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EUA sobe o tom e ameaça sancionar americanos envolvidos com PCC e CV

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EUA sobe o tom e ameaça sancionar americanos envolvidos com PCC e CV

O governo dos Estados Unidos elevou o tom contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) e passou a alertar que até cidadãos norte-americanos poderão ser alvo de sanções caso mantenham relações financeiras ou prestem apoio às facções brasileiras classificadas por Washington como organizações terroristas estrangeiras.

Fontes do Departamento de Estado dos Estados Unidos revelaram ao Metrópoles, com exclusividade, nesta sexta-feira (3/7), que a nova política antiterrorismo adotada pela administração do presidente Donald Trump alcança não apenas estrangeiros, mas também residentes permanentes e cidadãos americanos que realizarem transações com integrantes das organizações criminosas.

“Realizar transações com membros do Comando Vermelho ou do Primeiro Comando da Capital acarreta riscos em relação às autoridades responsáveis pelas sanções antiterrorismo, não apenas para pessoas que não são cidadãos dos EUA, mas também para residentes permanentes legais e cidadãos americanos. Essa medida demonstra ainda mais o compromisso inabalável da Administração Trump em eliminar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano”, afirmaram.

O posicionamento representa uma ampliação da ofensiva iniciada nesta semana contra as duas maiores facções criminosas do Brasil, depois que o governo norte-americano passou a enquadrá-las formalmente como Organizações Terroristas Estrangeiras (Foreign Terrorist Organizations – FTOs).

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EUA classificou PCC e CV como terroristas

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Classificação do PCC-CV como terroristas sai no Diário Oficial dos EUA

Reprodução/Federal Register

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Arte Metrópoles/Carla Sena

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Primeiras sanções


Alcance das medidas

A possibilidade de punição a pessoas e empresas que mantenham relações com as facções já havia sido antecipada pelo Metrópoles. Agora, fontes do Departamento de Estado confirmam que as consequências poderão atingir inclusive cidadãos americanos.

Na prática, qualquer pessoa ou empresa — nos Estados Unidos ou em outros países — que forneça apoio material ou realize operações financeiras com integrantes do PCC ou do Comando Vermelho poderá ser investigada e ficar sujeita às sanções previstas na legislação antiterrorismo. No caso de estrangeiros, as medidas podem incluir restrições migratórias e deportação do território norte-americano.

Nova estratégia dos EUA

Os Estados Unidos classificam o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental e sustentam que tanto a facção paulista quanto o Comando Vermelho representam ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia americana.

Segundo o Departamento de Estado, os grupos “cometeram ou tentaram cometer, representam risco significativo de cometer ou participaram de treinamento para cometer atos terroristas”, justificando a inclusão na lista de organizações terroristas estrangeiras.

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