O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Ricardo Araújo, e o coordenador de engenharia do DNIT no Acre, João Nicácio, falaram nesta quinta-feira, 24, com a imprensa sobre a BR-364 e a ponte sobre o rio Juruá, em Rodrigues Alves, que poderá ser a maior do Acre.
Ricardo afirma que as intervenções realizadas na BR-364 já melhoraram as condições da rodovia e reduziram o tempo de viagem entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul. “As carretas, que chegavam a levar até 27 ou 28 horas no trajeto, agora conseguem fazer o percurso em aproximadamente 18 a 19 horas. O tempo de viagem dos ônibus também caiu de 18 ou 19 horas para cerca de 16 horas. Para veículos menores, como carros e caminhonetes, o percurso já é feito em aproximadamente oito horas e meia. A meta é reduzir esse tempo para cerca de sete horas. Desde a vinda do ministro aqui a Rio Branco, a condição da estrada tem melhorado. A BR hoje é o que foi solicitado: diminuir o tempo de viagem”, pontuou.
De acordo com o superintendente, ainda existem dois trechos considerados críticos que precisam receber atenção especial. Um deles fica na chegada ao Gregório e o outro está entre os quilômetros 420 e 430, onde há um trecho de aproximadamente 16 quilômetros em condições ruins. Segundo ele, os motoristas chegam a perder quase uma hora para percorrer esse segmento.
O DNIT prevê intensificar os serviços de recuperação, incluindo tapa-buracos, recapeamento e outras melhorias. A expectativa é que, até meados de agosto, grande parte dos serviços esteja praticamente concluída. A continuidade das chuvas, no entanto, tem dificultado o andamento das obras. Com a redução do período chuvoso, a previsão é de que os trabalhos sejam acelerados.
Além da recuperação emergencial da rodovia, o DNIT também trabalha na reconstrução de trechos da BR-364. Segundo Ricardo Araújo, o processo de licitação está avançado. A previsão é que, em meados de agosto, seja aberto o primeiro lote, no trecho entre Sena Madureira e cerca de 20 quilômetros após Manoel Urbano. Outro trecho, entre Macapá e Feijó, também deverá ser licitado ainda este ano.
Estudos para construção de ponte em Rodrigues Alves
Sobre a ponte de Rodrigues Alves, sobre o rio Juruá, segundo João Nicácio, a empresa contratada pelo DNIT já iniciou os trabalhos de campo, com levantamento topográfico e ensaios técnicos para avaliar as características do local. A previsão é que os estudos sejam concluídos em até oito meses. Segundo o coordenador, os técnicos estão levando em consideração fatores como a mudança no curso do rio, terras caídas, balseiros e a ocorrência de sismos na região do Juruá.
O formato da futura ponte ainda não foi definido. Entre as possibilidades estudadas estão modelos de balanço sucessivo e ponte estaiada. A escolha dependerá dos estudos técnicos, das características do terreno, da quantidade de pilares necessária e dos custos envolvidos.
João Nicácio explicou que o processo não termina com a entrega de um único projeto. Primeiro, serão analisados os estudos, que servirão de base para a elaboração do projeto básico e, posteriormente, do projeto executivo. O material também deverá passar pela análise do setor responsável em Brasília, enquanto as equipes do DNIT no Acre continuarão acompanhando os trabalhos em campo.
“Os primeiros estudos mostram que essa pode ser a maior ponte do Acre. Ainda não foi decidido o formato dela, mas está sendo discutido se vai ser balanço sucessivo ou se vai ser estaiada. Temos que estudar o local e ver qual é a melhor forma de construí-la, inclusive a quantidade de pilares. Vai ser discutida também a questão econômica; qualquer modelo de ponte vai impactar nos custos e a gente quer viabilizá-la. Primeiro, têm os estudos que eles vão entregar, nós vamos analisar; depois dos estudos virá o projeto básico, depois do projeto básico, o projeto executivo. Então, não é só um projeto, é uma cadeia de projetos que serão analisados, e todo esse passo a gente passará também para Brasília, que é o nosso setor que analisa projetos, e com nossa equipe em campo, justamente fazendo esse suporte na região”, concluiu.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

