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Duas bicicletas elétricas são desmontadas, quatro motores de 1.000 W vão para um chassi tubular e viram carro solar de dois lugares com tração integral e velocidade próxima de 48 km/h
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 29/07/2026 às 15:59
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Carro solar artesanal nasce de duas bicicletas elétricas desmontadas, recebe quatro motores de 1.000 W, tração integral, três painéis solares e bateria de 48 V, leva duas pessoas, chega perto de 48 km/h e expõe a diferença entre os 4 kW disponíveis nas rodas e os 300 W fornecidos pelo teto, um contraste essencial para compreender autonomia, recarga e segurança.
Em abril de 2026, Simon Sörensen, criador de vídeos, apresentou um carro solar artesanal de dois lugares construído com os conjuntos motrizes de duas bicicletas elétricas. Cada roda recebeu um motor de 1.000 W, formando um veículo com quatro motores e tração selecionável.
A informação foi publicada por Popular Science, publicação jornalística dedicada à ciência, tecnologia e inovação. O projeto reúne chassi tubular, direção baseada na geometria Ackermann, bateria de 48 V e três painéis solares leves instalados na parte superior.
O veículo alcançou velocidade próxima de 48 km/h nos testes do criador. Porém, o ponto técnico mais importante está na diferença entre os 4 kW dos motores e os 300 W dos painéis solares, pois a geração do teto não sustenta a potência máxima continuamente.
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Duas bicicletas elétricas forneceram os componentes para o carro solar
Sörensen desmontou duas bicicletas elétricas e retirou os conjuntos responsáveis por gerar e controlar o movimento. Em termos simples, ele reaproveitou motores, bateria e peças de comando para criar uma configuração com quatro rodas.
Assista o vídeo
Os componentes foram instalados em um chassi tubular de aço. Essa estrutura funciona como a base do carro e precisa manter motores, bateria, painéis, direção e ocupantes alinhados durante o deslocamento.
A montagem exigiu que o criador aprendesse a soldar. Cada roda recebeu um motor de cubo de 1.000 W, instalado no centro da própria roda. A solução reduz a necessidade de peças convencionais para levar a força do motor até o chão.
Quatro motores permitem escolher entre três formas de tração
A presença de quatro motores elétricos permite selecionar quais rodas recebem força. O veículo pode funcionar com as rodas da frente, com as rodas de trás ou com todas as rodas ao mesmo tempo.
Na tração dianteira, as rodas da frente movimentam o carro. Na tração traseira, essa função passa para as rodas de trás. A tração integral aciona os quatro motores e distribui o movimento pelas quatro rodas.
A direção utiliza a geometria Ackermann. Durante uma curva, a roda dianteira que fica no lado interno vira mais do que a roda do lado externo. Isso ajuda o veículo a contornar curvas sem arrastar os pneus de maneira desnecessária.
Velocidade próxima de 48 km/h e alcance de 32 quilômetros vieram do criador
O carro atingiu velocidade próxima de 48 km/h durante os testes apresentados por Sörensen. O número mostra o resultado alcançado pelo protótipo, mas não representa uma medição certificada por laboratório ou autoridade independente.
Em boas condições, o veículo percorreu aproximadamente 32 quilômetros antes de precisar recorrer à energia acumulada. A distância pode mudar quando variam a velocidade, a massa transportada, a presença de luz solar e o tempo de funcionamento.
A velocidade e o alcance são resultados do próprio criador. Por isso, esses números descrevem o desempenho observado no projeto e não funcionam como garantia de autonomia ou certificação independente.
Chassi tubular, velocidade e dois ocupantes aumentam a exigência de segurança
O chassi tubular sustenta os componentes e os dois ocupantes. A qualidade das soldas, o alinhamento das rodas e a distribuição da massa influenciam o comportamento da estrutura durante curvas, acelerações e frenagens.
Em um veículo que se aproxima de 48 km/h, direção, freios, rodas e uniões soldadas precisam funcionar de maneira segura. Um teste isolado não substitui avaliações de resistência e frenagem feitas em condições controladas.
Também existe a questão da homologação. Esse procedimento verifica se um veículo atende às regras necessárias para circular em vias públicas. Um carro funcionar durante testes não significa que esteja autorizado para rodar nas ruas.
A homologação do projeto permanece sem confirmação. Assim, o carro solar deve ser tratado como um protótipo artesanal. A circulação depende das regras do local e de uma avaliação formal das condições de segurança.
Simon Sörensen transformou componentes de duas bicicletas elétricas em um carro solar com quatro motores e dois lugares. O projeto combina tração integral, painéis solares e bateria, mas também mostra que 300 W de geração no teto não equivalem aos 4 kW disponíveis nas rodas.
A velocidade próxima de 48 km/h e o alcance aproximado de 32 quilômetros permanecem ligados aos testes do criador. Potência, massa, bateria, luz solar, estrutura e homologação determinam até onde essa solução pode avançar além de uma experiência artesanal.
Até onde um carro solar artesanal pode substituir veículos comuns sem abrir mão da segurança? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a publicação.
Fonte
Popular Science
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

