O dólar comercial abriu esta terça-feira (7/7) operando em alta moderada no mercado à vista, em relação ao fechamento dessa segunda-feira (6/7). O movimento reflete o clima de forte cautela que tomou conta dos investidores globais logo nas primeiras horas do dia, reagindo a novos focos de instabilidade no cenário internacional que mexeram com o humor das principais bolsas.
A aversão ao risco ganhou tração após ataques perpetrados pelo Irã contra navios que atravessavam o Estreito de Ormuz na noite dessa segunda-feira (7/7). O episódio gerou imediata desconfiança sobre a sustentabilidade do acordo de paz costurado entre o país e os Estados Unidos, provocando uma corrida global em direção a ativos considerados mais seguros.
No Brasil, a pressão compradora se refletiu logo cedo nas mesas de câmbio:
- Por volta das 9h15, o dólar comercial registrava alta de 0,19%, sendo negociado a R$ 5,1416 no mercado à vista.
- No mesmo ritmo, o dólar futuro para agosto avançava 0,32%, batendo no patamar de R$ 5,1740.
O clima de apreensão também ecoou sobre outras moedas fortes no Brasil, embora com uma intensidade um pouco menor. No mesmo horário, o euro comercial acompanhava o fôlego positivo e registrava leve alta de 0,11%, cotado a R$ 5,8783, consolidando a postura conservadora dos operadores.
Tensões geopolíticas
Diante do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, os agentes financeiros deixaram o otimismo de lado e voltaram os olhos para a segurança da moeda americana. Esse movimento defensivo acabou se sobrepondo ao mercado de matérias-primas e ditou o ritmo das negociações cambiais no início do dia.
Nem mesmo a forte valorização nos preços do petróleo nesta manhã foi capaz de segurar a moeda norte-americana. Tradicionalmente, o avanço da commodity energética dá fôlego para moedas de economias emergentes ligadas ao setor, mas o temor de uma escalada militar falou mais alto e impulsionou o dólar.

