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Efeito do tarifaço: exportações dos EUA caem 13% no 1° semestre

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Efeito do tarifaço: exportações dos EUA caem 13% no 1° semestre

O comércio entre Brasil e Estados Unidos (EUA) perdeu força no primeiro semestre de 2026 em meio ao tarifaço imposto pelo governo norte-americano e a chance de novas tarifas.

Dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que a corrente de comércio entre os dois países movimentou US$ 36,4 bilhões entre janeiro e junho, resultado 12,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Com relação às exportações, a queda foi de 13%.

O desempenho reflete a desaceleração tanto das exportações brasileiras quanto das importações provenientes dos Estados Unidos. No acumulado do semestre, as vendas do Brasil ao mercado norte-americano totalizaram US$ 17,4 bilhões, enquanto as compras de produtos dos EUA somaram US$ 19 bilhões.

Com isso, o Brasil encerrou os seis primeiros meses do ano com déficit de US$ 1,5 bilhão na balança comercial bilateral. No período, os Estados Unidos responderam por 9,43% das exportações brasileiras e por 13,3% das importações realizadas pelo país, mantendo-se como um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

A retração ocorre em um cenário de maior tensão nas relações comerciais entre os dois países, após a adoção de novas barreiras tarifárias pelos Estados Unidos. As medidas elevaram o custo de entrada de diversos produtos estrangeiros no mercado norte-americano, afetando o fluxo de comércio e aumentando a incerteza para empresas exportadoras.

Apesar da queda observada no primeiro semestre, os EUA seguem entre os principais destinos das exportações brasileiras, ao lado da China e da Argentina.

O mercado norte-americano é um importante comprador de produtos manufaturados brasileiros, além de absorver parte relevante das exportações de bens industrializados, que costumam ter maior valor agregado.

Os números do Comex Stat também mostram que a desaceleração não ficou restrita às exportações. As importações brasileiras de produtos norte-americanos também perderam ritmo no período, refletindo um ambiente de menor dinamismo nas trocas comerciais entre as duas economias.

O resultado do primeiro semestre reforça a mudança de trajetória observada ao longo de 2026. Após anos de crescimento das relações comerciais, o intercâmbio entre os países passou a registrar perdas em meio ao aumento das barreiras comerciais e ao ambiente de maior incerteza para o comércio internacional, mesmo com a revisão de parte das tarifas no ano passado.

Veja os principais produtos exportados: 

Novas tarifas

No começo do ano, os Estados Unidos ameaçaram aplicar uma taxa de 25% contra exportações brasileiras após investigação da Escritório do Representante de Comércio (USTR) sobre práticas comerciais brasileiras que poderiam impactar os EUA.

Além disso, o governo americano sugeriu a aplicação de uma nova tarifa relaciona a relatos de trabalho escravo no Brasil, a taxação proposta é de 12,5%, que seria somada a taxa anunciada anteriormente, totalizando tarifas de 37,5% para alguns produtos.


Entenda como está a relação entre os países


Cronologia do tarifaço

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