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EUA preparam usinas nucleares no mar, criam regras para reatores flutuantes em 3,2 bilhões de acres e abrem uma nova corrida energética nos oceanos

EUA preparam usinas nucleares no mar, criam regras para reatores flutuantes em 3,2 bilhões de acres e abrem uma nova corrida energética nos oceanos

4 min de leitura

EUA preparam usinas nucleares no mar, criam regras para reatores flutuantes em 3,2 bilhões de acres e abrem uma nova corrida energética nos oceanos

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 28/07/2026 às 10:29

Energia Nuclear

Estrutura nuclear flutuante ilustra o avanço regulatório dos Estados Unidos para avaliar futuros reatores instalados no mar.

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Acordo entre órgãos federais define como futuros projetos nucleares marítimos poderão ser avaliados, embora nenhuma usina comercial tenha sido aprovada

Em 22 de julho de 2026, os Estados Unidos avançaram nos planos de avaliar a instalação de usinas nucleares no mar. O governo norte-americano anunciou um acordo para coordenar a análise de possíveis projetos em águas federais.

A iniciativa ainda não autoriza construções. Contudo, ela estabelece os primeiros procedimentos regulatórios para empresas interessadas em desenvolver reatores nucleares flutuantes ou instalados em estruturas marítimas.

O acordo integra a estratégia da administração Donald Trump para ampliar a produção nuclear do país. Ao mesmo tempo, a proposta reacendeu discussões sobre segurança energética, fiscalização e possíveis impactos sobre os oceanos.

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Acordo entre MMA e NRC prepara regras para futuras usinas nucleares em águas federais

O memorando foi firmado pela Administração de Minerais Marinhos, conhecida pela sigla MMA, e pela Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos, a NRC.

A MMA, vinculada ao Departamento do Interior, administra atividades desenvolvidas na Plataforma Continental Externa. A região compreende aproximadamente 3,2 bilhões de acres de área marítima sob controle federal.

A partir do acordo, os dois órgãos deverão coordenar responsabilidades caso empresas apresentem propostas nucleares offshore. Portanto, o documento busca evitar dúvidas sobre licenciamento, fiscalização e segurança.

Até agora, nenhuma usina nuclear marítima comercial foi aprovada nos Estados Unidos. Também não existe um local definido para receber uma possível instalação.

Usina nuclear flutuante avança em águas federais dos Estados Unidos.

Experiência de submarinos e navios militares sustenta interesse dos Estados Unidos pela tecnologia

Matt Giacona, diretor interino da MMA, afirmou que sistemas de reatores submersos já são utilizados há décadas em aplicações navais.

Submarinos, embarcações militares e quebra-gelos empregam propulsão nuclear em diferentes operações. Assim, o governo considera essa experiência uma demonstração do potencial da tecnologia em ambientes marítimos desafiadores.

Segundo Giacona, esses sistemas poderão fortalecer significativamente a segurança energética dos Estados Unidos no futuro.

A novidade, não está na presença de reatores em embarcações. O novo passo envolve adaptar essa experiência para produzir eletricidade em instalações comerciais posicionadas no oceano.

Rússia opera a única usina nuclear flutuante enquanto outros países desenvolvem projetos

O interesse por usinas nucleares flutuantes também cresce fora dos Estados Unidos. Atualmente, projetos relacionados à tecnologia são desenvolvidos por diferentes países:

Entretanto, somente a Rússia mantém uma instalação comercial desse tipo em funcionamento.

A Akademik Lomonosov opera no extremo leste russo. Dessa forma, o empreendimento permanece como a principal referência prática para países interessados na geração nuclear flutuante.

Marco regulatório pretende orientar empresas interessadas em energia nuclear offshore

Jeremy Bowen, diretor do Escritório de Reatores Avançados da NRC, afirmou que o acordo oferece uma estrutura clara para futuros interessados.

Segundo Bowen, a coordenação deverá aumentar a previsibilidade regulatória. Além disso, poderá permitir a implantação segura, protegida e eficiente de tecnologias nucleares emergentes.

O documento, contudo, representa somente uma preparação administrativa. Portanto, cada projeto ainda precisaria passar pelas avaliações exigidas antes de qualquer instalação.

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Caio Aviz

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Governo Trump pretende quadruplicar geração nuclear até 2050

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da administração Donald Trump. O governo pretende quadruplicar a capacidade de geração nuclear dos Estados Unidos até 2050.

Paralelamente, a administração busca interromper projetos de energia eólica offshore. Dessa maneira, as duas fontes recebem tratamentos diferentes dentro da atual política energética norte-americana.

A Agência Internacional de Energia Atômica considera que a energia nuclear pode ajudar a reduzir emissões de carbono. Entretanto, esse argumento não aparece como foco central da política apresentada pelo governo Trump.

Proposta de usinas nucleares no mar provoca críticas de ambientalistas

Organizações ambientais reagiram ao anúncio e demonstraram preocupação com possíveis consequências para os ecossistemas marítimos.

Nick Katkevich, do Center for Biological Diversity, classificou a proposta como uma ameaça aos oceanos. Ele também criticou a possibilidade de reatores serem instalados em antigas plataformas petrolíferas.

Por enquanto, nenhuma usina nuclear será construída no mar dos Estados Unidos.

O acordo apenas determina como possíveis propostas deverão ser analisadas. Assim, qualquer avanço dependerá da apresentação de projetos comerciais e das futuras avaliações regulatórias.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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