O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) afirmou, nessa quarta-feira (8/7), que concluiu uma nova rodada de ataques contra o Irã e bombardeou aproximadamente 90 alvos militares no segundo dia consecutivo de ofensivas contra o país.
De acordo com o comando militar, a operação teve como objetivo reduzir ainda mais a capacidade iraniana de ameaçar embarcações comerciais e tripulações civis que navegam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
De acordo com o Centcom, foram atingidos sistemas de defesa aérea, equipamentos de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, instalações navais e infraestrutura logística militar ao longo da costa iraniana.
Em comunicado, os militares norte-americanos afirmaram que a ofensiva deu continuidade aos ataques realizados na noite anterior.
“No dia 8 de julho, as forças do Comando Central dos EUA concluíram uma nova rodada de ataques contra o Irã para reduzir ainda mais sua capacidade de atacar navios comerciais e marinheiros civis inocentes no Estreito de Ormuz”, informou o comando.
Trégua chega ao fim
- A escalada militar teve início após o presidente Donald Trump declarar encerrado o memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerã em junho, que previa um cessar-fogo provisório e negociações para um acordo de paz permanente.
- Segundo o governo americano, a decisão foi tomada após o Irã atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.
- Teerã nega as acusações e contra-acusa os Estados Unidos de violarem os compromissos assumidos durante as negociações.
- Apesar da retomada dos confrontos, Trump afirmou nesta quarta-feira que o governo iraniano procurou Washington para tentar negociar um novo acordo.
- No entanto, o republicano afirmou não saber se os iranianos “são dignos de um acordo”.
- O aumento das hostilidades também elevou a tensão em torno do Estreito de Ormuz.
- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a passagem marítima “só será reaberta com acordos iranianos” e advertiu que novos ataques americanos serão respondidos pelo país.
Ataques consecutivos
Washington afirma que a ofensiva foi uma resposta aos supostos ataques iranianos contra três navios mercantes que navegavam pelo Estreito de Ormuz, acusação negada por Teerã.
O comando militar acrescentou que as forças americanas permanecem “vigilantes, letais e preparadas” para executar novas operações determinadas por Trump.
Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) diz ter atacado quatro bases militares americanas no Oriente Médio, sendo duas localizadas no Kuwait e outras duas no Bahrein.







