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Em carta, católicos do PT criticam uso de igrejas como palanque

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Em carta, católicos do PT criticam uso de igrejas como palanque

A ala católica do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma carta, nessa quarta-feira (1º/7), na qual manifesta apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defende o estado laico e faz críticas a líderes religiosos que usam a igreja como palanque eleitoral.

O documento foi divulgado após o 1º Encontro Nacional de Católicas e Católicos do PT, que reuniu lideranças partidárias. A nota começa com um versículo bíblico que diz: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância.”

A carta ressalta que o catolicismo brasileiro é “plural e profundamente presente na sociedade, expressando-se em comunidades, pastorais, movimentos, redes de solidariedade e iniciativas de formação e compromisso social”.

“Por isso, afirmamos a organização das católicas e dos católicos no campo democrático e popular. Queremos fortalecer o laicato, formar consciência crítica, ampliar redes de engajamento e valorizar o protagonismo das mulheres, das juventudes e da classe trabalhadora”, diz o documento.

As lideranças religiosas do partido também defenderam o estado laico, a liberdade religiosa, além de rejeitarem qualquer forma de intolerância, discriminação e racismo religioso. A carta não entra nas chamadas pautas de costume, como o aborto, que costuma ser alvo de polêmica no campo da esquerda.

Ainda no documento, petistas criticam “parlamentares que transformam igrejas em palanques e que traem o mandato recebido do povo ao se colocarem contra direitos sociais, trabalhistas e democráticos”.

Por fim, o grupo manifesta apoio a uma candidatura com “projeto comprometido com a igualdade, a dignidade e o cuidado com a Casa Comum”, citando temas como a reforma agrária, a igualdade racial, proteção às mulheres, entre outros temas.

Em junho, o PT fez um evento semelhante com o segmento evangélico e publicou um documento após o encontro, no qual critica o uso da fé “para fins políticos e econômicos”.

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