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Crescendo 1,6% no ano e emendando o nono ano seguido de alta, o comércio varejista do Brasil fechou 2025 em expansão, com o Natal movimentando 72,71 bilhões de reais, o maior volume em uma década

Crescendo 1,6% no ano e emendando o nono ano seguido de alta, o comércio varejista do Brasil fechou 2025 em expansão, com o Natal movimentando 72,71 bilhões de reais, o maior volume em uma década

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Crescendo 1,6% no ano e emendando o nono ano seguido de alta, o comércio varejista do Brasil fechou 2025 em expansão, com o Natal movimentando 72,71 bilhões de reais, o maior volume em uma década

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 23/07/2026 às 19:39

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Com o Natal gerando 112,6 mil vagas temporárias e o setor mantendo a trajetória de crescimento, o comércio varejista brasileiro avançou em 2025 mesmo diante de juros altos e do endividamento das famílias, num consumo sustentado pela melhora do mercado de trabalho

O comércio varejista brasileiro fechou 2025 em alta. Segundo o IBGE, as vendas do comércio varejista do Brasil cresceram 1,6% em 2025, no nono ano consecutivo de expansão do setor. O varejo emendou quase uma década de crescimento.

E o ritmo foi mais moderado que o do ano anterior. De acordo com a CNC, o avanço de 2025 ficou abaixo do registrado em 2024, quando as vendas do comércio varejista do Brasil cresceram 4,7%. O setor cresceu, mas em passo mais lento.

Quanto o comércio varejista do Brasil cresceu

O avanço foi modesto, mas positivo. Segundo o IBGE, o comércio varejista do Brasil acumulou alta de 1,6% em 2025, mantendo a sequência de anos no azul. O setor não parou de crescer.

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E a desaceleração ficou clara na comparação anual. De acordo com a CNC, a alta de 1,6% em 2025 representou menos da metade do avanço de 4,7% registrado em 2024. O crescimento perdeu força no ano.

Essa perda de ritmo tem explicação no cenário econômico. O varejo enfrentou juros altos, crédito mais restrito e famílias endividadas, o que segurou o consumo, e é essa combinação que fez o setor crescer bem menos em 2025 do que no ano anterior, ainda que sem entrar no vermelho.

Como o Natal impulsionou o comércio varejista do Brasil

O fim do ano foi o ponto alto. Segundo a CNC, o comércio varejista do Brasil deve alcançar 72,71 bilhões de reais em vendas no Natal de 2025, o maior volume registrado nos últimos dez anos. A data mais forte do varejo bateu marca de uma década.

E esse resultado veio com crescimento real. De acordo com a CNC, as vendas do Natal de 2025 representaram um crescimento real de 2,1% em relação a 2024, já descontada a inflação. O consumidor comprou efetivamente mais no fim do ano.

Vale separar os dois indicadores para não confundir. O crescimento anual de 1,6% mede o desempenho do varejo em todo o ano de 2025, enquanto o resultado do Natal mede apenas a data de fim de ano, e o fato de o Natal ter crescido mais que a média mostra que o consumo se concentrou no período de festas.

Quanto o Natal gera de emprego no comércio varejista

A data movimenta muita contratação. Segundo a CNC, o Natal de 2025 deve gerar 112,6 mil vagas temporárias no comércio varejista do Brasil. O fim do ano abre milhares de postos de trabalho.

E esse número cresceu na comparação anual. De acordo com a CNC, as 112,6 mil vagas temporárias do Natal de 2025 representam um número cerca de 5% superior ao registrado no ano anterior. A contratação de fim de ano avançou.

Essa geração de emprego temporário é uma das marcas do Natal no varejo. O comércio contrata para dar conta do pico de vendas, e boa parte desses trabalhadores acaba efetivada depois das festas, o que faz da data um importante gerador de emprego formal no fim de cada ano.

O que sustentou o comércio varejista do Brasil

A melhora do mercado de trabalho ajudou. Segundo a CNC, a melhora gradual do mercado de trabalho e a desaceleração da inflação contribuíram para sustentar o consumo do comércio varejista do Brasil no fim de 2025. Emprego e renda seguraram as vendas.

E o setor mostrou capacidade de reação. De acordo com a CNC, mesmo diante de juros altos e crédito restrito, o comércio varejista do Brasil manteve a trajetória de expansão em 2025. O varejo resistiu ao cenário adverso.

Essa resistência num ano difícil mostra a força do consumo interno. Mesmo com o financiamento mais caro e as famílias endividadas, o varejo conseguiu crescer, sustentado pela geração de emprego e pela queda da inflação, o que manteve o setor no azul pelo nono ano seguido.

Quanto o comércio varejista do Brasil deve crescer

O setor projeta aceleração no ciclo seguinte. Segundo a CNC, a expectativa é de que o comércio varejista do Brasil acelere para um crescimento de 3,66% em 2026, mais que o dobro do ritmo de 2025. O varejo deve ganhar força no ano seguinte.

Essa expectativa de aceleração tem base na melhora esperada da economia. Com a inflação em queda e o mercado de trabalho aquecido, o consumo tende a reagir, o que sustenta a projeção de um ano melhor para o comércio varejista, depois de um 2025 de crescimento mais moderado.

O que o comércio varejista significa para o país

O comércio varejista é um dos setores que mais empregam e mais refletem o consumo no Brasil. Ele reúne a loja de rua, o shopping, o supermercado e o comércio eletrônico, gerando milhões de empregos e movimentando a economia local, o que faz do seu desempenho um dos retratos mais diretos do poder de compra das famílias.

No fim, os números de 2025 mostram um setor em alta moderada. Com o comércio varejista crescendo 1,6%, nono ano seguido de expansão, Natal movimentando 72,71 bilhões de reais, o maior em dez anos, e 112,6 mil vagas temporárias, o varejo do Brasil fechou o ano no azul. Enquanto a família consumir, a loja vende. Conta pra gente nos comentários: você gastou mais ou menos no comércio em 2025?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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