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Estudantes mineiros recolhem tubos de PVC em obras, metal descartado e peças de uma moto desmontada, constroem praticamente do zero um carro experimental e colocam o protótipo para rodar em competição de eficiência energética, mostrando como resíduos comuns podem virar uma estrutura leve, funcional e preparada para enfrentar testes técnicos

Estudantes mineiros recolhem tubos de PVC em obras, metal descartado e peças de uma moto desmontada, constroem praticamente do zero um carro experimental e colocam o protótipo para rodar em competição de eficiência energética, mostrando como resíduos comuns podem virar uma estrutura leve, funcional e preparada para enfrentar testes técnicos

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Estudantes mineiros recolhem tubos de PVC em obras, metal descartado e peças de uma moto desmontada, constroem praticamente do zero um carro experimental e colocam o protótipo para rodar em competição de eficiência energética, mostrando como resíduos comuns podem virar uma estrutura leve, funcional e preparada para enfrentar testes técnicos

Escrito por Carla Teles

Publicado em 25/07/2026 às 13:43

Ciência e Tecnologia

Estudantes mineiros usam tubos de PVC e materiais reaproveitados em carro experimental para disputar prova de eficiência energética. Imagem: Divulgação/Shell

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Estudantes mineiros da Universidade Federal de Juiz de Fora reaproveitaram tubos de PVC retirados de obras, sobras de fibra de vidro, pedaços de metal e até um retrovisor de motocicleta desmontada para construir um veículo leve, funcional e preparado para as avaliações técnicas da Shell Eco-marathon Brasil 2025.

Estudantes mineiros transformaram materiais encontrados em obras, pontos de descarte e equipamentos desmontados em componentes de um carro experimental. Integrantes da equipe Capivara, da Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, construíram grande parte do protótipo com tubos de PVC, sobras de fibra de vidro, pedaços de metal e peças reaproveitadas de uma motocicleta.

O projeto foi apresentado pela Shell em conteúdo institucional sobre a Shell Eco-marathon Brasil 2025. A competição reúne universitários responsáveis por projetar, construir e conduzir veículos que precisam percorrer a maior distância possível utilizando a menor quantidade de energia.

Estudantes mineiros buscaram materiais fora da oficina

A construção do protótipo não começou com um conjunto completo de peças novas. Parte dos componentes utilizados pelos estudantes mineiros foi recolhida em locais onde esses materiais já não tinham aplicação definida.

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Tubos de PVC empregados como suportes estruturais vieram de obras, enquanto partes metálicas foram retiradas de pontos de descarte. A base do carro também recebeu sobras de fibra de vidro que poderiam ter sido eliminadas como resíduo.

O retrovisor utilizado no veículo veio de uma motocicleta desmontada. Cada item precisou ser selecionado, adaptado e integrado ao projeto para cumprir uma função concreta dentro da estrutura.

O trabalho exigiu mais do que simplesmente reunir materiais disponíveis. Os estudantes precisaram avaliar peso, resistência, formato e possibilidade de fixação antes de incorporar cada peça ao protótipo.

Carro foi montado praticamente do zero

João Albuquerque, integrante da equipe Capivara e participante da competição pela segunda vez, afirmou que praticamente todo o veículo foi construído com materiais reaproveitados.

PVC, fibra de vidro, metal descartado e peças de uma moto foram transformados com cuidado até se tornarem componentes funcionais do carro.

O uso desses materiais não eliminou a necessidade de precisão. Um protótipo destinado a uma competição de eficiência energética precisa manter estabilidade, suportar o piloto e atender às exigências técnicas estabelecidas pela organização.

A montagem também depende do encaixe correto entre sistemas estruturais, direção, rodas, transmissão e fonte de energia. Uma peça reaproveitada só pode permanecer no veículo quando não compromete o funcionamento do conjunto.

Tubos de PVC ganharam função estrutural

Normalmente associados a instalações hidráulicas, os tubos de PVC receberam uma aplicação diferente dentro do projeto da equipe mineira. O material recuperado em obras foi utilizado na fabricação de suportes estruturais.

A escolha mostra como um componente comum pode assumir outra função quando é analisado a partir de suas propriedades físicas. Leveza, facilidade de corte e possibilidade de adaptação ajudaram a transformar os tubos em partes úteis do protótipo.

Isso não significa que qualquer tubo descartado possa ser colocado diretamente em um carro. Os estudantes precisaram selecionar peças em condições adequadas e ajustar dimensões conforme o desenho desenvolvido pela equipe.

O emprego do PVC também foi combinado com outros materiais. Em vez de depender de uma única solução, o projeto reuniu componentes diferentes em pontos específicos da estrutura.

Sobras de fibra de vidro formaram a base

A fibra de vidro é utilizada em diferentes setores por oferecer resistência com peso relativamente baixo. No carro da equipe Capivara, sobras desse material foram aproveitadas na construção da base.

O reaproveitamento permitiu utilizar fragmentos que já existiam, reduzindo a necessidade de adquirir toda a matéria-prima do zero. A equipe transformou resíduos disponíveis em uma parte essencial da estrutura do veículo.

A aplicação exigiu cuidado durante o corte, a moldagem e a montagem. O material precisava acompanhar as dimensões definidas no projeto e suportar as solicitações produzidas durante o deslocamento.

O conteúdo divulgado não informa a quantidade de fibra utilizada, o peso final da base nem os testes específicos realizados antes da competição.

Metal descartado voltou a ter utilidade

Pedaços de metal recolhidos em pontos de descarte também entraram na montagem. Esses componentes foram preparados para atender necessidades específicas do protótipo.

O metal pode ser empregado em conexões, reforços, suportes e sistemas que precisam resistir a esforços maiores. No projeto dos estudantes mineiros, o descarte deixou de ser o destino final do material.

Antes da instalação, cada peça precisa ser examinada para identificar corrosão, deformações ou outros danos que possam reduzir sua segurança.

A reutilização, portanto, não significa aceitar qualquer componente disponível. Ela depende de seleção técnica e da capacidade de modificar o material sem comprometer o projeto.

Peça de moto foi adaptada ao veículo

Entre os elementos mais incomuns estava o retrovisor retirado de uma motocicleta desmontada. A peça foi incorporada ao carro em vez de ser descartada.

O retrovisor já havia sido projetado para uso veicular, mas precisou ser adaptado às dimensões e à posição de condução do protótipo. A reutilização deu uma nova função a um componente que havia perdido sua aplicação original.

A visibilidade faz parte das condições necessárias para que o piloto opere o veículo com segurança durante deslocamentos, curvas e aproximações.

Embora seja um item pequeno diante de toda a estrutura, o retrovisor representa a lógica seguida pela equipe: procurar materiais existentes e verificar onde eles poderiam ser empregados novamente.

Reaproveitamento virou identidade da equipe

A equipe Capivara já havia utilizado resíduos da construção civil em seus projetos na edição de 2024. A prática, portanto, não surgiu apenas para resolver uma dificuldade pontual na preparação do novo carro.

De acordo com João Albuquerque, a busca por maneiras de reaproveitar e inovar com os recursos disponíveis passou a fazer parte da identidade do grupo.

Os estudantes mineiros incorporaram o reaproveitamento ao processo de engenharia, avaliando materiais descartados como possíveis recursos para novas soluções.

Essa postura também aproxima o aprendizado universitário de desafios presentes fora da sala de aula, como redução de resíduos, limitação de orçamento e necessidade de produzir estruturas leves.

Leveza influencia diretamente a eficiência

Em uma competição de eficiência energética, o peso do veículo pode influenciar a quantidade de energia necessária para movimentá-lo. Quanto maior a massa, maior tende a ser o esforço exigido durante acelerações e retomadas.

Por isso, a escolha dos materiais não depende apenas de disponibilidade ou custo. O protótipo precisa ser leve sem perder a resistência necessária para completar o circuito e proteger o piloto.

PVC, fibra de vidro e peças metálicas cumprem funções diferentes. A equipe precisa distribuir esses materiais de maneira estratégica para evitar excesso de peso ou fragilidade estrutural.

O conteúdo divulgado não apresenta o peso final do carro da Capivara nem informa quanto foi reduzido com a utilização dos itens reaproveitados.

Protótipo precisa passar por inspeção técnica

Antes de competir, os veículos da Shell Eco-marathon passam por uma inspeção técnica. A avaliação verifica se cada projeto atende aos requisitos necessários para entrar no circuito.

Isso significa que criatividade e reaproveitamento não dispensam conformidade. Um material recuperado precisa funcionar corretamente e integrar uma estrutura capaz de enfrentar os testes estabelecidos pela competição.

Os veículos são avaliados dentro de categorias de energia e classes específicas. Na edição brasileira, há modalidades de combustão interna, bateria elétrica e hidrogênio, além das classes protótipo e conceito urbano.

O conteúdo fornecido não identifica em qual categoria energética o carro da equipe Capivara competiu nem apresenta o resultado alcançado pelo grupo na pista.

Competição mede distância e consumo de energia

O objetivo da Shell Eco-marathon não é determinar qual veículo atinge a maior velocidade. A avaliação considera a capacidade de percorrer um circuito utilizando a menor quantidade possível de combustível ou energia.

A equipe vencedora é aquela que consegue alcançar a maior distância com menor consumo dentro das regras de sua categoria.

O desafio obriga os estudantes a combinar aerodinâmica, baixo peso, eficiência mecânica e estratégia de condução. Uma falha em qualquer uma dessas áreas pode reduzir o desempenho do conjunto.

O carro precisa se movimentar de forma estável e completar as exigências do percurso. Isso transforma o projeto em uma aplicação prática de conhecimentos desenvolvidos em diferentes áreas da engenharia.

Projeto aproxima estudantes da engenharia aplicada

Construir o veículo permite que os universitários enfrentem problemas semelhantes aos encontrados em atividades profissionais. Eles precisam planejar, testar, corrigir falhas e trabalhar com recursos limitados.

A experiência também exige organização de equipe. Estrutura, sistemas mecânicos, energia, condução e documentação precisam avançar de forma coordenada.

O protótipo mostra que engenharia aplicada não depende apenas de materiais novos ou componentes de alto custo. Pesquisa, criatividade e capacidade de adaptação também influenciam o resultado.

Ao transformar tubos, metal e peças desmontadas em partes de um carro, os estudantes demonstraram como o conhecimento técnico pode modificar o destino de resíduos comuns.

Evento reúne cerca de 500 universitários

A oitava edição brasileira da Shell Eco-marathon reúne cerca de 500 estudantes de diferentes regiões do Brasil e de países como Peru, Colômbia e México.

Ao longo de quatro décadas, a competição internacional tem incentivado equipes universitárias a desenvolver veículos voltados à eficiência energética.

O formato transforma o evento em uma vitrine de projetos acadêmicos, pesquisa de materiais e novas formas de reduzir o consumo durante o deslocamento.

Para os estudantes mineiros da equipe Capivara, a participação também representa a oportunidade de comparar o protótipo com veículos desenvolvidos por outras universidades.

Resíduos comuns ganharam função técnica

O carro construído pela equipe Capivara nasceu da combinação entre projeto universitário e materiais que haviam perdido sua finalidade inicial.

Tubos retirados de obras, sobras de fibra de vidro, metal descartado e uma peça de motocicleta foram preparados para cumprir funções reais dentro do veículo.

O resultado mostra que reaproveitar não é apenas reutilizar um objeto da mesma maneira, mas identificar suas propriedades e transformá-lo para atender uma nova necessidade.

A experiência dos estudantes mineiros indica que resíduos comuns podem voltar ao ciclo produtivo quando encontram pesquisa, planejamento e conhecimento técnico. Você acredita que projetos universitários como esse podem ajudar a construção civil e a indústria a reaproveitar mais materiais? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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