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Depois de ver a amiga com síndrome de Down precisar abandonar a carteira e procurar um canto da sala para se movimentar, estudante criou uma cadeira escolar de madeira com molas e quatro pontos de giro que balança em diferentes direções sem tirar a criança da aula e venceu um prêmio de inovação nos EUA

Depois de ver a amiga com síndrome de Down precisar abandonar a carteira e procurar um canto da sala para se movimentar, estudante criou uma cadeira escolar de madeira com molas e quatro pontos de giro que balança em diferentes direções sem tirar a criança da aula e venceu um prêmio de inovação nos EUA

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Depois de ver a amiga com síndrome de Down precisar abandonar a carteira e procurar um canto da sala para se movimentar, estudante criou uma cadeira escolar de madeira com molas e quatro pontos de giro que balança em diferentes direções sem tirar a criança da aula e venceu um prêmio de inovação nos EUA

Escrito por Ana Alice

Publicado em 31/07/2026 às 22:06

Atualizado em 31/07/2026 às 22:07

Curiosidades

Estudante cria cadeira escolar de madeira com molas para permitir movimento, apoiar crianças com necessidades sensoriais e manter a aula. (Imagem: Ilustrativa)

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Uma dificuldade observada dentro da sala de aula levou uma estudante a redesenhar a carteira escolar, criando um assento de madeira capaz de se mover sem afastar a criança das atividades.

Durante boa parte do dia escolar, espera-se que a criança permaneça sentada, voltada para a frente e com o corpo quase imóvel.

Para alguns alunos, porém, balançar as pernas, mudar de posição ou movimentar o tronco não é apenas sinal de inquietação.

O movimento pode fazer parte da forma como eles lidam com os estímulos da sala e tentam manter o corpo confortável durante uma atividade.

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Veja também

Amiga com síndrome de Down inspirou a cadeira

Bria Dues percebeu essa diferença ao observar Avery, uma amiga com síndrome de Down e necessidades sensoriais.

Quando precisava se movimentar, Avery não encontrava espaço para isso na carteira escolar convencional.

A alternativa era abandonar o lugar e procurar um canto da sala, afastando-se da mesa e do restante da atividade.

A cena levou Bria, então estudante de design industrial da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, a desenvolver a Soma Seat, uma cadeira escolar de madeira que permite movimentos controlados para cima, para baixo, para a frente e para trás.

Em vez de pedir que a criança interrompa a aula para caminhar ou se balançar em outro ponto da sala, o equipamento procura incorporar esse movimento ao próprio assento.

Soma Seat venceu prêmio de inovação nos EUA

O projeto recebeu um dos cinco 1819 Innovation Awards entregues durante a mostra universitária DAAPworks de 2026.

A cerimônia ocorreu em 28 de abril, e o resultado foi divulgado pela universidade no início de maio.

A proposta também foi escolhida para a exposição Directors’ Choice Showcase, realizada entre 26 de maio e 26 de julho de 2026 na Reed Gallery da Universidade de Cincinnati.

Até a documentação pública consultada, entretanto, a Soma Seat permanecia apresentada como um projeto acadêmico premiado.

Não foi encontrada confirmação de fabricação comercial, patente registrada, adoção por escolas ou testes amplos com grupos de estudantes.

A estudante responsável pela Soma Seat apresenta a cadeira escolar de madeira e o painel que explica os movimentos sensoriais e o mecanismo instalado sob o assento. Crédito: Mary Dwyer/Universidade de Cincinnati.

Carteiras escolares oferecem pouco movimento

A origem da cadeira está menos ligada à tentativa de criar um móvel diferente e mais à observação de uma barreira cotidiana.

Bria afirmou que os assentos comuns oferecem poucas possibilidades de movimento para crianças com necessidades sensoriais.

“Os assentos são muito estáticos, e essas crianças precisam se retirar para um canto para conseguir algum tipo de movimento. Eu queria enfrentar esse problema”, explicou a estudante, em tradução livre.

Madeira e máquinas CNC deram forma ao protótipo

A Soma Seat foi construída com madeira de bordo duro, conhecida em inglês como hard maple, material usado em móveis por sua resistência.

As peças foram cortadas com máquinas CNC do 1819 Ground Floor Makerspace.

Nesse tipo de equipamento, o computador conduz a ferramenta de corte a partir de um desenho digital, permitindo repetir curvas, encaixes e medidas com maior precisão.

O espaço de fabricação da universidade possui cerca de 1,1 mil metros quadrados e reúne, além das máquinas CNC, impressoras 3D, cortadoras a laser, equipamentos para madeira, metal e soldagem.

Ali, estudantes recebem treinamento para transformar desenhos e modelos digitais em protótipos físicos.

Vista aproximada da Soma Seat mostra a estrutura de madeira, a base apoiada no chão e as molas colocadas entre o assento e os suportes laterais. Crédito: Divulgação/DAAP Galleries — Universidade de Cincinnati.

Como funciona a cadeira escolar com molas

À primeira vista, a Soma Seat lembra uma pequena cadeira escolar de madeira com encosto e base larga.

O mecanismo que permite o movimento fica concentrado sob o assento.

Molas e quatro pontos de articulação fazem com que a parte onde a criança se senta possa subir, descer e balançar para a frente e para trás.

A estrutura inferior permanece apoiada no chão, enquanto o assento responde às mudanças de peso e aos movimentos do usuário.

O objetivo não é transformar a carteira em um brinquedo nem permitir que a criança percorra a sala sobre a cadeira.

A proposta é criar uma quantidade limitada de movimento no mesmo lugar em que o aluno escreve, desenha, lê ou acompanha a explicação do professor.

Com isso, a criança poderia mudar a posição do corpo sem precisar se afastar da atividade.

Movimento foi integrado ao mobiliário escolar

O formato também se distancia de algumas soluções usadas atualmente em salas de aula, como bolas de exercício, almofadas infláveis e elásticos presos aos pés das carteiras.

Esses recursos também procuram oferecer movimento, mas podem exigir adaptações no mobiliário ou não fornecer apoio semelhante ao de uma cadeira tradicional.

Na Soma Seat, Bria reuniu o movimento e o suporte dentro de uma única estrutura de madeira.

A estudante desenvolveu o projeto pensando inicialmente em pessoas com necessidades sensoriais, mas afirmou que gostaria de vê-lo alcançar outros alunos.

“A Soma Seat foi projetada pensando nas pessoas com necessidades sensoriais, mas quero que seu impacto chegue a todos os estudantes”, disse, em tradução livre.

Segundo Bria, considerar primeiro quem encontra mais barreiras pode levar à criação de ambientes que funcionem melhor para um grupo maior de pessoas.

Design inclusivo começa pelas barreiras do usuário

Essa abordagem é conhecida no design como inclusão desde a origem.

Em vez de criar um produto convencional e tentar adaptá-lo posteriormente, o projetista começa observando quem não consegue utilizar bem a solução existente.

No caso da Soma Seat, o ponto de partida não foi imaginar uma cadeira mais chamativa, mas entender por que Avery precisava deixar a carteira para movimentar o corpo.

Isso não significa que todas as pessoas com síndrome de Down tenham as mesmas necessidades de Avery ou que todas se beneficiariam do mesmo assento.

A própria descrição do projeto parte da experiência individual da amiga de Bria.

Qualquer utilização em escolas precisaria considerar idade, tamanho, condições de saúde, preferências da criança e avaliação dos profissionais envolvidos.

Projeto se destacou entre inovações universitárias

O 1819 Innovation Hub escolheu os vencedores do prêmio considerando originalidade, uso inventivo de tecnologia, qualidade da apresentação e possibilidade de aplicação além da universidade.

Bria dividiu o reconhecimento com outros quatro estudantes que apresentaram projetos como um detector de alimentos estragados, brinquedos produzidos em impressão 3D e um distribuidor de adesivos térmicos para cólicas menstruais.

A Soma Seat também recebeu uma seleção separada da Escola de Design para a mostra Directors’ Choice, que reuniu trabalhos considerados relevantes pela qualidade do conhecimento aplicado, da execução e da comunicação visual.

A exposição apresentou a cadeira ao lado de um painel que explicava o problema, os movimentos sensoriais e o mecanismo criado sob o assento.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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