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Criatura azul que parece ter saído de um Pokémon surge perto de praias, mede apenas 4 centímetros e armazena células urticantes de caravelas-portuguesas

Criatura azul que parece ter saído de um Pokémon surge perto de praias, mede apenas 4 centímetros e armazena células urticantes de caravelas-portuguesas

4 min de leitura

Criatura azul que parece ter saído de um Pokémon surge perto de praias, mede apenas 4 centímetros e armazena células urticantes de caravelas-portuguesas

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 31/07/2026 às 11:02

Atualizado em 31/07/2026 às 11:03

Curiosidades

Glaucus atlanticus aparece junto à água e chama atenção pela coloração azul, embora possa armazenar células urticantes.

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Conhecido como dragão-azul-do-mar, o Glaucus atlanticus chama atenção pela aparência incomum, flutua na superfície oceânica e pode causar reações dolorosas quando tocado.

Uma pequena criatura marinha de coloração azul metálica voltou a chamar atenção após aparecer em regiões costeiras frequentadas por banhistas.

O animal é o Glaucus atlanticus, um molusco nudibrânquio popularmente chamado de dragão-azul-do-mar.

Seu corpo raramente ultrapassa quatro centímetros, porém apresenta apêndices elaborados e um formato frequentemente comparado ao de um Pokémon.

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A aparência delicada pode enganar. O animal consegue armazenar células urticantes de suas presas, principalmente das caravelas-portuguesas, e utilizá-las como defesa.

Características revelam adaptação única à superfície do oceano

O dragão-azul-do-mar pertence ao grupo dos nudibrânquios pelágicos e passa grande parte da vida na superfície oceânica.

Uma bolsa de gás localizada em seu organismo permite que o pequeno molusco permaneça flutuando.

O animal costuma ficar de cabeça para baixo, mantendo a região azul voltada para cima.

Essa posição contribui para sua camuflagem em meio à água e dificulta sua identificação por possíveis predadores.

Ventos e correntes marítimas transportam o Glaucus atlanticus por grandes distâncias.

Determinadas condições ambientais podem, portanto, conduzir vários exemplares até praias, enseadas e regiões de águas rasas.

Dragão-azul-do-mar flutua em águas rasas próximas a uma praia frequentada por banhistas.

Ventos, correntes e marés aproximam a espécie das praias

O aparecimento do dragão-azul em áreas costeiras não representa um fenômeno totalmente novo.

Condições específicas envolvendo ventos, ondas, correntes e marés podem empurrar esses animais para regiões movimentadas.

Mudanças na temperatura oceânica também podem alterar a distribuição de diferentes espécies marinhas.

A relação direta entre o aquecimento dos oceanos e cada aparecimento costeiro, contudo, ainda exige cautela científica.

Pesquisadores brasileiros analisaram registros da espécie em um estudo publicado em 2019 nos Anais da Academia Brasileira de Ciências.

O levantamento destacou a influência das correntes oceânicas e das variações sazonais sobre a distribuição e os encalhes costeiros do animal.

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Viviane Alves

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Alimentação transforma pequeno molusco em risco aos banhistas

O cardápio do Glaucus atlanticus inclui organismos que vivem na superfície do mar.

Caravelas-portuguesas estão entre suas principais presas e possuem tentáculos capazes de provocar queimaduras dolorosas.

O dragão-azul consegue consumir esses organismos e armazenar parte das células urticantes encontradas neles.

Essas estruturas ficam concentradas nas extremidades de seus apêndices e passam a funcionar como um mecanismo de defesa.

Informações reunidas pelo Australian Museum indicam que essas células permanecem guardadas em compartimentos especializados.

O contato humano pode, por isso, provocar dor intensa, ardência, irritação na pele e reações mais fortes em pessoas sensíveis.

Cuidados reduzem o risco de acidentes nas praias

A coloração brilhante e o formato incomum despertam curiosidade, principalmente entre crianças e pessoas interessadas em fotografar o animal.

O comportamento mais seguro consiste em observar o exemplar à distância e evitar qualquer tentativa de manuseio.

As principais recomendações são:

A presença do dragão-azul também pode indicar a existência de caravelas-portuguesas nas proximidades.

Banhistas devem, portanto, redobrar a atenção antes de entrar na água.

Aparência semelhante à de um Pokémon amplia a curiosidade

Fotografias do dragão-azul costumam ganhar destaque nas redes sociais por causa do visual raro e da coloração metálica.

A repercussão ajuda a divulgar informações sobre a espécie, mas também pode estimular aproximações perigosas.

A observação responsável protege o banhista e evita que o animal seja retirado de seu ambiente.

O fascínio provocado pelo Glaucus atlanticus demonstra como pequenas criaturas oceânicas podem reunir beleza, adaptação e mecanismos eficientes de defesa.

Você teria coragem de se aproximar desse pequeno dragão-azul ou manteria distância após descobrir que ele armazena células urticantes de caravelas-portuguesas?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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