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Diarista fugiu com R$ 18 mil roubados do apartamento de casal em BH

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Diarista fugiu com R$ 18 mil roubados do apartamento de casal em BH

Belo Horizonte — Suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30, passou cerca de dois dias circulando após o crime, entre Belo Horizonte e Itabira, com cerca de R$ 18 mil levados da casa das vítimas.

Segundo as investigações, nesse período ela se hospedou em um hotel na Savassi, na região Centro-Sul, fez refeições em restaurantes, pagou corridas de aplicativo, realizou compras e ainda vendeu joias roubadas da residência do casal no Centro da capital.

De acordo com o delegado Gustavo Barletta, um dos responsáveis pela investigação, Paola afirmou que após dopar e matar o casal à facadas, deixou o prédio no bairro São Pedro, em BH, e embarcou em um carro conduzido por um homem que, segundo ela, era apenas um motorista contratado informalmente.

Ainda conforme a polícia, a suspeita passou a noite de terça-feira (1º/7) em um hotel na região da Savassi, também na região Centro-Sul. No dia seguinte, seguiu para Itabira (região Central de Minas), onde foi localizada e presa na madrugada desta quinta-feira (2/7).

“Na terça-feira, ela dorme em BH, em um hotel na Savassi. Na quarta-feira, decide ir até a cidade de Itabira para, quem sabe, continuar até o Espírito Santo. Mas, ao mesmo tempo, ela alegou que, diante da tamanha repercussão e do arrependimento, hoje iria se apresentar à nossa unidade. Não deu tempo. Nós conseguimos capturá-la antes”, disse o delegado.

Dinheiro em espécie e jóias

Segundo Barletta, a investigada contou que retirou aproximadamente R$ 18 mil em espécie da residência das vítimas. Parte do dinheiro, porém, já havia sido gasta quando ela foi localizada.

“Esse dinheiro girava em torno de R$ 18 mil em espécie. Ela afirmou que retirou mais ou menos esse valor da casa do casal. Mas já gastou bastante. Vinha tendo um gasto muito alto, comprando diversas coisas, almoçando em restaurante, pagando hotéis e Ubers, para cima e para baixo”, afirmou.

Segundo o relato de Paola à polícia, parte do dinheiro foi levada da residência do casal, e uma quantia menor corresponde ao lucro obtido com a venda de relógios, joias e brincos, que também foram roubados.

O que se sabe do crime

O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava na tarde de terça-feira (1º/7).

Segundo a Polícia Civil, a diarista Paola esteve na residência pela primeira vez no dia do crime, após ser indicada por um parente das vítimas para trabalhar no local.

Ela foi presa na madrugada desta quinta-feira (2/7), em um hotel de Itabira, sendo a principal suspeita do assassinato. A linha de investigação mais forte é de latrocínio (roubo seguido de morte).

De acordo com os investigadores, a suspeita ficou cerca de oito horas no apartamento e deixou o prédio usando roupas diferentes das que vestia ao entrar, carregando sacolas e uma bolsa da vítima. A polícia acredita que as facas utilizadas no crime pertenciam ao próprio imóvel e apura se houve participação de outra pessoa na fuga e na ocultação de provas.

Durante depoimento, Paola confessou o crime e afirmou ter dopado o casal com comprimidos de um medicamento de uso controlado antes dos assassinatos. Ela alega ter sofrido um “surto”.

O outro lado

A defesa de Paola, por meio de Bruno Correa Lemos, advogado criminalista, afirmou que manifesta “profundo pesar e solidariedade aos familiares das vítimas” e que apresentará suas razões “no momento processual oportuno”, com base nas provas produzidas.

O advogado também destacou que eventual responsabilização deve decorrer da instrução processual, “e não de julgamentos antecipados”.

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