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Esbanjando motor 1.8 FlexOne i-VTEC de 140 cv, torque de 17,4 kgfm, câmbio CVT, tração 4×2 e porta-malas de 431 litros, este SUV Honda HR-V 2015

Esbanjando motor 1.8 FlexOne i-VTEC de 140 cv, torque de 17,4 kgfm, câmbio CVT, tração 4×2 e porta-malas de 431 litros, este SUV Honda HR-V 2015

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Esbanjando motor 1.8 FlexOne i-VTEC de 140 cv, torque de 17,4 kgfm, câmbio CVT, tração 4×2 e porta-malas de 431 litros, este SUV Honda HR-V 2015

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 23/07/2026 às 22:09

Atualizado em 23/07/2026 às 22:17

Automotivo

Motor 1.8 FlexOne i-VTEC de 140 cv, CVT e porta-malas de 431 litros: veja a ficha do Honda HR-V 2015, o consumo Inmetro e quanto ele vale no usado.

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O motor 1.8 FlexOne i-VTEC entrega 140 cavalos a 6.500 rpm e 17,4 kgfm a 5.000 rpm em um SUV que pesa 1.270 kg. Lançado em 2015 a partir de R$ 69.900, o HR-V de primeira geração hoje é assunto de mercado de usados, e não mais de vitrine de concessionária.

O Honda HR-V chegou ao Brasil em 2015 com um conjunto mecânico que virou a marca registrada da primeira geração: o motor 1.8 FlexOne i-VTEC de 140 cavalos a 6.500 rpm, com torque máximo de 17,4 kgfm a 5.000 rpm, sempre associado à tração dianteira. A transmissão podia ser manual de seis marchas na versão de entrada ou automática do tipo CVT, com sete marchas simuladas, nas demais.

O restante da ficha completava o pacote que colocou o modelo na disputa pelo topo do segmento de SUVs compactos. São 4,29 metros de comprimento, 2,61 metros de entre-eixos, 1.270 quilos de peso e um porta-malas de 431 litros, número que estava entre os maiores da categoria naquele momento. Onze anos depois, esses dados deixaram de ser argumento de lançamento e passaram a ser argumento de compra de usado.

Os 140 cavalos e onde eles aparecem

Motor 1.8 FlexOne i-VTEC de 140 cv, CVT e porta-malas de 431 litros: veja a ficha do Honda HR-V 2015, o consumo Inmetro e quanto ele vale no usado.

Vale começar pelo dado que dá nome ao conjunto. O motor 1.8 FlexOne i-VTEC entrega 140 cavalos, e o detalhe que muda tudo é o regime em que essa potência chega: 6.500 rotações por minuto. O torque máximo, de 17,4 kgfm, aparece a 5.000 rpm.

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São números altos de giro para um motor de uso urbano, e isso define o comportamento do carro. Aspirado de quatro cilindros trabalha assim: entrega força conforme sobe a rotação, ao contrário de um turbo moderno, que empurra desde 1.500 ou 2.000 rpm. Na prática, quem dirige em baixa rotação sente o carro mais preguiçoso; quem estica as marchas encontra o desempenho prometido.

Essa característica também explica por que o número de torque parece modesto ao lado de rivais turbinados de hoje. Não é falha de projeto, é escolha de conceito. Motor aspirado de aspiração natural troca empuxo em baixa por linearidade, simplicidade mecânica e, historicamente, menos peças sujeitas a desgaste.

O que significa i-VTEC e o que significa FlexOne

Duas siglas aparecem no nome do motor 1.8 FlexOne i-VTEC e vale traduzir as duas, porque elas descrevem tecnologias diferentes. O i-VTEC é o sistema de comando de válvulas variável da Honda, e a sigla vem de controle eletrônico inteligente de tempo e elevação de válvula.

Na prática, o sistema muda o comportamento das válvulas conforme a rotação do motor, usando um perfil mais econômico em giro baixo e outro mais agressivo em giro alto. É essa comutação que permite a um motor entregar 140 cavalos lá em cima sem penalizar demais o consumo lá embaixo, e é a razão de a Honda ter construído reputação em motores aspirados.

Já o FlexOne é o nome comercial da tecnologia flex da marca no Brasil, cuja característica mais lembrada é dispensar o tanquinho auxiliar de gasolina para partida a frio. Em vez do reservatório extra sob o capô, o sistema aquece o combustível no próprio sistema de injeção. Menos um item para manter e menos uma peça para dar problema com o tempo.

O câmbio CVT e as sete marchas que não existem

Este é o componente que mais divide opiniões e que precisa de explicação honesta. O CVT é uma transmissão continuamente variável, que não tem engrenagens fixas como um câmbio automático convencional. Ele funciona com polias e correia, variando a relação de forma contínua.

A vantagem é a suavidade e a capacidade de manter o motor sempre na faixa de rotação mais eficiente, o que ajuda no consumo. A desvantagem percebida é a sensação de motor descolado da aceleração, que os fabricantes tentaram resolver programando marchas simuladas. No caso do HR-V 2015, são sete relações simuladas, que existem no software e não na mecânica.

Do ponto de vista de quem vai comprar usado, há um ponto prático que importa mais que a sensação de dirigir o motor 1.8 FlexOne i-VTEC. Câmbio CVT exige fluido específico e troca dentro do intervalo indicado pelo fabricante, e histórico de manutenção mal feita nesse item costuma sair caro. Vale exigir comprovação de revisões antes de fechar negócio, sobretudo em carro com quilometragem alta.

Os 1.270 quilos que mudam a conta do motor

Peso é o dado que quase ninguém olha e que define desempenho tanto quanto potência. O HR-V 2015 pesa 1.270 quilos, número enxuto para um SUV compacto.

Fazendo a divisão, cada cavalo do motor 1.8 FlexOne i-VTEC carrega cerca de 9 quilos. É uma relação peso-potência competitiva, e ela explica por que o carro anda melhor do que o número de torque sugere. Para efeito de comparação dentro da própria matéria de origem, o rival direto da época, com 132 cavalos e 1.420 quilos, ficava em 10,8 quilos por cavalo.

Na relação peso por torque, a diferença some. O HR-V ficava em 73 quilos para cada kgfm e o concorrente em 74, praticamente empatados. Ou seja, a vantagem do modelo japonês estava na potência e na leveza, não na força em baixa rotação, o que é coerente com o conceito de motor aspirado de giro alto.

O consumo aferido pelo Inmetro

Motor 1.8 FlexOne i-VTEC de 140 cv, CVT e porta-malas de 431 litros: veja a ficha do Honda HR-V 2015, o consumo Inmetro e quanto ele vale no usado.

Aqui os números do motor 1.8 FlexOne i-VTEC são oficiais e não dependem de opinião. Nas medições do Inmetro divulgadas na época, a versão com câmbio manual de seis marchas registrou 6,7 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada com etanol, e 10 km/l na cidade contra 12,5 km/l na estrada com gasolina.

A versão com CVT ficou muito próxima. Foram 7,1 km/l na cidade e 8,5 km/l na estrada com etanol, e 10,5 km/l na cidade contra 12,1 km/l na estrada com gasolina. Curiosamente, o automático levou vantagem no ciclo urbano e perdeu no rodoviário, comportamento típico de transmissão continuamente variável.

As duas configurações receberam classificação A na etiquetagem do Inmetro, a melhor nota da categoria naquele levantamento. Vale lembrar que esses números são de laboratório, com metodologia padronizada, e servem para comparar modelos entre si, não para prever o consumo exato que cada motorista vai obter.

Onze segundos até os 100 km/h

Sobre desempenho, o dado disponível vem de teste de imprensa especializada da época e é específico. O HR-V acelerou de 0 a 100 km/h em 11 segundos e fez a retomada de 80 a 120 km/h em 7,4 segundos.

Para o padrão de 2015, esses tempos colocavam o modelo em posição confortável no segmento. Para o padrão de 2026, com SUVs compactos turbinados fazendo o mesmo trajeto abaixo dos 10 segundos, o número virou apenas correto, e não mais destaque. É uma comparação importante para quem procura o carro hoje: o conjunto continua sendo o mesmo, o mercado ao redor é que mudou.

Vale registrar que esses valores se referem a um carro novo, com o motor 1.8 FlexOne i-VTEC ainda com rodagem baixa e em condições de teste. Um exemplar com mais de dez anos, quilometragem alta e manutenção irregular não entrega os mesmos números.

Porta-malas de 431 litros e as medidas de carroceria

O compartimento de bagagem foi um dos argumentos mais fortes do modelo no lançamento e continua sendo relevante para quem compra usado. São 431 litros declarados, volume generoso para um SUV compacto.

As medidas externas ajudam a entender de onde vem esse espaço. O HR-V 2015 tem 4,29 metros de comprimento, 1,77 metro de largura, 1,58 metro de altura e, principalmente, 2,61 metros de entre-eixos, distância que se converte diretamente em espaço para os passageiros de trás e para a bagagem.

Comparando com o rival direto citado no material de origem, que não tinha o motor 1.8 FlexOne i-VTEC nem nada parecido, a diferença fica evidente: eram 4,23 metros de comprimento, 2,57 metros de entre-eixos e 351 litros de porta-malas do outro lado. Ou seja, 6 centímetros a mais de comprimento, 4 centímetros a mais entre eixos e 80 litros a mais de bagageiro para o modelo japonês.

As quatro versões de 2015 e o que cada uma trazia

A linha de lançamento tinha quatro configurações. A LX com câmbio manual era a porta de entrada. Acima dela vinham a LX com CVT, a EX com CVT e a EXL com CVT, esta última como topo de linha.

O que separava a versão mais equipada era o pacote de tecnologia e acabamento. A EXL trazia central multimídia com tela de 7 polegadas em posição central, com sistema de navegação integrado, e ar-condicionado com comando por toque na tela, itens que em 2015 ainda eram raros na categoria.

Outros detalhes do projeto interno merecem menção porque explicam a percepção de acabamento do modelo. O console central elevado veio de modelos de categoria superior da própria marca, e o sistema batizado de Floating Deck separava as conexões USB e HDMI e criava um porta-objetos adicional embaixo. Todas as versões vinham com o mesmo motor 1.8 FlexOne i-VTEC e com tração 4×2, sem opção de tração integral em nenhuma configuração.

Quanto custava em 2015 e quanto vale hoje

Os preços de lançamento formam a base de comparação. A versão LX manual saía por R$ 69.900, a LX com CVT por R$ 75.400, a EX com CVT por R$ 80.400 e a EXL com CVT por R$ 88.700.

Onze anos depois, esses valores servem apenas como registro histórico. Levantamentos do mercado de usados referentes a 2026 apontam o HR-V 2015 em uma faixa aproximada entre R$ 78 mil e R$ 85 mil, variando conforme versão, estado de conservação e quilometragem. Como qualquer número de tabela oscila mês a mês, o caminho seguro é consultar a Tabela FIPE oficial na data da negociação e comparar com anúncios reais da sua região.

Há um dado de contexto que ajuda a explicar essa retenção de valor, e ele vale para todas as versões com o motor 1.8 FlexOne i-VTEC. O HR-V historicamente aparece entre os SUVs compactos com melhor índice de revenda no Brasil, característica que beneficia quem vende e encarece a vida de quem compra. Bom negócio para um lado costuma ser negociação difícil para o outro.

O duelo com o rival da época, sem torcida

O material que originou esta matéria comparava o HR-V com o Jeep Renegade, e vale reproduzir apenas o que é verificável, deixando de fora a adjetivação. Nas versões flex, o rival trazia motor 1.8 de 132 cavalos e 19,1 kgfm, com câmbio manual ou automático de seis marchas.

A leitura equilibrada dos dados mostra vantagens dos dois lados, e o motor 1.8 FlexOne i-VTEC não vence em tudo. O HR-V ganhava em potência, leveza, espaço interno, porta-malas e consumo aferido pelo Inmetro. O Renegade ganhava em torque bruto e, sobretudo, oferecia algo que o Honda não tinha em nenhuma versão: tração 4×4 e uma opção a diesel de 170 cavalos, com transmissão automática de nove marchas.

Nas versões de entrada, os preços eram praticamente idênticos, ambos partindo de R$ 69.900 com câmbio manual. A escolha, portanto, não era sobre qual carro era melhor em abstrato, e sim sobre o que cada comprador precisava: espaço e eficiência de um lado, capacidade fora de estrada e torque de outro.

O que checar antes de comprar um HR-V 2015 hoje

Como o assunto virou mercado de usados, essa é a seção mais útil da matéria. Levantamentos sobre o modelo na primeira geração apontam alguns pontos de atenção recorrentes após uma década de uso, e vale chegar ao teste-drive sabendo o que ouvir.

O primeiro é o desgaste das buchas da suspensão dianteira, que costuma se manifestar como ruído em piso irregular. O segundo é a correia do alternador, que resseca com o tempo e produz um chiado característico. O terceiro é o sistema de ar-condicionado, com relatos de vazamento no evaporador em unidades de alta quilometragem. Nenhum desses itens é defeito estrutural, mas todos custam dinheiro e servem como argumento de negociação.

A rotina de conferência é a mesma de qualquer usado com mais de dez anos, com uma ênfase específica no caso de quem procura o motor 1.8 FlexOne i-VTEC. Exija laudo cautelar completo, confira o histórico de revisões, teste todos os eletrônicos, incluindo câmera de ré e sensores, e dê atenção redobrada ao comportamento do câmbio CVT em aceleração e em retomada. Solavanco, ruído ou demora na resposta são sinais que pedem avaliação de um mecânico especializado antes da compra.

O que mudou no HR-V desde aquele motor

Fecha o retrato entender que o conjunto descrito aqui não existe mais na linha atual. A Honda mudou completamente a estratégia mecânica do modelo ao longo das gerações seguintes.

A linha 2026 do HR-V trabalha com duas motorizações e nenhuma delas é o motor 1.8 FlexOne i-VTEC. A versão de entrada usa um 1.5 aspirado de 126 cavalos, e as configurações superiores adotam um 1.5 VTEC turbo de 177 cavalos, com torque em torno de 24 kgfm, sempre com câmbio CVT. Os preços da linha nova partem da casa dos R$ 139.900 e chegam perto de R$ 190 mil.

A comparação é útil para calibrar expectativa. Quem procura o HR-V 2015 está comprando um carro com filosofia mecânica diferente da atual: mais simples, aspirado, de giro alto, sem assistências eletrônicas modernas de série e por uma fração do preço de um zero-quilômetro. É uma equação que faz muito sentido para um perfil de comprador e nenhum sentido para outro.

O retrato final é o de um carro que envelheceu bem no que importa e ficou para trás no que mudou. O motor 1.8 FlexOne i-VTEC de 140 cavalos, os 17,4 kgfm de torque, o câmbio CVT, a tração 4×2 e os 431 litros de porta-malas continuam sendo exatamente o que eram em 2015, apoiados em 1.270 quilos de peso e classificação A do Inmetro em consumo. O que mudou foi o entorno: o segmento virou território de motores turbo, assistências eletrônicas de série e conectividade sem fio. Comprar um HR-V de primeira geração hoje significa aceitar essa defasagem em troca de mecânica simples, espaço interno acima da média da categoria e uma rede de assistência que continua espalhada pelo país. E significa negociar com atenção nas buchas, na correia e no comportamento do câmbio.

E você, trocaria um SUV compacto turbinado atual por um aspirado bem cuidado de dez anos atrás para gastar menos? Se você tem ou já teve um HR-V de primeira geração, conta nos comentários quantos quilômetros ele fez, se o CVT deu trabalho e quanto você gasta em manutenção por ano.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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