A Escola Classe 03 do Núcleo Bandeirante (DF), onde estudava Valentina Nobre Lima, 11 anos, se manifestou após o falecimento da criança. Valentina perdeu a vida nesse domingo (5/7), após ficar 23 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da Asa Norte após ser picada por um escorpião.
Em nota, a EC 03 demonstrou “profunda tristeza” ao comunicar a morte de Valentina. O colégio se solidarizou com familiares e amigos.
“Que encontrem força, conforto e paz para atravessar este momento tão difícil”, escreveu a instituição.
“Valentina permanecerá em nossa memória por seu sorriso doce, sua alegria e pela luz que trouxe aos colegas, professores e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ela”, encerrou.
Ainda não há informações sobre velório e sepultamento de Valentina.
Escorpião no tênis
O acidente que veio a causar a morte de Valentina aconteceu em 12 de junho. Na ocasião, a menina estava em casa, no Riacho Fundo I, e foi picada quando calçava um tênis para ir à escola.
A família de Valentina buscou ajuda com o Corpo de Bombeiros (CBMDF) e, posteriormente, levou a menina ao Hospital Regional do Guará (HRGu), por ser a unidade de saúde mais próxima. No local, ela recebeu o soro contra o veneno do escorpião, mas não apresentou a melhora esperada.
Diante da necessidade de uma UTI, Valentina foi transferida para o Hospital Santa Lúcia, na Asa Norte, onde permaneceu em coma, intubada e respirando com ajuda de ventilação mecânica até a partida, registrada por volta das 21h deste domingo (5/7).
Família denúncia atraso na rede de saúde
Para a família, o que mais contribuiu para o agravamento do quadro foram as horas seguintes ao acidente, em 12 de junho. O cunhado da criança, Thiago Saúde, 41, afirma que houve demora para transferir a menina do Hospital Regional do Guará (HRGu) para uma unidade com suporte especializado e que, inicialmente, o caso não foi considerado grave.
“O que deixou ela grave, na realidade, foi a demora que nós tivemos para sair do Hospital do Guará para chegar aqui [na unidade particular]. A gente não estava conseguindo achar a viatura para fazer a transferência. O médico falou para ela só voltar porque o estado dela não era considerado grave”, relatou.
Descrita pelos familiares como uma criança comunicativa, alegre e muito ligada à religião, Valentina costumava brincar de ser pastora nos intervalos da escola. “Ela não para quieta. É muito alegre. Na hora do intervalo, ela brinca de ser pastora e gosta de usar óleo ungido em todo mundo. A gente brinca dizendo que ela é nossa pastorinha”, contou o cunhado.

