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Fim das maçanetas retráteis? EUA avançam para proibir essas maçanetas após mortes em acidentes com carros elétricos
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 29/07/2026 às 20:39
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Entenda os motivos pelos quais os EUA e a China estão endurecendo as regras contra o uso de maçanetas retráteis elétricas em veículos novos.
A discussão sobre a segurança de veículos modernos ganhou enorme repercussão internacional com a movimentação de governos em direção à proibição das maçanetas retráteis elétricas. Cerca de 70 modelos à venda atualmente nos Estados Unidos utilizam esse formato de puxador embutido, que depende inteiramente da eletricidade para saltar para fora da carroceria.
O tema retornou ao centro dos debates globais após a agência federal de segurança viária norte-americana, a NHTSA, anunciar na quinta-feira (23) a abertura oficial de um processo de regulamentação para exigir um sistema de projeção robusto e óbvio em todos os carros novos comercializados no país.
O Perigo de portas travadas em sinistros
O principal gatilho para essas restrições governamentais envolve o risco severo enfrentado por ocupantes e equipes de socorro quando o veículo perde totalmente o fornecimento de energia elétrica após colisões graves seguidas de incêndio.
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Nesses cenários trágicos, as maçanetas retráteis elétricas permanecem recolhidas e o botão digital deixa de responder aos comandos, enquanto os acionamentos mecânicos de emergência costumam ficar ocultos, sem sinalização adequada ou posicionados em locais de difícil acesso dentro da cabine.
Investigações jornalísticas detalhadas e relatórios da Bloomberg apontam dezenas de incidentes e dezenas de vítimas fatais em veículos da marca Tesla, onde ocupantes ou voluntários de resgate simplesmente não conseguiram abrir as portas trancadas a tempo de salvar vidas.
A atitude decisiva da China e reflexos no Brasil
Enquanto o processo regulatório conduzido nos Estados Unidos caminha de forma lenta — podendo levar de dois a cinco anos, com exigências que dificilmente entrarão em vigor antes de 2030 —, a China já estabeleceu uma lei definitiva.
A norma GB 48001-2026, publicada em 28 de janeiro, começará a valer em 1º de janeiro de 2027 e introduzirá critérios mais rigorosos de conformidade para os fabricantes de veículos na China.
No Brasil, embora ainda não exista sinalização oficial de uma exigência legal semelhante até o momento, a forte presença de veículos elétricos e híbridos projetados na China pode fazer com que essas diretrizes cheguem ao mercado nacional nos próximos modelos redesenhados pelas montadoras.
- A norma chinesa determina obrigatoriamente a presença de maçaneta mecânica interna e externa em todas as portas, com exceção exclusiva da tampa do porta-malas.
- Cada puxador externo deve obrigatoriamente deixar um vão livre para a mão de no mínimo 6 cm x 2 cm x 2,5 cm em qualquer situação de uso.
- O desenho totalmente embutido e automatizado fica completamente inviabilizado pelas novas regras governamentais de acesso físico imediato.
- Veículos que já possuem homologação anterior na China receberão um prazo extra de adaptação técnica, enquanto os lançamentos precisarão cumprir a norma de imediato.
Fonte: AutoPapo
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AutoPapo
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

