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Empresários do agro paulista doam R$ 1 milhão para partido de Tarcísio

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Empresários do agro paulista doam R$ 1 milhão para partido de Tarcísio

Empresários do agro se mobilizaram, ainda no período pré-eleitoral, para fazer doações ao partido do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato favorito deste setor. Treze nomes do ramo agropecuário e outras áreas doaram quase R$ 1 milhão, em junho, à agremiação.

Durante sua gestão, o governador fez diversos acenos ao agro com a entrega de terras devolutas com desconto a fazendeiros, e anunciou diversos pacotes de benefícios. As doações ocorreram, por exemplo, pouco antes de Tarcísio anunciar mais um conjunto de medidas para ajudar o setor durante a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), em Presidente Prudente.

Como as convenções partidárias só começam em 20 de julho, etapa que antecede o registro de candidaturas e a liberação para arrecadar doações eleitorais, os apoiadores do governador e de seu grupo político ainda não podem fazer contribuições. O movimento de envio ao partido acaba adiantando fundos ao grupo do governador enquanto isso.

Na lista de doadores, a maior contribuição ao Republicanos veio de Luiz Zillo Neto, que consta como conselheiro de administração da Usina Quatá, do setor sucroalcooleiro –ele fez uma doação de R$ 350 mil.

Logo atrás, Carlos Dinucci, empresário do agro e também presidente da Lupo, doou R$ 100 mil. Outro empresário do setor sucroalcooleiro, Antonio Eduardo Tonielo Filho, da Viralcool, com mais R$ 100 mil.

Um dos empresários que também fizeram doações ao partido do governador é João Luiz Quagliato Neto, que enviou R$ 30 mil ao Republicanos. Ele é empresário do setor que já foi alvo de ação por trabalho escravo, em uma fazenda no Pará. Em março de 2000, 85 trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão na propriedade em Sapucaia (PA). O processo resultou em condenação do empresário a sete anos de prisão em 2023.

Acenos

O agronegócio representa quase 20% do PIB do estado. O governo anunciou, na semana passada, que entregou mais de 6 mil títulos de regularização fundiária.

Dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista apontam que mais de 50% dos lotes de assentamentos do estado já foram regularizados. No Pontal do Paranapanema, local com forte disputa entre fazendeiros e militantes do Movimento Sem-Terra (MST), chegou a 75% o percentual dos lotes documentados.

Um dos projetos de Tarcísio voltados ao agro é o Programa Estadual de Regularização de Terras, que distribui terras públicas de São Paulo a fazendeiros com descontos de até 90%. O projeto é questionado pelo PT em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento foi adiado até agosto após pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes.

Na Feicorte, Tarcísio assinou um convênio de R$ 4,4 milhões para combate a incêndios. O investimento foi revertido em kits com tratores, tanques-pipa, roçadeiras hidráulicas, entre outros equipamentos.

Adversário de Tarcísio, Fernando Haddad (PT) também busca se aproximar do setor. A principal aposta do petista é surfar no apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que tinha boa interlocução com o grupo quando foi governador de São Paulo.

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