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Estudantes transformaram um torneio de queimada com 150 participantes em uma missão por água limpa que atravessou gerações, mobilizaram mais de 2 mil jogadores e voluntários, ultrapassaram US$ 300 mil arrecadados e financiaram poços, bombas e sistemas de captação em escolas, clínicas e comunidades onde a água segura ainda era um privilégio

Estudantes transformaram um torneio de queimada com 150 participantes em uma missão por água limpa que atravessou gerações, mobilizaram mais de 2 mil jogadores e voluntários, ultrapassaram US$ 300 mil arrecadados e financiaram poços, bombas e sistemas de captação em escolas, clínicas e comunidades onde a água segura ainda era um privilégio

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Estudantes transformaram um torneio de queimada com 150 participantes em uma missão por água limpa que atravessou gerações, mobilizaram mais de 2 mil jogadores e voluntários, ultrapassaram US$ 300 mil arrecadados e financiaram poços, bombas e sistemas de captação em escolas, clínicas e comunidades onde a água segura ainda era um privilégio

Escrito por Ana Alice

Publicado em 28/07/2026 às 16:07

Curiosidades

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Estudantes transformam torneio de queimada em campanha por água limpa, arrecadam mais de US$ 300 mil e financiam projetos comunitários. (Imagem: Ilustrativa)

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Um torneio escolar de queimada cresceu ao longo de uma década e passou a financiar poços, sistemas de captação, clínicas e ações comunitárias, mostrando como uma iniciativa estudantil pode ganhar escala sem perder sua origem.

Um torneio escolar de queimada criado na região de Pittsburgh, nos Estados Unidos, tornou-se o principal motor de uma iniciativa estudantil que afirma ter arrecadado mais de US$ 300 mil para projetos de água limpa, saneamento, educação e apoio comunitário em diferentes países.

O Project Water surgiu no distrito escolar de North Allegheny, no estado da Pensilvânia, e continuava ativo em 2026, mais de uma década depois dos primeiros eventos.

Em maio daquele ano, estudantes organizaram outra edição do torneio anual, mantendo a sucessão de equipes responsáveis pela campanha.

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O modelo combina esporte, arrecadação e atividades educativas.

Enquanto grupos disputam partidas de queimada, voluntários apresentam informações sobre comunidades que enfrentam dificuldades para obter água segura, manter estruturas de saneamento e acessar serviços básicos de saúde.

A iniciativa começou com um evento que reuniu pouco mais de 150 jogadores.

Em um balanço publicado em 2017, a organização informou que os torneios e atividades já haviam mobilizado mais de 2 mil participantes e voluntários, além de gerar US$ 36 mil até aquele momento.

Com a realização de novas edições e a entrada de diferentes gerações de estudantes, a arrecadação declarada cresceu.

A página de resultados do Project Water informa atualmente um total superior a US$ 300 mil, embora outra seção do mesmo site ainda apresente o dado antigo de mais de US$ 100 mil.

Torneio de queimada virou estrutura de arrecadação

A origem do Project Water é atribuída a Joshua Thomas e aos estudantes MJ Barton, Dave Bjorklund e Ben Cinker.

A página institucional situa a fundação em 2015, enquanto outros registros ligados ao projeto mencionam 2014, indicando uma divergência sobre o ano exato em que a iniciativa começou a ser organizada.

O ponto inicial foi a tentativa de arrecadar recursos para comunidades africanas sem acesso regular à água potável.

Em vez de limitar a campanha à coleta de doações, o grupo escolheu um torneio de queimada como forma de reunir estudantes, professores, empresas locais e familiares.

No primeiro evento, mais de 150 pessoas participaram.

Três anos depois, uma edição já reunia mais de 900 jogadores, segundo um texto publicado pelo fundador ao deixar a direção da organização.

O crescimento não ocorreu apenas dentro da quadra.

Os estudantes passaram a organizar inscrições, buscar patrocinadores, formar equipes de voluntários, divulgar os torneios e apresentar aos participantes os projetos que receberiam os recursos.

A continuidade também exigiu troca de liderança.

Como os responsáveis se formavam e deixavam a escola, novos alunos assumiam a direção, preservando os eventos e escolhendo outras frentes de atuação.

Essa passagem entre turmas ajuda a explicar por que uma atividade inicialmente vinculada a um pequeno grupo continuou aparecendo no calendário escolar.

Em 2025, o torneio foi marcado para 19 de maio; em 2026, uma nova edição foi documentada pela publicação estudantil da North Allegheny Senior High School.

Estudantes participam do torneio anual de queimada do Project Water, evento usado para arrecadar recursos destinados a projetos de água, saneamento e apoio comunitário. Crédito: Project Water/Divulgação

Eventos mobilizaram milhares de estudantes e voluntários

A organização informa que uma das edições mais próximas reuniu mais de mil estudantes em seus eventos de arrecadação.

O número não substitui o registro histórico de 2 mil jogadores e voluntários, pois os dados se referem a períodos diferentes.

Os mais de 2 mil participantes apareceram no balanço de 2017 e representavam o total acumulado até então.

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Já a referência a mais de mil estudantes corresponde ao resultado divulgado para um período anual posterior.

Além das partidas, o Project Water criou uma atividade chamada Project Experience.

Durante o torneio, as equipes passam por espaços com informações sobre as condições enfrentadas pelas populações apoiadas.

O objetivo declarado é ligar a competição aos problemas que motivaram a campanha.

Assim, o dia de jogos funciona simultaneamente como evento de arrecadação e ação educativa sobre pobreza, água, saneamento e saúde.

Em 2019, um torneio realizado na North Allegheny Intermediate High School arrecadou mais de US$ 30 mil, conforme reportagem do jornal estudantil da instituição.

Dezenas de voluntários participaram da organização, das partidas e das apresentações temáticas.

Recursos financiaram poços e sistemas de captação de água

Os projetos apoiados não se resumem à perfuração de um único tipo de poço.

A lista publicada pela organização inclui dois poços comunitários do tipo borehole, um poço profundo com bomba manual e sistemas de captação da água da chuva instalados em uma escola e em um abrigo infantil.

Um borehole é uma perfuração estreita e profunda feita no solo para alcançar água subterrânea.

Depois de aberto, o ponto pode receber uma bomba manual ou mecanizada, dependendo da profundidade, da disponibilidade de energia e da quantidade de pessoas atendidas.

No caso de Kyenjojo, em Uganda, o Project Water afirma ter financiado dois poços comunitários.

Segundo a organização, cada estrutura foi planejada para atender aproximadamente 300 pessoas e reduzir deslocamentos para buscar água.

A captação da chuva atende a outro tipo de necessidade.

Nesse sistema, a água que cai sobre telhados ou outras superfícies é direcionada por calhas até reservatórios, onde pode ser armazenada para uso posterior.

A solução é especialmente relevante em locais que recebem chuva em parte do ano, mas não possuem infraestrutura para guardar a água.

Sem reservatórios, grande parte do volume escoa pelo terreno e deixa de estar disponível durante os períodos mais secos.

Em uma escola de Kyenjojo, a organização financiou um sistema desse tipo.

A justificativa apresentada é que estudantes e moradores enfrentavam dificuldades mesmo durante temporadas chuvosas, porque não existia uma estrutura adequada para conservar a água.

Estudantes aparecem diante de um reservatório instalado para armazenar água da chuva em uma escola de Kyenjojo, em Uganda, um dos projetos apresentados pelo Project Water. Crédito:Project Water/Divulgação

Clínicas rurais receberam melhorias de água e saneamento

A atuação mais recente descrita no site do Project Water inclui o financiamento de melhorias em duas clínicas rurais de Gana.

O projeto prevê acesso à água limpa, pontos para lavar as mãos, banheiros, chuveiros, equipamentos médicos e treinamento de profissionais de saúde.

A organização informa um investimento de US$ 80 mil, acompanhado por uma doação equivalente de outro financiador.

Com a combinação dos recursos, as duas unidades seriam preparadas para atender aproximadamente 10 mil pessoas.

A presença de água em uma clínica afeta atividades básicas como limpeza, higiene das mãos, atendimento de gestantes e controle de infecções.

Por isso, o projeto não trata a água apenas como abastecimento doméstico, mas como parte da infraestrutura necessária para o funcionamento dos serviços de saúde.

A página institucional também registra apoio a uma estrutura séptica próxima a alojamentos escolares.

Tanques sépticos recebem e tratam parcialmente resíduos de locais sem ligação com uma rede central de esgoto.

Essa frente mostra que fornecer uma bomba ou perfurar um poço não encerra todas as necessidades de uma comunidade.

Água, higiene e descarte de resíduos fazem parte do mesmo conjunto de infraestrutura.

Moradores utilizam uma bomba manual instalada em um dos projetos comunitários apresentados pelo Project Water na região de Kyenjojo, em Uganda. Crédito:Project Water/Divulgação

Campanha estudantil alcançou educação e moradia

Ao longo dos anos, o Project Water passou a listar iniciativas que vão além do abastecimento.

Entre elas estão reformas em uma escola no Quênia, uniformes e colchões para uma instituição de ensino, uma casa de quatro quartos para famílias de uma comunidade e programas de apoio a crianças.

A organização também informa ter contribuído para um fundo de fortalecimento econômico no Senegal.

Os valores individuais e as datas de todos esses repasses, entretanto, não estão detalhados de forma completa na página de resultados.

Por essa razão, o total superior a US$ 300 mil deve ser apresentado como uma informação declarada pelo próprio Project Water.

O site não oferece uma planilha pública com a divisão anual da arrecadação, a relação de despesas ou o valor destinado separadamente a cada iniciativa.

Há ainda uma inconsistência interna.

Na seção que conta a história da organização, permanece a informação de mais de US$ 100 mil arrecadados; poucos parágrafos abaixo, a lista de conquistas informa mais de US$ 300 mil.

O valor maior parece representar uma atualização do total acumulado, mas a data da mudança e a memória de cálculo não são apresentadas.

Project Water também passou a atuar localmente

A expansão não ficou restrita às campanhas internacionais.

Em 2021, estudantes criaram o Project Preserve, frente voltada ao voluntariado e à atuação ambiental na própria região de North Allegheny.

As ações divulgadas incluem mais de 250 horas de serviço, transformação de 5 mil sacolas plásticas em cobertores, recolhimento de mais de 13 quilos de lixo, distribuição de refeições e coleta de mais de 500 pares de calçados.

O grupo também participou de atividades em horta comunitária, educação em ciência e tecnologia e produção de um mural relacionado à poluição da água.

Com isso, a campanha passou a trabalhar em duas escalas.

Parte dos recursos continuou destinada a parceiros e comunidades em outros países, enquanto algumas atividades envolveram necessidades ambientais e sociais próximas às escolas.

Organização estudantil continuou ativa em 2026

O site principal ainda identifica o Project Water como uma iniciativa sem fins lucrativos conduzida pelo corpo estudantil do distrito escolar.

A página de equipe disponível, porém, mostra os responsáveis do ano letivo de 2024 a 2025 e não apresenta uma composição atualizada para 2026.

Mesmo assim, a continuidade dos eventos foi confirmada por registros públicos.

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O perfil da organização divulgou recrutamento de voluntários para o torneio de 2026, e o jornal da escola publicou uma galeria com 49 fotos da edição realizada em maio.

Esse funcionamento depende da capacidade de cada turma de transmitir conhecimento à seguinte.

Os estudantes que assumem o projeto precisam reaprender tarefas como negociar patrocínios, cuidar das inscrições, montar tabelas, coordenar voluntários e acompanhar os parceiros beneficiados.

O torneio que começou com 150 participantes tornou-se, assim, um mecanismo recorrente de mobilização escolar.

Os números divulgados pelo Project Water mostram uma arrecadação crescente, mas parte dos detalhes financeiros e cronológicos permanece sem documentação pública completa.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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