana tão importante. Cheguei a perder 4 quilos essa semana”, revelou.
O senador afirmou que a candidatura nasceu de um chamado da população e disse que o momento representa uma disputa pela esperança. “Hoje eu quero falar de esperança. Eu creio muito no sinal de Deus. O sinal de Deus, muitas vezes, nos mostra o caminho. Se estamos no caminho certo, se estamos no caminho errado”, reforçou
Ao citar a chuva que caiu durante o evento, após um período de seca no Acre, Alan afirmou ver o fenômeno como um sinal. “Hoje, essa chuva que cai 40 dias depois de uma seca, isso é muito bíblico. Isso é muito profético. Eu creio no sinal de Deus”, completou
O candidato também destacou os aliados que compõem a chapa e afirmou que a mobilização popular será decisiva na eleição. “Eu não estou nessa luta sozinho. Nós temos um time maravilhoso de amigos que são parceiros nessa caminhada. Mas nós temos vocês que são o povo do lado. Vocês é que vão fazer a próxima Revolução Acreana”, pontuou.
Em referência à Revolução Acreana, Alan Rick comparou a disputa eleitoral com a luta dos seringueiros pela incorporação do Acre ao Brasil. “Há 125 anos, seringueiros pegaram em armas para uma guerra contra um exército treinado, um exército boliviano, liderados por um especialista em guerra de guerrilha, Plácido de Castro, e venceram aquele exército mais bem armado”, rememorar.
Segundo o senador, o desafio atual seria uma nova luta pelo desenvolvimento do Estado. “E hoje, nós estamos enfrentando outra guerra, gente. É a guerra pela nossa dignidade, pela volta de um Estado que gere riqueza e atrai investimento para que o nosso povo não precise ir embora”, destacou.
Alan Rick afirmou que o objetivo é criar condições para que moradores do interior tenham melhores oportunidades e serviços públicos. “Para que as pessoas não tenham que abandonar suas cidades, para que os nossos ribeirinhos não venham para o subemprego. Para que os nossos indígenas não abandonem suas comunidades, para que eles tenham dignidade, para que eles tenham água potável, internet, para que eles tenham energia, tenham qualidade de vida. Nós estamos com a melhor arma, que é uma arma que não precisa ser preenchida com chumbo nem com pólvora. É a arma do voto, é a arma da democracia. E esta ninguém pode tirar de mim nem de vocês”, pontuou.
Durante o discurso, Alan Rick voltou a fazer críticas à corrupção e citou denúncias envolvendo recursos públicos. “Nós precisamos nos livrar desta corrupção endêmica. Não é possível nos acostumar com isso, achar que é normal a roubalheira que assola o nosso Estado”, salientou.
O senador citou casos que, segundo ele, demonstram problemas na administração pública. “Não é normal uma ponte construída há menos de 3 anos cair e nada ser feito. Não é normal roubarem 51 milhões de reais da educação, da merenda escolar e do transporte dos alunos. Não é normal tentarem desviar dinheiro através de institutos para guardar recursos para a campanha deles”, observou.
Alan Rick também destacou sua origem acreana e afirmou ter ligação histórica com a formação do Estado. “Eu sou acreano do pé rachado e orgulho, nasci em Rio Branco, sou filho de um acreano de Sena Madureira, sou neto de um soldado da borracha já falecido”, afirmou.
Ao apresentar os candidatos ao Senado que integram sua chapa, Alan citou Mara Rocha (Republicanos), Júnior Feitosa (Democracia Cristã) e Sérgio Petecão (PSD), reforçando os números dos partidos.
Ao falar do candidato a vice-governador Ricardo Leite, Alan destacou a trajetória empresarial da família e disse que ele poderá ajudar na geração de empregos. “É a sua experiência, é o seu trabalho, que vai me ajudar e ajudar o nosso povo a trazer de volta os empregos, a dignidade e a qualidade de vida que a gente sonha para o nosso povo”, destacou.
No encerramento, Alan Rick afirmou que adversários tentarão utilizar a estrutura da máquina pública contra sua candidatura, mas disse acreditar na força popular. “Dizem que vão nos atropelar com a máquina, que vão usar o dinheiro para nos vencer, que eles vão fazer o que puder ser feito e o que tiver que ser feito para nos derrotar.Só que eles não combinaram com o povo do Acre, que vai dar resposta nas urnas”, finalizou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

