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Dívida de quase R$ 12 bilhões derrubou gigante dos eletrônicos, fechou 567 lojas e deixou 34 mil trabalhadores sem emprego após seis décadas
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 27/07/2026 às 19:43
Economia
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Rede fundada em 1949 entrou em recuperação judicial, acumulava US$ 2,32 bilhões em dívidas e liquidou as unidades restantes após não conseguir financiamento nem comprador capaz de manter a operação e preservar 34 mil postos
A Circuit City encerrou as 567 lojas que ainda mantinha nos Estados Unidos e deixou cerca de 34 mil trabalhadores sem emprego em 2009. A liquidação ocorreu após a tradicional rede de eletrônicos fracassar na tentativa de conseguir financiamento ou encontrar um comprador capaz de manter suas operações.
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Circuit City não encontrou recursos para continuar funcionando
Fundada em 1949 como Wards Company, a Circuit City se transformou em uma das maiores redes varejistas de eletrônicos dos Estados Unidos.
Suas lojas comercializavam televisores, computadores, aparelhos de som, eletrodomésticos e diferentes serviços.
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A trajetória de quase 60 anos terminou após uma rápida deterioração financeira. Em 10 de novembro de 2008, a companhia pediu proteção judicial pelo Chapter 11, mecanismo utilizado por empresas que tentam reorganizar suas dívidas e preservar as atividades.
O plano inicial era reduzir custos, negociar obrigações e continuar operando. No entanto, a Circuit City enfrentava falta de dinheiro disponível, queda nas vendas e condições mais rígidas impostas pelos fornecedores durante o processo de recuperação.
Antes do pedido judicial, a rede já havia anunciado o fechamento de 155 lojas e cortes no quadro de funcionários.
A medida pretendia preservar recursos, mas diminuiu a presença nacional da empresa em meio à retração do consumo e à forte concorrência.
Liquidação atingiu todas as 567 lojas restantes
Em janeiro de 2009, a Circuit City informou que liquidaria as 567 unidades ainda abertas. Investidores e possíveis compradores não apresentaram, dentro do prazo judicial, uma proposta que garantisse a continuidade da operação.
Sem financiamento ou comprador viável, a Justiça autorizou a venda dos estoques e dos demais ativos. Empresas especializadas assumiram a comercialização de produtos, equipamentos, móveis e outros bens mantidos nas lojas.
A liquidação marcou o encerramento completo da rede física remanescente. As últimas unidades deixaram de atender o público em 8 de março de 2009, quatro meses depois do pedido de proteção pelo Chapter 11.
Uma audiência do Congresso dos Estados Unidos analisou a quebra e apontou uma combinação de fatores.
Entre eles estavam a crise financeira, decisões internas, redução das vendas e dificuldade para obter crédito durante a tentativa de reestruturação.
Dívidas somavam US$ 2,32 bilhões
Os documentos do processo indicavam que a Circuit City possuía aproximadamente US$ 2,32 bilhões em dívidas e US$ 3,4 bilhões em ativos quando entrou em crise.
Embora os ativos superassem as dívidas registradas, isso não significava que a companhia tivesse dinheiro disponível para manter as atividades.
A rede precisava pagar salários, fornecedores, aluguéis, estoques e outras despesas necessárias ao funcionamento cotidiano.
A falta de liquidez tornou-se ainda mais grave quando fornecedores reduziram prazos de pagamento ou passaram a exigir garantias maiores.
Essa perda de confiança dificultou a reposição de mercadorias e limitou as possibilidades de recuperação.
Fechamento eliminou cerca de 34 mil postos de trabalho
A desmontagem da Circuit City atingiu aproximadamente 34 mil trabalhadores ligados às lojas, aos centros de distribuição e aos escritórios administrativos.
A empresa ainda mantinha uma estrutura nacional formada por vendedores, caixas, técnicos, gestores, equipes de logística e profissionais administrativos. Como a liquidação não preservou uma operação física menor, esses postos foram eliminados.
A marca Circuit City e outros ativos foram vendidos posteriormente e passaram a ser utilizados em operações diferentes.
Essas atividades não representavam a continuidade da antiga rede que manteve centenas de lojas e dezenas de milhares de empregados nos Estados Unidos.
Esta matéria foi elaborada com base em informações dos documentos do processo de recuperação e falência da Circuit City e de audiência oficial do Congresso dos Estados Unidos, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://oantagonista.com.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

