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Ela comprou de Mark Wahlberg uma mansão de 63 milhões de dólares com 12 quartos e 20 banheiros, tinha patrimônio suficiente para quitar o valor inteiro na hora e mesmo assim escolheu fazer uma hipoteca de quase 44 milhões

Ela comprou de Mark Wahlberg uma mansão de 63 milhões de dólares com 12 quartos e 20 banheiros, tinha patrimônio suficiente para quitar o valor inteiro na hora e mesmo assim escolheu fazer uma hipoteca de quase 44 milhões

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Ela comprou de Mark Wahlberg uma mansão de 63 milhões de dólares com 12 quartos e 20 banheiros, tinha patrimônio suficiente para quitar o valor inteiro na hora e mesmo assim escolheu fazer uma hipoteca de quase 44 milhões

Escrito por Jefferson Augusto

Publicado em 31/07/2026 às 18:42

Curiosidades

Imagem ilustrativa. O imóvel negociado tem 12 quartos e 20 banheiros e foi vendido por 63 milhões de dólares, segundo a Fortune.

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A operação envolveu financiamento de US$ 43,75 milhões junto a um grande banco americano, com juros de 5,25% ao ano, e repete uma lógica que aparece em compras de outros bilionários.

A casa fica em Beverly Hills, na Califórnia, tem 12 quartos e 20 banheiros e pertencia ao ator Mark Wahlberg. Foi vendida por 63 milhões de dólares.

A compradora foi Paris Hilton, que fechou o negócio em 2025, segundo a revista Fortune. O patrimônio dela é estimado pela publicação entre 300 e 400 milhões de dólares.

Ou seja, ela tinha como pagar à vista. Não pagou. Depois de concluída a compra, tomou uma hipoteca de 43,75 milhões de dólares junto ao JPMorgan Chase, a juros de 5,25% ao ano, ainda conforme a Fortune.

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A hipoteca veio depois da compra, e isso importa

O detalhe da sequência muda a leitura do negócio. A publicação registra que o financiamento foi tomado após a conclusão da compra, e não como condição para fechá-la.

Quem compra financiando depende do banco para ter o imóvel. Quem compra à vista e financia depois está fazendo outra coisa: usando o imóvel já quitado como garantia para levantar caixa.

É uma operação de tesouraria pessoal, não de necessidade.

O nome disso é custo de oportunidade

A lógica por trás é simples de enunciar. Se o dinheiro aplicado rende mais do que a taxa cobrada no empréstimo, deixar o valor investido e pagar juros sai mais barato que imobilizar o capital em tijolo.

Com juros de 5,25% ao ano, qualquer aplicação que renda acima disso já torna a conta favorável, e a diferença entre as duas taxas vira ganho.

Foi o que explicou à Fortune o corretor Miltiadis Kastanis, da Compass, ao afirmar que pessoas de patrimônio muito alto pensam de forma diferente sobre liquidez e alavancagem, e preferem manter o dinheiro trabalhando para elas.

A prática é comum entre os muito ricos

O caso não é isolado. Evan Harlow, da Maui Elite Property, disse à publicação que é bastante comum que os megarricos façam hipoteca mesmo quando poderiam simplesmente emitir um cheque.

A reportagem cita ainda que nomes como Beyoncé, Jay-Z, Elon Musk e Mark Zuckerberg já financiaram imóveis em situações semelhantes.

O padrão sugere que, nesse patamar, a hipoteca deixa de ser sinal de falta de dinheiro e passa a ser instrumento dentro de uma estratégia patrimonial mais ampla.

Vale registrar que a leitura pública costuma seguir na direção oposta. Quando aparece a informação de que alguém muito rico financiou um imóvel, a interpretação imediata tende a ser a de dificuldade financeira, quando na prática costuma indicar o contrário.

Imagem ilustrativa. A hipoteca de US$ 43,75 milhões foi tomada depois de concluída a compra, e não como condição para fechá-la, segundo a Fortune.

Imóvel de luxo é ativo pouco líquido

Existe outra razão prática, ligada à natureza do bem. Uma mansão de dezenas de milhões não se vende rápido, porque o número de compradores possíveis é minúsculo.

Colocar todo o valor numa casa significa transformar caixa disponível em algo que pode levar meses ou anos para virar dinheiro de novo, e ainda com desconto se a venda for urgente.

Imóveis nessa faixa costumam ficar longos períodos anunciados justamente por isso. O universo de pessoas capazes de assinar um cheque de dezenas de milhões é pequeno, e basta que nenhuma delas queira aquele endereço específico para o ativo travar.

A hipoteca resolve isso mantendo boa parte do capital fora do imóvel e pronto para uso.

Há ainda o efeito de diversificação. Concentrar dezenas de milhões num único endereço expõe o patrimônio ao que acontecer com aquele bairro, aquela cidade e aquele mercado específico, sem nenhuma proteção.

Financiando parte do valor, o comprador mantém dinheiro distribuído em outras aplicações e reduz a dependência de um só ativo.

Juro fixo e longo prazo mudam a conta

Um detalhe do contrato costuma ser decisivo nesse tipo de decisão. Financiamentos imobiliários nos Estados Unidos são normalmente contratados com taxa fixa por prazos longos.

Isso significa que a taxa informada pela Fortune, de 5,25% ao ano, tende a permanecer a mesma por muitos anos, enquanto a inflação corrói o valor real das parcelas ao longo do tempo.

Quem toma crédito longo a juro fixo aposta, na prática, que o dinheiro de amanhã valerá menos que o de hoje, e que a parcela ficará proporcionalmente mais leve.

A conta é diferente da de quem financia um apartamento

Vale marcar a diferença, porque a comparação com o consumidor comum não se sustenta. Quem financia a casa própria toma crédito porque não tem o valor integral, e a prestação sai da renda do trabalho.

No caso descrito pela Fortune, o financiamento é opcional e a decisão é sobre onde alocar dinheiro que já existe. São operações com o mesmo nome e finalidades opostas.

A condição oferecida também é outra. Quem tem patrimônio muito alto negocia taxa, prazo e garantias em termos que não estão disponíveis no crédito de varejo, porque o banco enxerga risco baixíssimo de inadimplência.

Isso cria uma assimetria conhecida do mercado financeiro: o crédito costuma sair mais barato justamente para quem menos precisa dele, e mais caro para quem depende do financiamento para comprar.

Mansão como reserva de valor é tese antiga

O uso de imóveis de altíssimo padrão como reserva patrimonial aparece com frequência em compras de grandes fortunas. Este portal já noticiou a compra por Mark Zuckerberg de uma mansão em ilha apelidada de bunker dos bilionários, que bateu recorde imobiliário na região.

No topo absoluto da lista está a residência do empresário indiano Mukesh Ambani, apresentada como a mansão mais cara do mundo, com 27 andares, três helipontos e garagem para 168 carros, conforme já publicado aqui.

No Brasil, o caso mais conhecido nessa faixa é o do cantor Roberto Carlos, com mansão no Rio e participação em prédio avaliado em R$ 200 milhões, também já noticiado por este portal.

Nem todo bilionário joga esse jogo

Há também o comportamento oposto, de quem acumula patrimônio sem ostentação. Reportagem já publicada aqui descreve o brasileiro mais rico do mundo, que vive em Singapura de forma discreta.

No caso de Beverly Hills, os números registrados são estes: imóvel de 63 milhões de dólares, hipoteca de 43,75 milhões e juros de 5,25% ao ano, conforme apuração da revista Fortune.

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Fonte

Fortune


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Jefferson Augusto.

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