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Ex-subsecretária falta em audiência sobre contrato de R$ 348 mi

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Ex-subsecretária falta em audiência sobre contrato de R$ 348 mi

Belo Horizonte – A ex-subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica Kellen Silva Senra não compareceu a audiência pública realizada nesta quarta-feira (8/7) pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para tratar de supostas irregularidades na aquisição de material didático pela Secretaria de Estado da Educação (SEE).

Os parlamentares averiguam a assinatura de um contrato sem licitação com a empresa Fazer Educação para a aquisição deste material num valor de R$ 348 milhões, em dezembro de 2025, durante a gestão do ex-secretário Rossieli Soares, que foi exonerado ainda pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) em abril de 2026.

A presidente da comissão, a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), apontou que a presença da ex-subsecretária era fundamental para que fosse esclarecido como foi feito o estudo e o planejamento sobre o contrato que permitiu a compra.

Soares foi nomeado em agosto de 2025, quatro meses depois o contrato foi fechado. Segundo Beatriz, um cidadão ainda buscou alertar o governo de Minas Gerais sobre indícios de corrupção, mas o pagamento foi feito seis dias após a assinatura do contrato.

“Fiz as primeiras denúncias. A Polícia Federal recebeu uma denúncia minha, porque nós identificamos um esquema com vários estados com esse mesmo grupo econômico. Já denunciei ao TCE e aguardo o trabalho do tribunal a respeito e também tem uma representação no Ministério Público Federal, que são os órgãos e instituições que têm o poder de dar sequência e fazer as investigações em cada âmbito. Está nos parecendo que é um caso para a Polícia Federal”, afirmou Cerqueira.

Ex-ministro da Educação no governo de Michel Temer (MDB), com passagens como secretário de educação de São Paulo, Amazonas e Pará. Neste último, Rossieli chegou a firmar acordos com cifras que vão de R$ 152 milhões a mais de R$ 187 milhões.

A Fazer Educação foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul por suspeita de fraude em um contrato de material didático no valor de R$ 8,6 milhões com a prefeitura de Porto Alegre em 2022.

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