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Farol de 850 toneladas ficou a apenas 4 metros de um penhasco e ameaçou despencar 61 metros no mar, até que engenheiros usaram 22 macacos hidráulicos, vigas de concreto e graxa para arrastar toda a construção 17 metros para o interior, mas a erosão pode obrigar uma nova mudança nas próximas décadas

Farol de 850 toneladas ficou a apenas 4 metros de um penhasco e ameaçou despencar 61 metros no mar, até que engenheiros usaram 22 macacos hidráulicos, vigas de concreto e graxa para arrastar toda a construção 17 metros para o interior, mas a erosão pode obrigar uma nova mudança nas próximas décadas

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Farol de 850 toneladas ficou a apenas 4 metros de um penhasco e ameaçou despencar 61 metros no mar, até que engenheiros usaram 22 macacos hidráulicos, vigas de concreto e graxa para arrastar toda a construção 17 metros para o interior, mas a erosão pode obrigar uma nova mudança nas próximas décadas

Escrito por Carla Teles

Publicado em 27/07/2026 às 19:55

Curiosidades

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Farol de 850 toneladas é movido 17 metros com 22 macacos hidráulicos para escapar da erosão em um penhasco na Inglaterra.

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O farol Belle Tout, em Beachy Head, foi salvo em 1999 após engenheiros usarem 22 macacos hidráulicos, vigas de concreto e graxa para deslocar a estrutura 17 metros para o interior. Mesmo protegido por novas fundações, o edifício histórico permanece ameaçado pela erosão dos penhascos de giz da costa inglesa.

O farol Belle Tout, uma construção de aproximadamente 850 toneladas localizada nos penhascos de Beachy Head, perto de Eastbourne, no sul da Inglaterra, chegou a ficar apenas 4 metros distante da borda após desmoronamentos registrados em 1998. Abaixo da estrutura havia uma queda de cerca de 61 metros até as rochas e o mar.

Segundo a Institution of Civil Engineers, o edifício foi deslocado 17 metros para o interior em 1999, em uma operação executada pela empresa Abbey Pynford. Informações reunidas pelo Belle Tout Lighthouse Information Resource mostram que a erosão continua avançando e poderá exigir outra mudança, embora o momento exato não possa ser previsto com segurança.

Farol foi construído para proteger navios

Imagem: Divulgação

O Belle Tout foi construído entre 1829 e 1834 para orientar embarcações que navegavam perto das rochas de Beachy Head. Naquele período, naufrágios eram frequentes nessa parte do Canal da Mancha, especialmente durante os séculos XVII e XVIII.

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Projetado pelos engenheiros William Hallett e James Walker, o farol foi feito com granito de Aberdeen e possui aproximadamente 17 metros de altura. Sua luz foi acesa pela primeira vez em 11 de outubro de 1834, mas a posição elevada nem sempre ofereceu a eficiência esperada.

Névoa prejudicava a visibilidade da luz

Embora a localização sobre o penhasco parecesse vantajosa, a névoa marítima frequentemente cobria a parte superior de Beachy Head. Isso fazia com que a luz do farol ficasse escondida justamente quando os navegadores mais precisavam dela.

A erosão aproximou gradualmente a construção da borda e tornou a luz mais visível em alguns períodos, mas criou um risco estrutural crescente. O mesmo processo natural que melhorou temporariamente sua função também passou a ameaçar a existência do edifício.

Nova torre substituiu Belle Tout em 1902

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O Belle Tout deixou de funcionar como principal sinal marítimo depois que o farol listrado de Beachy Head foi construído ao pé dos penhascos. A nova estrutura entrou em operação em 1902 e ficou menos exposta às névoas que atingiam o topo.

Depois da desativação, o antigo farol recebeu diferentes usos. Ele funcionou como residência particular, casa de chá, cenário audiovisual e, posteriormente, hotel, preservando sua presença na paisagem mesmo sem exercer a função original.

Erosão aproximou edifício da borda

Em 1835, o Belle Tout estava aproximadamente 34 metros distante da extremidade do penhasco. Em 1890, essa distância havia diminuído para cerca de 30 metros, mostrando um avanço gradual da erosão costeira.

O risco aumentou de maneira mais evidente ao longo do século XX. Em 1997, o farol estava a aproximadamente 3 metros da borda, segundo o recurso histórico mantido por Rob Wassell, responsável por reunir informações sobre o edifício.

Desmoronamentos agravaram ameaça em 1998

Vários desmoronamentos ocorridos em 1998 deixaram a estrutura a cerca de 4 metros da extremidade do penhasco, conforme o relato da Institution of Civil Engineers. A diferença entre as medições pode refletir datas, pontos de referência ou métodos distintos utilizados pelas fontes.

Abaixo do edifício havia uma queda de aproximadamente 61 metros até as rochas. Sem uma intervenção de engenharia, o avanço do penhasco poderia comprometer as fundações e fazer a construção despencar em direção ao mar.

Patrimônio não poderia ser desmontado livremente

O Belle Tout é classificado como edifício histórico de grau 2 no Reino Unido. Essa condição aumentou a necessidade de preservar sua forma e seus materiais durante qualquer intervenção.

A área ao redor também era considerada um possível sítio arqueológico associado à Idade do Bronze. Antes do deslocamento, arqueólogos escavaram o terreno para verificar e registrar elementos que poderiam ser afetados pela obra.

Solução foi mover toda a construção

Diante da proximidade do penhasco, a alternativa escolhida não foi desmontar o edifício ou reforçar apenas sua base original. Os engenheiros decidiram movimentar o farol inteiro, preservando a estrutura de aproximadamente 850 toneladas.

O projeto levou cerca de dois anos e teve custo informado de £250 mil. A operação exigia que paredes, torre e fundações se deslocassem como uma única unidade, sem sofrer deformações capazes de destruir o edifício histórico.

Vinte e dois macacos ergueram o farol

A equipe utilizou 22 macacos hidráulicos para elevar cuidadosamente a construção. O levantamento permitiu posicionar o edifício sobre quatro vigas de concreto revestidas com aço.

Os macacos precisavam distribuir as forças de maneira controlada para evitar rachaduras ou inclinações. Qualquer diferença excessiva entre os pontos de elevação poderia transferir cargas irregulares para as paredes e comprometer a estabilidade do farol.

Graxa reduziu atrito durante deslocamento

Depois que o edifício foi apoiado sobre as vigas, a equipe bombeou graxa nas superfícies para reduzir o atrito. Isso permitiu que a estrutura deslizasse sem exigir força suficiente para danificar os componentes.

A técnica transformou as vigas em uma espécie de caminho controlado para a construção. Em vez de levantar e transportar o farol por equipamentos convencionais, os engenheiros fizeram o edifício deslizar lentamente sobre sua nova base.

Construção avançou 17 metros para o interior

O farol foi movimentado aproximadamente 17 metros em direção ao interior do terreno. Parte da operação foi exibida ao vivo pelo programa científico Tomorrow’s World, da BBC.

A mudança afastou o edifício do risco imediato e preservou um marco histórico da costa inglesa. Quando o trabalho terminou, o Belle Tout havia deixado a borda crítica sem ser desmontado, reconstruído ou visualmente descaracterizado.

Nova base permite outro deslocamento

Os engenheiros sabiam que o movimento da costa não terminaria com a obra de 1999. Por isso, as novas fundações foram projetadas para facilitar uma possível mudança futura.

Essa decisão transformou o deslocamento em uma solução de longo prazo, mas não definitiva. O projeto reconheceu desde o início que a erosão continuaria e que salvar o farol poderia exigir uma nova operação em outra geração.

Ritmo da erosão varia ao longo do tempo

A Institution of Civil Engineers menciona uma taxa atual de aproximadamente 60 centímetros por ano. O Belle Tout Lighthouse Information Resource, entretanto, cita um relatório com valores entre 3 e 27 centímetros anuais, dependendo de períodos ativos ou passivos de recuo.

Rob Wassell também apresenta uma estimativa própria próxima de 60 centímetros por ano, baseada em registros históricos. As diferenças mostram que a costa não recua de forma uniforme e que uma média anual não permite prever exatamente quando ocorrerá o próximo grande desmoronamento.

Quedas podem acontecer de maneira repentina

Uma costa pode perder pouco terreno durante vários anos e sofrer uma ruptura muito maior em um único episódio. Por isso, dividir a distância perdida pelo número de anos oferece apenas uma referência estatística.

O monitoramento precisa considerar rachaduras, chuvas, ondas, tempestades e movimentos internos do giz. Mesmo que a média pareça baixa, um único colapso pode remover vários metros e aproximar rapidamente o farol da borda.

Nova mudança pode ocorrer nas próximas décadas

A Institution of Civil Engineers informa que, sob uma taxa de erosão próxima de 60 centímetros por ano, o farol poderá precisar de outro deslocamento. A fonte cita um horizonte de aproximadamente 25 anos, mas não estabelece uma data definitiva para a nova operação.

O recurso de Rob Wassell apresenta uma projeção semelhante, próxima de 24 a 30 anos, conforme a margem de segurança considerada. Esses prazos são estimativas e dependem da velocidade do recuo e do tamanho de futuros desmoronamentos.

Edifício ganhou novas funções após desativação

Depois de deixar o serviço marítimo, o Belle Tout foi utilizado como residência, casa de chá e cenário de produções audiovisuais. Na década de 1980, pertenceu à BBC e apareceu em uma adaptação televisiva do romance The Life and Loves of a She-Devil.

O farol também foi usado como cenário no filme 007 Marcado para a Morte, de 1987. Atualmente, funciona como hotel, com quartos temáticos instalados dentro da construção histórica.

Engenharia adiou uma ameaça permanente

A operação realizada em 1999 salvou o Belle Tout de um risco imediato, mas não interrompeu o processo geológico responsável pela ameaça. A costa de giz continuará recuando, ainda que em velocidade irregular e difícil de antecipar.

O farol de 850 toneladas permanece de pé porque engenheiros aceitaram mover um edifício inteiro, mas sua sobrevivência dependerá de novas decisões no futuro. Você considera justificável repetir uma operação desse porte para preservar a construção? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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