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Famílias fizeram funerais, guardaram urnas e criaram joias antes de descobrirem que diretor entregava cinzas falsas e mantinha 31 corpos em decomposição

Famílias fizeram funerais, guardaram urnas e criaram joias antes de descobrirem que diretor entregava cinzas falsas e mantinha 31 corpos em decomposição

4 min de leitura

Famílias fizeram funerais, guardaram urnas e criaram joias antes de descobrirem que diretor entregava cinzas falsas e mantinha 31 corpos em decomposição

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 29/07/2026 às 09:52

Atualizado em 29/07/2026 às 09:53

Curiosidades

Lápide em destaque representa o impacto causado às famílias enganadas por uma funerária que entregou cinzas incorretas e manteve corpos em decomposição.

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Diretor de funerária britânico admitiu 67 crimes após enganar dezenas de famílias, entregar restos mortais incorretos e esconder corpos durante vários anos.

Um caso envolvendo fraudes funerárias e entrega de cinzas falsas causou forte repercussão na Inglaterra.

Robert Bush, diretor da Legacy Independent Funeral Directors, admitiu 67 crimes relacionados à administração da funerária, localizada na cidade de Hull.

Segundo o Tribunal da Coroa de Hull, as acusações incluíram fraude, roubo de doações beneficentes e violação do dever de garantir sepultamentos dignos.

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As investigações apontaram que 31 corpos permaneceram em decomposição nas instalações, enquanto famílias eram informadas de que as cremações já haviam ocorrido.

Cinzas pertencentes a desconhecidos foram entregues posteriormente aos parentes, provocando funerais, homenagens e despedidas realizadas com restos mortais incorretos.

Investigação revela entrega de cinzas falsas

A acusação identificou fraudes envolvendo familiares de pelo menos 57 pessoas entre 2017 e 2024.

Robert Bush entregou cinzas incorretas em 46 casos. Outras 11 famílias nunca receberam qualquer urna funerária.

Muitos parentes espalharam os materiais recebidos durante cerimônias de despedida.

Outras famílias guardaram as cinzas dentro de urnas ou solicitaram a produção de joias memoriais.

Essas peças, portanto, foram confeccionadas com restos mortais que pertenciam a pessoas desconhecidas.

A descoberta obrigou diversos parentes a enfrentar novamente o processo de luto.

Corpos permaneceram armazenados dentro da funerária

Os investigadores localizaram 31 corpos em diferentes estágios de decomposição dentro das dependências da Legacy.

Durante esse período, Bush dizia aos familiares que os falecidos já tinham sido cremados.

As condições encontradas demonstraram falhas graves no armazenamento e no tratamento dos restos mortais.

A ausência de registros confiáveis também impediu a identificação imediata de algumas vítimas.

Diversas famílias, por isso, precisaram aguardar semanas pelos resultados de testes de DNA.

Os exames permitiram localizar corretamente alguns corpos e confirmar suas identidades.

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Mulheres receberam supostas cinzas de bebês

Quatro mulheres estavam entre as vítimas mais afetadas pelo esquema.

Elas receberam materiais apresentados como cinzas de seus bebês, após enfrentarem perdas gestacionais.

Registros hospitalares revelaram que, em pelo menos um episódio, a funerária ainda não havia recolhido os restos mortais da criança.

A suposta urna com as cinzas, mesmo assim, já havia sido entregue à família.

Outro caso envolveu o corpo de um bebê natimorto.

O corpo foi encontrado dentro de um saco de papel, nas instalações da funerária, quase dois anos depois do parto.

Viagem aos Estados Unidos revelou situação na funerária

A descoberta ocorreu durante uma viagem de Robert Bush aos Estados Unidos.

Dois diretores de outra funerária foram chamados para auxiliá-lo em um serviço enquanto ele permanecia fora do país.

Os profissionais entraram na unidade da Legacy e encontraram corpos descobertos em diferentes estágios de decomposição.

Um feto humano também estava armazenado de maneira inadequada.

A situação levou os profissionais a acionarem imediatamente a polícia.

A investigação, então, revelou a dimensão das irregularidades praticadas durante vários anos.

Falta de documentos dificultou localização das vítimas

Os registros mantidos pela funerária não apresentavam informações suficientes para relacionar cada corpo às respectivas famílias.

Essa desorganização aumentou a complexidade do trabalho realizado pelos investigadores.

Testes de DNA foram necessários para identificar restos mortais e localizar os parentes corretos.

Algumas famílias aguardaram semanas até receberem respostas definitivas das autoridades.

O processo também revelou que determinados corpos apontados como cremados ainda permaneciam dentro do estabelecimento.

Diretor admitiu 67 crimes diante da Justiça

Robert Bush admitiu os crimes perante o Tribunal da Coroa de Hull.

A confissão envolveu fraude contra famílias, roubo de doações beneficentes e falhas relacionadas aos sepultamentos.

O caso mostrou que dezenas de parentes realizaram cerimônias acreditando possuir as cinzas corretas.

Outras vítimas descobriram que os corpos de seus familiares permaneceram abandonados dentro da funerária.

A entrega de cinzas falsas transformou homenagens, urnas e joias memoriais em lembranças ligadas a pessoas desconhecidas.

O impacto das cinzas falsas sobre as famílias

O esquema atingiu famílias que confiaram à empresa a responsabilidade de cuidar de seus parentes falecidos.

A ausência de registros precisos dificultou a identificação dos corpos e ampliou o sofrimento emocional causado pelas descobertas.

As famílias também precisaram revisar cerimônias que acreditavam representar despedidas definitivas.

O caso, dessa forma, expôs uma sequência de fraudes praticadas entre 2017 e 2024.

Como você reagiria ao descobrir que as cinzas guardadas durante anos não pertenciam ao seu familiar? Deixe sua opinião.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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