As oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 chegaram ao fim nessa terça-feira (7/7) e deixaram apenas oito das 48 seleções participantes na disputa pelo título. Fora de campo, porém, o Mundial também acumulou despedidas: nove treinadores que iniciaram a competição no comando de suas equipes já deixaram os cargos.
Técnicos que deixaram suas seleções na Copa 2026:
- Sabri Lamouchi (Tunísia)
- Hong Myung-Bo (Coreia do Sul)
- Miroslav Koubek (República Tcheca)
- Steve Clarke (Escócia)
- Marcelo Bielsa (Uruguai)
- Ronald Koeman (Holanda)
- Sebastián Beccacece (Equador)
- Julian Nagelsmann (Alemanha)
- Hervé Renard (Tunísia)
O número de mudanças chama atenção pelo histórico do torneio. Desde a Copa do Mundo de 1998, quando Carlos Alberto Parreira, Cha Bum-kun e Henryk Kasperczak foram os primeiros treinadores a deixarem seus cargos durante uma edição do Mundial, nenhuma competição havia registrado tantas saídas com a bola ainda rolando.
Em 2026, a pressão apareceu logo na primeira rodada e aumentou conforme as eliminações foram acontecendo. Entre derrotas pesadas, campanhas abaixo das expectativas e cobranças internas, nove comandantes encerraram seus trabalhos antes da definição dos semifinalistas.
Entenda cada saída
Sabri Lamouchi
A primeira mudança da Copa aconteceu ainda na rodada de abertura. Sabri Lamouchi foi demitido pela Tunísia após a goleada por 5 x 1 sofrida diante da Suécia, resultado que colocou a equipe africana sob pressão logo no início do Mundial.
A Federação Tunisiana decidiu agir rapidamente e buscou outro treinador francês para tentar reverter o cenário.
Hervé Renard
Contratado durante a Copa para substituir Lamouchi, Hervé Renard chegou à Tunísia com a missão de recuperar a campanha. O treinador, bicampeão da Copa Africana de Nações e com passagens por seleções como Zâmbia, Costa do Marfim, Marrocos, Arábia Saudita e França, porém, não conseguiu evitar a eliminação na fase de grupos.
Pouco mais de duas semanas depois de assumir o cargo, o francês anunciou que não continuaria no comando da equipe.
Hong Myung-Bo
A eliminação da Coreia do Sul na fase de grupos colocou fim ao trabalho de Hong Myung-Bo. O treinador enfrentou uma onda de críticas durante a campanha e chegou a ser chamado de “incompetente” pelo presidente do país.
Diante da pressão, o comandante decidiu pedir demissão.
Miroslav Koubek
A República Tcheca também terminou sua participação na primeira fase sem vitórias. Após as três partidas do Mundial, Miroslav Koubek decidiu deixar o comando da seleção.
Steve Clarke
A queda da Escócia veio acompanhada de uma mudança no banco de reservas. Steve Clarke pediu demissão após a derrota por 3 x 0 para o Brasil, resultado que confirmou a eliminação precoce da equipe europeia.
Marcelo Bielsa
O Uruguai foi outra seleção que não manteve seu treinador após a fase de grupos. Marcelo Bielsa deixou o cargo depois de uma campanha decepcionante na qual a equipe terminou a Copa sem vitórias e com apenas dois empates.
Ronald Koeman
No mata-mata, as mudanças continuaram. Ronald Koeman pediu demissão da Holanda após a eliminação para o Marrocos nos pênaltis.
A queda nas oitavas de final encerrou o trabalho do treinador à frente da seleção holandesa.
Sebastián Beccacece
O Equador também teve alteração no comando após deixar a competição. Sebastián Beccacece encerrou seu vínculo com a federação depois da derrota por 2 x 0 para o México, nos 16 avos de final.
O fim do contrato marcou a despedida do treinador após a participação no Mundial.
Julian Nagelsmann
A Alemanha foi uma das grandes seleções que trocaram de técnico durante a Copa. Julian Nagelsmann entregou o cargo após a eliminação para o Paraguai nos pênaltis, ainda nos 16 avos de final.

