A decisão da Fifa de revogar os efeitos do cartão vermelho de Folarin Balogun, dos Estados Unidos, na Copa do Mundo, repercutiu negativamente também no cenário político internacional. Glenn Micaleff, comissário da União Europeia para o Esporte, criticou o episódio.
Em publicação na rede social X, Micallef afirmou que decisões esportivas na Copa do Mundo não podem ter interferências de líderes políticos.
“Cabe às instâncias esportivas, e não aos políticos, decidir as regras do esporte. Exercer influência sobre decisões esportivas comprometeria a autonomia do esporte”, disse Micallef.
A manifestação do comissário faz referência a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter pedido a revogação dos efeitos do cartão vermelho de Falorin Balogun e o perfil da Casa Branca ter comemorado a reversão da suspensão.
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— The White House (@WhiteHouse) July 5, 2026
Além disso, a opinião do representante da União Europeia está alinhada com a Uefa, que divulgou uma nota oficial na qual critica duramente a medida, classificada pela entidade como “inédita, incompreensível e injustificável”.
Entenda o caso
- Balogun foi expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina após uma entrada dura em Tarik Muharemovic.
- Pelo Código Disciplinar da Fifa, o cartão vermelho acarretava suspensão automática por uma partida, sem possibilidade de recurso.
- A Fifa afirmou que, de acordo com o artigo 27 do Código Disciplinar, a suspensão da partida fica suspensa por um período probatório de um ano.
- Com isso, o atacante fica livre para atuar contra a Bélgica, nesta segunda-feira (6/7), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, às 21h (horário de Brasília).






