O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue distante dos estádios da Copa do Mundo de 2026. Mesmo após o encerramento da fase de grupos e com a seleção norte-americana disputando as oitavas de final nesta segunda-feira (6/7), o republicano ainda não compareceu a nenhuma partida do torneio, nem nos Estados Unidos, nem nos outros dois países-sede, Canadá e México.
A ausência se repetiu no confronto entre Estados Unidos e Bélgica, que acontece no São Francisco Stadium, na Califórnia.
Embora tenha sido um dos principais articuladores da candidatura norte-americana para sediar o Mundial durante seu primeiro mandato e mantenha uma relação próxima com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, Trump tem deixado o torneio fora do centro de sua agenda pública.
Segundo Andrew Giuliani, diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo de 2026, a ausência do presidente não está relacionada a questões de segurança, mas ao cronograma de compromissos oficiais e ao estilo pessoal do republicano.
Ele acrescentou que Trump esteve envolvido em uma série de compromissos nas últimas semanas, entre eles as comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, eventos ligados ao UFC e reuniões sobre temas de política doméstica e internacional.
“A ausência dele não tem relação com qualquer incidente de segurança. Ele simplesmente está muito ocupado”, disse.
Presença nos bastidores
Embora não tenha comparecido aos jogos, Trump continua participando ativamente dos bastidores da competição. Segundo Giuliani, o presidente se reuniu com Gianni Infantino “mais de uma dúzia de vezes” desde sua eleição, em novembro de 2024, e permanece envolvido em assuntos relacionados ao Mundial.
A proximidade entre ambos voltou ao centro das atenções nos últimos dias, quando Trump confirmou ter telefonado diretamente para Infantino para pedir a revisão da expulsão do atacante Folarin Balogun, ocorrida na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina.
Balogun havia recebido cartão vermelho do árbitro brasileiro Raphael Claus após revisão do VAR e, pelo regulamento, cumpriria suspensão automática nas oitavas de final. No domingo (5/7), porém, a Fifa suspendeu a execução da punição por um período probatório de um ano, liberando o jogador para enfrentar a Bélgica.
Nesta segunda-feira, Trump admitiu ter solicitado a revisão da decisão.
“Tudo o que eu fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que foi uma falta”, afirmou.
O presidente também criticou a atuação de Claus. “Não quero criar controvérsias, mas é bem suspeito”, declarou.
Apesar disso, negou ter interferido diretamente no julgamento e afirmou que a Fifa “tomou a decisão certa”.







