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Encalhado a cerca de 400 metros da costa, Skandi Amazonas é declarado perda total e rende US$ 115 milhões em seguro
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 24/07/2026 às 11:51
Transporte Marítimo
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Após avaliar os danos no casco do Skandi Amazonas, a DOF considerou sua reconstrução economicamente inviável, acionou o seguro milionário e manteve o processo de retirada da embarcação encalhada nas proximidades da Praia Campista, em Macaé.
O Skandi Amazonas, navio de apoio offshore encalhado desde 15 de maio nas proximidades da Praia Campista, em Macaé, foi declarado como perda total construtiva pela DOF. A decisão resultará no pagamento de US$ 115 milhões pelo seguro da embarcação.
A informação foi divulgada pela companhia em 23 de julho de 2026, após uma avaliação dos danos provocados no casco. Apesar da classificação, o navio não deverá permanecer abandonado no local, pois o processo de desencalhe já havia sido iniciado.
Custo de reconstrução superou o valor segurado
Segundo o comunicado oficial da DOF, a avaliação concluiu que o custo potencial de reconstrução do Skandi Amazonas supera o valor pelo qual o navio estava segurado na apólice de casco e máquinas.
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Por esse motivo, a companhia declarou a embarcação como perda total construtiva. A classificação é utilizada quando a recuperação é considerada economicamente inviável, mesmo que o navio ainda exista fisicamente e possa ser removido.
A DOF informou que a declaração resultará em uma indenização de US$ 115 milhões, correspondente à cobertura de casco e máquinas. O comunicado não detalhou quando o valor será integralmente pago pela seguradora.
Acidente provocou danos no casco e entrada de água
O acidente ocorreu em 15 de maio de 2026, quando o Skandi Amazonas se aproximava da área de fundeio do Porto de Macaé. A embarcação sofreu danos no casco, permitindo a entrada de água.
De acordo com informações da Marinha reproduzidas pelo Offshore Support Journal, o comandante direcionou posteriormente a embarcação para um encalhe controlado, aproximadamente 400 metros distante da costa.
O navio transportava 29 pessoas. Doze foram retiradas com o auxílio de embarcações próximas, enquanto 17 permaneceram a bordo durante as primeiras avaliações. Na ocasião, não foram registrados feridos, desaparecidos ou sinais de poluição.
O Skandi Amazonas é uma embarcação do tipo AHTS, utilizada no manuseio de âncoras, reboque e apoio a instalações offshore. O navio operava para a Petrobras quando aconteceu o acidente.
Processo de desencalhe continuará
A declaração de perda total não significa que o Skandi Amazonas será deixado na região. Em 13 de julho, a Brasil Energia informou que a DOF havia iniciado o processo de desencalhe.
As intervenções incluíram a instalação de âncoras na faixa de areia durante a madrugada. Esses equipamentos fazem parte da estrutura preparada para as operações relacionadas à retirada da embarcação.
Ainda não foi divulgado se o navio será reflutuado e rebocado inteiro, desmontado posteriormente ou destinado à sucata. O destino definitivo dependerá das condições estruturais e do planejamento da operação de salvamento.
DOF vende quatro navios e compra dois novos
No mesmo comunicado, a DOF confirmou a venda dos navios Skandi Mongstad, Skandi Flora, Skandi Feistein e Skandi Kvitsøy. A entrega ao comprador está prevista para o terceiro trimestre de 2026.
Os quatro navios continuarão cumprindo seus contratos atuais. A DOF manterá a responsabilidade pela gestão das embarcações e uma participação minoritária na empresa compradora. Depois do pagamento das dívidas relacionadas, a operação deverá gerar aproximadamente US$ 50 milhões líquidos.
A companhia também fechou a compra de dois navios de apoio à construção submarina que estão sendo construídos pela PaxOcean, na China. As unidades terão 123 metros de comprimento, guindastes submarinos de 250 toneladas e dois robôs submarinos de classe de trabalho cada uma.
Segundo a Offshore Energy, as entregas estão previstas para o quarto trimestre de 2027 e o primeiro trimestre de 2028. O local de operação dos novos navios será definido mais próximo dessas datas.
Fontes
https://www.rivieramm.com
https://brasilenergia.com
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

