Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Escola decreta luto após menina morrer por picada de escorpião no DF

escola-decreta-luto-apos-menina-morrer-por-picada-de-escorpiao-no-df

Escola decreta luto após menina morrer por picada de escorpião no DF

A Regional de Ensino e a Escola Classe 03 do Núcleo Bandeirante decretaram um dia de luto em homenagem à menina Valentina Nobre Lima, de 11 anos. A aluna morreu nesse domingo (6/7), após ser picada por um escorpião no momento em que calçava o tênis para ir ao colégio.

Em conversa com o Metrópoles, a diretora da unidade de ensino, Flavia Rodrigues de Carvalho, comentou que a decisão partiu do momento doloroso que tanto a família quanto os colegas de Valentina estão passando.

“Nesse momento difícil nós pensamos no luto, e decidimos reservar um dia sem aula, para que os pais e os amigos possam se despedir dela”, disse.

Além disso, a festa de encerramento do semestre, que estava planejada para acontecer nesta sexta-feira (10/7), também foi adiada. As atividades da gincana, que tiveram início na última segunda-feira (29/7), e antecedem a festa, foram suspensas.

Flores e homenagem

A unidade de ensino decidiu eternizar a memória da pequena Valentina em um ato simbólico e de carinho. Junto dos coleguinhas da menina, foi feito o plantio de uma muda da flor Azaleia, na tarde desta segunda-feira (6/7). As crianças foram reunidas na quadra de esporte da escola, e receberam orientações e conselhos da diretora, sobre como lidar com um sentimento tão difícil sendo tão novos. Os amigos de Valentina escreveram, ainda, cartas, que serão entregues aos pais da menina.

Durante a fala, Flavia destacou os momentos felizes de Valentina na unidade de ensino, e acalmou os presentes. “Nós pedimos a Deus para colocar Valentina no colo e acolher, mas infelizmente recebemos a notícia de que ela faleceu. Ela não vai mais aparecer aqui na escola para ficar com a gente”, disse a educadora. “Hoje levantamos nossos corações, para demonstrar a Valentina que ela sempre fará parte da história da nossa escola”, completa. Logo depois das falas, foi feito um minuto de silencio, em oração pela morte da colega.

O plantio da Azaleia foi feito na presença da turma e do professor de Valentina. As amigas mais próximas estavam bastante abaladas e choravam durante toda a homenagem. Junto da muda, outras plantinhas também foram firmadas ao redor, pelos alunos.

Menina doce

Flavia fez questão de destacar o quão doce, educada e gentil Valentina era, sempre tratando todos os funcionários de forma carinhosa. “Todas as crianças são únicas, mas a Valentina tinha uma doçura própria. Ela fazia questão de cumprimentar as pessoas, de abraçar, de desejar um bom dia ou boa tarde”, comenta.

A diretora brinca e relembra um momento em que a estudante estava distraída andando pelos corredores e conversando com uma colega. Ela conta que Valentina havia se esquecido de te dar um abraço, como era de costume, e brincou: “Não vai mais me dar abraço?”. A partir daí, Flavia conta que a pequena passou a lhe receber com abraços todos os dias, sem exceção, “Era uma criança amorosa, acolhedora e extremamente afetuosa”, conta.

“Valentina deixa um legado. Sua passagem por nossa escola foi marcada pelo carinho, pela delicadeza e pela capacidade de fazer as pessoas se sentirem acolhidas. Temos certeza de que ela será lembrada para sempre com muito amor por todos que tiveram o privilegio de conviver com ela”.

Acidente com escorpião

O acidente com o escorpião aconteceu no dia 12 de junho. A família buscou ajuda nos bombeiros da região administrativa, mas acabou levando a menina para o Hospital Regional do Guará, por ser a unidade de saúde mais próxima. No local, Valentina recebeu o soro contra o veneno do escorpião, mas não apresentou a melhora esperada. Diante da necessidade de uma UTI, ela foi transferida para o Hospital Santa Lúcia, na Asa Norte.

Enquanto esteve no hospital, a família de Valentina realizou ao menos duas vigílias e rodas de oração pedindo pela vida de Valentina.

Na casa de familiares da menina, a presença de escorpiões é recorrente. Segundo a tia da menina Claudete Cirino, a infestação costuma se intensificar no fim do ano, especialmente em períodos de chuva. Ao longo do ano, a família relata ter encontrado mais de 200 animais no imóvel.

Sair da versão mobile