Menos de duas semanas após obterem liberdade provisória, quatro investigados no âmbito da Operação Rota do Fim voltaram a ser presos no Acre. O Tribunal de Justiça do Estado (TJAC) acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público do Acre (MPAC) e restabeleceu as custódias cautelares do grupo, acusado de integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas e à lavagem de dinheiro.
Com a nova decisão, retornam à prisão o empresário Ennyelson Moraes de Souza — ex-proprietário da rede Casa de Carnes Na Rota do Boi e da Leilo Marca Leilões —, além de Priscilla Lira Fernandes Leon Moraes, Wiliam Rafael da Silva Soares e Leandro Sampaio da Silva. Os novos mandados foram cumpridos na quinta-feira (30) por uma ação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Militar.
Entenda a reviravolta jurídica
No dia 16 de julho, o juiz Alex Ferreira Oivane, da Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco, havia revogado as prisões preventivas dos quatro suspeitos. Na ocasião, o magistrado considerou que as etapas cruciais da investigação — como buscas, apreensões, bloqueios de bens e quebras de sigilo — já tinham sido concluídas. Ele substituiu as prisões por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e proibição de contato entre os investigados.
No entanto, o Gaeco recorreu da decisão ao TJAC, sustentando que as medidas alternativas eram insuficientes perante a gravidade das acusações e a posição estratégica que os suspeitos ocupariam na estrutura criminosa. Ao analisar a tutela de urgência solicitada pelo Ministério Público, a Corte estadual atendeu aos argumentos do órgão e determinou o retorno imediato dos investigados ao sistema prisional para garantia da ordem pública.
A Operação Rota do Fim
A operação investiga um esquema estruturado de narcotráfico e ocultação de bens de origem ilícita. A engrenagem do grupo começou a ser desmantelada após a apreensão de 469 quilos de cocaína, realizada em maio de 2022 no estado de Mato Grosso, fato que deu origem às investigações no Acre.
*Com informações do site ac24horas
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

