A frustração com a falta de responsabilidade dos parceiros nas tarefas domésticas é um dilema comum para muitas mulheres. Alguns deles, inclusive, não conseguem ter compreensão com as consequências de deixar a própria parceira sobrecarregada. Segundo um estudo publicado no Journal of Sex Research, a divisão desigual dos afazeres pode até mesmo reduzir o desejo sexual das mulheres.
O levantamento
A pesquisa da Universidade do Colorado Boulder, nos Estados Unidos, analisou dois estudos diferentes, com entrevistas de cerca de mil pessoas em relacionamentos heterrossexuais. O primeiro analisou 163 casais na época da pandemia do Covid-19, enquanto o outro entrevistou 617 pessoas em relações após esse período.
“Quando as mulheres adotavam um sexismo menos benevolente, alinhado ao desejo de uma parceria igualitária, e dividiam as tarefas domésticas igualmente com seus parceiros, elas relatavam maior desejo sexual. Mas, quando desejavam um relacionamento igualitário e realizavam mais tarefas domésticas do que seus parceiros, relatavam menor desejo sexual por eles“, comentou Alexandra Liepmann, autora do estudo.
Essa associação, portanto, depende principalmente das expectativas de cada mulher sobre os papéis de gênero. Além disso, de acordo com os autores, outro padrão observado foi que, no caso de homens com a maior parcela de cuidado com os filhos, existia um menor nível de libido — em razão de ser a responsabilidade mais exaustiva, como descrito pelos participantes.

Resultados não mentem
Por outro lado, parceiros mais ativos nas tarefas também demonstraram maior desejo pelas companheiras.
Embora não seja uma relação de causa e efeito, os autores ressaltaram que os resultados, de fato, sugerem que uma divisão justa das tarefas pode, sim, afetar a satisfação sexual entre os pares.











