Uma criança foi picada por um escorpião dentro do Centro Educacional 4 (CED 4) do Guará, na última quarta-feira (01/7). O acidente aconteceu por volta das 7h15 da manhã.
O aluno, que não teve a identidade revelada, estava no pátio da escola quando sentiu um incômodo na perna e percebeu que tinha um escorpião na parte interna da calça, perto da panturrilha. A equipe escolar levou o menino até o Hospital Regional do Guará (HRGu).
O estado de saúde dele não foi revelado.
Vigilância sanitária foi até a escola
Após a picada, uma equipe do Núcleo Regional de Vigilância Ambiental do Guará foi até o colégio fazer uma inspeção no local. O laudo da vigilância apontou que tinha uma grande quantidade de materiais sem utilidades acumulados na área externa da escola.
Além disso, de acordo com a Vigilância, as calhas tinham matéria orgânica em decomposição, tinha uma infestação de baratas na rede de esgoto e a vegetação estava sem poda.
À equipe sanitária, a escola informou que realiza dedetizações duas vezes ao ano.
A Vigilância solicitou que o colégio mantenha o ambiente limpo, faça dedetização trimestral, realize a poda do mato e que descarte os móveis sem utilidades que estão abrigados na área externa.
A reportagem procurou a Secretaria de Educação, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Menina morta após picada
Acidentes com escorpiões têm preocupado o DF. Nesse domingo (5/7), Valentina Nobre Lima, de 11 anos, morreu após ser picada por um escorpião dentro de casa, no Riacho Fundo I, ao calçar um tênis para ir à escola. Valentina passou 23 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e teve três paradas cardíacas, uma delas de 40 minutos.

Acidente com escorpião
O acidente com o escorpião aconteceu no dia 12 de junho. A família buscou ajuda nos bombeiros da região administrativa, mas acabou levando a menina para o Hospital Regional do Guará, por ser a unidade de saúde mais próxima. No local, Valentina recebeu o soro contra o veneno do escorpião, mas não apresentou a melhora esperada. Diante da necessidade de uma UTI, ela foi transferida para o Hospital Santa Lúcia, na Asa Norte.
Enquanto esteve no hospital, a família de Valentina realizou ao menos duas vigílias e rodas de oração pedindo pela vida de Valentina.
Na casa de familiares da menina, a presença de escorpiões é recorrente. Segundo a tia da menina Claudete Cirino, a infestação costuma se intensificar no fim do ano, especialmente em períodos de chuva. Ao longo do ano, a família relata ter encontrado mais de 200 animais no imóvel.













