Enquanto o Brasil vive o frio nos meses de junho a setembro, o mesmo não pode ser dito pelo hemisfério Norte, que está diante de uma das ondas de calor mais severas da história. Tal fato não impacta apenas os setores de saúde pública, infraestrutura e políticas públicas, mas também a moda.
Nos últimos anos, tendências focadas em conforto térmico como chinelos, peças de linho e biquínis têm crescido. Conjuntamente, várias semanas de moda, que estão ocorrendo, tem investido não só em peças de vestuário para as altas temperaturas, mas também se dedicado em melhorar a estrutura dos desfiles para seus convidados, a exemplo das semanas de moda masculina de Milão e Paris.
Vem entender!
A febre dos chinelos
Nos últimos anos, os chinelos têm se tornado um dos principais itens fashion, sendo inclusive protagonistas na Semana de Moda de Copenhagen em 2025.
De acordo com os insights do Google e Pinterest, as pesquisas sobre o calçado tiveram alta de 128% entre os meses de maio a junho de 2026 comparado com o mesmo período de 2025. Não por menos, a peça consegue unir versatilidade e conforto para as épocas quentes, e após entrar no gosto das fashionistas, a procura por chinelos aumentou consideravelmente.
Alguns dos principais modelos que se tornaram virais nos últimos meses foram as Havaianas, já populares no Brasil, para uso na Europa e nos Estados Unidos, e o modelo Dune Sandal da The Row, que esteve entre os itens mais desejados do índice Lyst.
Junto com esses, sandálias conhecidas como “kitten heels” passaram a inundar produções nos últimos meses, virando uma opção mais arrumada para os looks de verão.
O boom dos tecidos naturais
Junto com os chinelos, a preocupação em relação ao tecido das roupas também voltou. Nas métricas do Google e do Pinterest, a palavra “linho” teve um aumento de 79% nas pesquisas em comparação com os meses de maio e junho de 2025.
Portais de grande visibilidade passaram a publicar matérias sobre o uso de tecidos naturais, como o próprio linho e o algodão, alternativas para essa época de altas temperaturas.
A principal razão para essa procura tem explicação no fato de os tecidos naturais permitirem o transporte de umidade da pele para o ar, absorvendo o suor através do tecido, diferentemente dos sintéticos que costumam reter o calor no interior das peças.
As semanas de moda diante do calor extremo
Além das roupas, as próprias semanas de moda tem se adaptado para lidar com o calor extremo. Maisons como Dior e Rick Owens adiantaram seus desfiles para a manhã durante a Semana de Moda Masculina de Paris, que ocorreu entre os dias 23 a 28 de junho.
Para os desfiles que ocorreram ao ar livre, marcas optaram por locais sombreados, enquanto os fechados investiram em ar-condicionado, como o caso da grife francesa Louis Gabriel Nouchi.
Outro caso durante a Semana de Moda Masculina de Paris foi o da marca do designer belga Dries van Noten, que enviou um e-mail aos convidados na véspera do desfile. O comunicado avisava que devido à onda de calor, o show deveria começar pontualmente às 19h30, e que os convidados deveriam se planejar para chegar com antecedência, como forma de evitar atrasos no trânsito.
O calor extremo no hemisfério norte
O verão de 2026 tem sido um desafio para os países do hemisfério Norte. De acordo com relatórios recentes, as temperaturas têm ultrapassado os 40 ºC na Europa e nos Estados Unidos. Na França, mais de mil pessoas morreram devido à onda de calor intensa. Enquanto que nos Estados Unidos, jogos da Copa do Mundo tiveram que ser adiados devido ao calor extremo no campo.







