O Comitê Disciplinar da Fifa liberou, no domingo (5/7), o atacante Folarin Balogun para defender os Estados Unidos na partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 contra a Bélgica. A decisão tem gerado dúvidas na web sobre a possibilidade de interferência política na decisão da organização que comanda o futebol.
O estatuto da entidade é claro ao afirmar que “a Fifa permanece neutra em questões de política e religião”.
No entanto, a Fifa também admite que “exceções podem ser feitas em relação a assuntos afetados pelos objetivos estatutários da FIFA”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, assumiu, nesta segunda-feira (6/7), que pediu para a entidade máxima do futebol que revisasse o cartão vermelho tomado por Balogun contra a Bósnia e Herzegovina.
No domingo (5/7), a Fifa publicou que o suspendeu a execução automática do jogador norte-americano.
Confira trecho do estatuto:
Artigo 4: Não discriminação, igualdade e neutralidade
- A discriminação de qualquer tipo contra um país, pessoa privada ou grupo de pessoas por motivo de raça, cor da pele, origem étnica, nacional ou social, gênero, deficiência, idioma, religião, opinião política ou qualquer outra opinião, riqueza, nascimento ou qualquer outro status, orientação sexual ou qualquer outro motivo é estritamente proibida e punível com suspensão ou expulsão;
- A Fifa permanece neutra em questões de política e religião. Exceções podem ser feitas em relação a assuntos afetados pelos objetivos estatutários da FIFA
A entidade também prega a independência das federações nacionais de futebol e a neutralidade política dos membros da Fifa.

