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Escócia ergue duas cabeças de cavalo com 30 metros de altura e 300 toneladas cada, reveste as esculturas com 928 painéis únicos de aço inoxidável e transforma o interior em uma aventura com escadas, cabos e plataformas suspensas que levam visitantes até a boca de um dos maiores monumentos equinos do mundo
Escrito por Carla Teles
Publicado em 27/07/2026 às 17:46
Curiosidades
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As cabeças de cavalo conhecidas como The Kelpies dominam Falkirk, na Escócia, com 30 metros de altura, 300 toneladas cada e 928 painéis de aço inoxidável. Uma experiência guiada permite subir pelo interior usando escadas, redes, cabos e plataformas até alcançar a boca de uma das esculturas equinas monumentais gigantescas.
Duas cabeças de cavalo com 30 metros de altura foram erguidas ao lado de uma extensão de canal em Falkirk, na Escócia. Conhecidas como The Kelpies, as esculturas pesam aproximadamente 300 toneladas cada, utilizam milhares de componentes estruturais e foram revestidas por 928 painéis únicos de aço inoxidável.
Os detalhes de engenharia foram publicados pelo Departamento de Engenharia da Universidade de Cambridge em 26 de agosto de 2014. A nova experiência de escalada foi apresentada pelo Scottish Sun em 26 de novembro de 2024 e complementada pelas informações oficiais do Kelpies Experience, responsável pelo percurso guiado realizado dentro de uma das estruturas.
Cabeças de cavalo chegam a 30 metros de altura
As cabeças de cavalo foram construídas nas margens de uma eclusa integrada a uma nova extensão do sistema de canais de Falkirk. Com 30 metros de altura, as duas estruturas se tornaram o principal símbolo do projeto de regeneração urbana conhecido como Helix.
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O empreendimento transformou uma antiga área industrial entre Falkirk e Grangemouth em parque público e espaço de conexão entre comunidades. As esculturas foram concebidas não apenas como obras de arte, mas como elementos centrais de uma intervenção urbana de grande escala.
Cada escultura pesa cerca de 300 toneladas
Cada uma das cabeças de cavalo pesa aproximadamente 300 toneladas, valor comparado pelos responsáveis ao peso de 300 cavalos da raça Clydesdale. A estrutura reúne mais de 18 mil componentes entre peças externas, elementos internos, conexões e sistemas de sustentação.
O peso exigiu uma solução capaz de resistir ao próprio carregamento, às ações do vento e às variações climáticas da região. A aparência leve e vazada do monumento esconde uma estrutura interna projetada para suportar forças intensas durante décadas.
Monumentos homenageiam cavalos Clydesdale
As esculturas foram inspiradas nos cavalos Clydesdale, animais que tiveram papel importante no transporte de cargas, na agricultura e nas atividades industriais ligadas aos canais escoceses.
O escultor Andy Scott criou as obras para representar força, movimento e a relação histórica entre comunidades locais e os cavalos de trabalho. As duas cabeças de cavalo funcionam como homenagem à energia animal que ajudou a movimentar mercadorias e desenvolver a economia regional.
Modelos de três metros orientaram o projeto
Antes da construção definitiva, Andy Scott produziu duas maquetes com aproximadamente três metros de altura, equivalentes a um décimo do tamanho final. Esses modelos reuniam 9.115 placas planas cortadas individualmente e soldadas sobre estruturas de arame.
As formas, os espaços entre as placas e a sensação de movimento presentes nas maquetes precisavam ser mantidos na ampliação. O desafio dos engenheiros foi transformar uma criação artesanal em uma estrutura 10 vezes maior sem perder a visão original do artista.
Estrutura interna imita músculos do animal
O desenvolvimento da estrutura começou com discussões sobre os grupos musculares existentes na cabeça de um cavalo. Os engenheiros buscaram criar suportes que acompanhassem visualmente a anatomia e preservassem áreas internas amplas.
Colunas formam duas estruturas triangulares rígidas nas partes frontal e traseira das cabeças de cavalo. Elas são conectadas por quadros planos reforçados, criando resistência sem preencher excessivamente o interior.
Interior lembra uma grande catedral metálica
A baixa densidade de elementos em pontos estratégicos manteve um espaço interno alto, aberto e visualmente marcante. A própria estrutura de aço passou a funcionar como uma segunda escultura escondida sob o revestimento externo.
Os visitantes conseguem observar colunas, travamentos, conexões e o desenho interno que sustenta as placas metálicas. A amplitude permite que a nova atração de aventura atravesse o interior sem descaracterizar o monumento.
Engenharia criou 928 painéis diferentes
A solução final utilizou 928 painéis únicos de aço inoxidável. Cada peça foi desenvolvida com base no escaneamento digital das maquetes produzidas pelo escultor e recebeu geometria própria para ocupar uma posição específica.
Nenhum painel poderia simplesmente ser reproduzido em série para outra área da escultura. A curvatura das cabeças de cavalo exigiu que cada componente fosse calculado, cortado e instalado conforme sua localização exata.
Chapas planas ganharam formas curvas
Produzir todas as placas já curvadas exigiria processos caros e complexos. A equipe decidiu fabricar chapas planas recortadas a laser e deformá-las durante a instalação por meio de pontos de apoio e fixadores especiais.
Os suportes puxaram cada painel até a forma tridimensional necessária. A técnica reduziu custos, simplificou o transporte e permitiu recuperar as curvas previstas nas maquetes sem utilizar métodos industriais excessivamente caros.
Computadores calcularam forças e deformações
Os painéis foram otimizados por análise de elementos finitos, método computacional utilizado para prever como uma peça reage a forças, pressão e deformações. Os cálculos ajudaram a transformar as superfícies curvas em modelos planos apropriados para o corte a laser.
A análise também verificou se cada chapa poderia ser puxada até a posição final sem sofrer danos. Os engenheiros precisavam reduzir as forças de montagem e garantir resistência suficiente contra ventos fortes e oscilantes.
Instalação preservou espaços entre as placas
Grande parte dos painéis foi instalada diretamente na estrutura já erguida. As aberturas entre as placas mantiveram o efeito visual criado pelo artista e permitem que luz, céu e paisagem apareçam através das cabeças de cavalo.
O resultado muda conforme a posição do observador e as condições de iluminação. De determinados ângulos, as placas parecem formar uma superfície contínua; de outros, revelam o esqueleto metálico e o espaço interno.
Aventura sobe 24 metros pelo interior
A nova experiência permite que visitantes subam aproximadamente 24 metros dentro da escultura conhecida como Baron. O percurso foi instalado sem alterar de forma significativa a aparência externa do monumento.
A atividade dura cerca de uma hora e meia e é realizada com acompanhamento de guias. Os participantes recebem capacetes e cinturões e permanecem conectados a cabos de segurança durante todo o trajeto.
Escadas e cabos formam o percurso
A subida utiliza uma sequência de escadas, redes, travessias por cabos e plataformas suspensas. Alguns obstáculos exigem que o visitante caminhe sobre peças estreitas ou avance entre estruturas internas elevadas.
O sistema de segurança impede que os dois pontos de conexão sejam removidos simultaneamente do cabo principal. O percurso transforma o espaço de engenharia em uma atração de altura sem liberar o participante da linha de proteção.
Visitantes chegam à boca do cavalo
O ponto principal da subida é a boca de Baron, localizada na parte superior da escultura. A posição oferece uma perspectiva interna das placas metálicas e uma vista elevada da paisagem ao redor de Falkirk.
Em dias de boa visibilidade, é possível observar áreas distantes na direção do estuário do Forth e de grandes pontes escocesas. A chegada à boca coloca o visitante dentro de uma das partes mais reconhecíveis das cabeças de cavalo.
Descida pode ser feita por rapel
Depois de completar o percurso, os participantes podem retornar ao solo por rapel. A descida é feita com equipamento controlado e acompanhamento da equipe responsável pela atividade.
Também existe a opção Quick Flight, que começa com uma queda livre curta antes de o equipamento reduzir a velocidade. A experiência foi criada para acrescentar aventura ao monumento sem transformar sua estrutura em um parque temático convencional.
Escultor precisou aprovar a atração
Os responsáveis pelo local apresentaram o projeto a Andy Scott antes da implantação. Havia preocupação em preservar o significado artístico das esculturas e evitar intervenções que prejudicassem a aparência ou a identidade das obras.
Segundo a reportagem publicada em 2024, o escultor visitou a instalação e aprovou o resultado. A atração foi planejada para permanecer concentrada no interior e interferir o mínimo possível na visão externa das cabeças de cavalo.
Construção exigiu oito anos de trabalho
O desenvolvimento das esculturas levou aproximadamente oito anos desde o conceito inicial até a conclusão da engenharia e da fabricação. O processo envolveu artista, projetistas estruturais, especialistas em fabricação e equipes de montagem.
Cada etapa precisou conciliar estética, segurança, transporte e resistência. As cabeças de cavalo mostram como uma obra monumental pode depender tanto de cálculos estruturais quanto da capacidade de preservar uma ideia artística.
Monumentos receberam milhões de visitantes
As esculturas foram inauguradas em 2014 e, segundo a reportagem publicada em novembro de 2024, receberam cerca de 7 milhões de visitantes durante os primeiros 10 anos.
A nova experiência amplia a forma de conhecer o monumento ao permitir acesso a uma área antes observada principalmente do lado externo. Além de fotografar as esculturas, o visitante pode agora atravessar a engenharia que mantém as estruturas de pé.
Esculturas unem arte, engenharia e turismo
As cabeças de cavalo se tornaram símbolos da regeneração de Falkirk, da história dos canais e da importância dos Clydesdale. Ao mesmo tempo, representam um projeto estrutural complexo composto por milhares de elementos diferentes.
Com escadas, cabos e plataformas instalados no interior, o monumento ganhou uma nova função turística sem abandonar sua identidade artística. Você teria coragem de subir por dentro de uma escultura de 300 toneladas e chegar até a boca do cavalo? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

